Vídeo: saiba como ensinar o comando deita

O deita entre os comandos básicos é um dos mais difíceis de ser ensinados. Como explica a adestradora Cláudia Pizzolatto no livro “Apostila de treinamento de obediência” o deita é uma posição extremamente submissa na linguagem corporal dos cães.

Cláudia chega a dizer que pela dificuldade do cachorro em deitar sob comando podemos ter uma ideia se ele é submisso ou dominante. No entanto, ela afirma que se um cão dominante passar a deitar sob comando não quer dizer que ele se tornou submisso, mas sim que confia plenamente na liderança do seu dono.

A técnica que aprendi e que vou explicar para vocês é a usada pelo especialista em comportamento animal Alexandre Rossi. Como se trata de um comando difícil, é melhor primeiro você ensinar o peludinho a sentar. Já mostrei como nesse post.

Então, para ensinar o deita, primeiro você vai pedir o senta. Quando ele o cachorro se sentar, você recompensa (petisco ou carinho e palavras de incentivo). Bem, aí o próximo passo é encostar o petisco no focinho do cachorro e abaixar devagar. Ele deve seguir sua mão apenas com o focinho, de modo que fique quase corcunda. Quando chegar a essa posição, você recompensa. Se ele sair com o corpo da posição sentada, pare e recomece pedindo o senta.

Rossi indica no livro “Adestramento Inteligente” que o próximo passo é, partindo da posição sentada, mover sua mão rapidamente para o chão. O cãozinho só será recompensado assim que tocar sua mão com o focinho.

Vá distanciando sua mão aos poucos, obrigando o cachorro a deitar. Com o treinamento, ele irá deitar cada vez mais rapidamente e com confiança. Quando o cachorro já tiver entendido o movimento, aí você introduz a palavra deita. Ela deve ser dita ou pouco antes ou no momento em que ele começar a deitar. Quando ele estiver deitado, você recompensa.

Na prática para que serve – Eu gosto muito de usar o deita para tirar meus filhos do estado de ansiedade. Se por exemplo, eles estão louquinhos para sair, pulando e latindo eu peço o deita. O comando acalma porque exige muito mais esforço do que um senta ou dá a pata, por exemplo.

No vídeo, vocês vão ver que os três – Theo, Toddy e DJ – conhecem o comando. Deles, a que aprendeu mais rápido foi a DJ. Até porque acho que é a posição preferida dela *rs*. Mas o comando é mais usado com o Toddy. Como ele é muito ansioso, quase diariamente eu tenho que fazer uma sessão de deita com ele para canalizar a “energia que dá gosto”.

Os encantos do lulu da pomerânia

lulu_romeo
Romeu, o lulu da Gabriele (Crédito: Arquivo pessoal)

A escolha da raça não foi por acaso, a farmacêutica Gabriele Fernandes conta que se apaixonou pelo lulu da pomerânia quando trabalhava como atendente de um pet shop em São José dos Campos, no interior de São Paulo. “Lembro até do nome do primeiro que eu vi, Slash. Lindo”, declara. 

Os representantes dessa raça, que também são conhecidos como spitz alemão miniatura, realmente, chamam a atenção pela docilidade e pelo gosto por brincadeiras. Segundo o site luludapomerania.com, essas características fazem dele uma companhia graciosa e divertida.

Gabriele afirma que pesquisou muito sobre o lulu e escolheu um exemplar da raça pela presença “incrível”. Segundo a farmacêutica, seu filho, que se chama Romeu e tem seis meses, é um ótimo cão de companhia. Além disso, gosta de brincar e é muito inteligente. “Ele senta no sofá e assiste TV comigo”, diz.

O site luludapomerania.com afirma que é preciso impor limites, pois esta raça possui uma personalidade um tanto atrevida. Mas a mãe de Romeu diz que o filho é “bem obediente”, apesar de “cheio de energia”.

De acordo com o canil Lulu da Pomerânia, o padrão oficial da raça é de, aproximadamente, 22 cm de altura. Apesar do pelo longo, a facilidade em tratá-lo contribuiu para a sua popularidade, exigindo apenas escovações periódicas e banhos mensais. Não há tosa específica para a raça, pede-se que apenas os bigodes do focinho e pelos sob as patas sejam aparados. Apesar disso, muitos criadores consideram o padrão quadrado (quando a altura é igual ao comprimento), o lulu perfeito, já que esta característica dá ao cão a aparência de uma bola de pelos.

A Federação Internacional de Cinofilia (FCI) aceita os exemplares da raça em quase todas as cores: preto, marrom, branco, laranja, cinza-lobo (nuances de cinza) e outras cores. No caso dos cães de cor preta, tanto a pele quanto o subpelo devem ser escuros e não pode haver vestígios de branco ou qualquer outra marcação. O mesmo ocorre com os marrons, cuja pelagem tem de ser uniforme. Os cães brancos devem ser de um branco puro sem nuances. A cor mais comum é a laranja, devendo ser unicolor, uniforme, sem apresentar tonalidades da escala.

Lulus famosos e de famosos – O lulu da pomerânia mais conhecido atualmente é o Boo, autointitulado “o cachorro mais fofo do mundo”. Maior celebridade da internet mundial, o cãozinho tem mais de 11 milhões de fãs no Facebook. Boo já até “lançou” um livro, cujo título é seu próprio nome, e “dá” inúmeras entrevistas para a imprensa ao redor do mundo.

No Brasil, o lulu mais famoso é o da atriz Karina Bacchi. Joy tem perfil oficial no Instagram, com 199 mil seguidores, e costuma acompanhar a mãe em diversos eventos.

Boo, maior celebridade canina da internet
Boo, maior celebridade canina da internet (Crédito: Divulgação/Facebook)

 

** O Romeu é o segundo “entrevistado” da categoria Raças no Meu Filho Cão. Nesse espaço, quero mostrar os legítimos representantes das diversas raças que temos, com suas características padrão e os traços de personalidade que fazem de cada cachorro um ser único.

Após o susto, a conscientização sobre o comando “vem”

Obrigada, São Francisco, por proteger os cachorrinhos medrosos. Farei minha parte agora
Obrigada, São Francisco, por proteger os cachorrinhos medrosos. Farei minha parte agora

Talvez tenha sido o maior susto da minha vida. No último sábado, meu branquelo medroso, o Theo, ao ver um cachorro estranho, escapou da coleira em uma rua próxima à rodovia dos Imigrantes, em São Paulo.

Sabem aquela cena de terror, quanto mais você corre atrás do cachorro mais ele corre para longe? Foi o que aconteceu. Felizmente, não ocorreu nada grave. Certo momento, ele parou para latir para um cão que estava dentro de uma casa e eu consegui alcançá-lo. Mas minhas pernas tremem até agora ao descrever a cena.

Acho que cometi dois erros fundamentais. Um deles foi não ter apertado o peitoral suficientemente. O Theo não costuma andar com esse equipamento. Ele usa diariamente a gentle leader, que já comentei nesse post. Porém nesse dia, eu o levei de carro à casa do meu pai e para prendê-lo no veículo só usando o peitoral.

Fato é que o equipamento não estava apertado corretamente. Quando ele vê outro cachorro, realmente, fica ensandecido, pulando e latindo. O que ocorreu: o peitoral saiu pela cabeça, e, em seguida, ele correu em disparada pela rua. Como disse, trata-se um cachorro medroso, que quando ele vê um cão desconhecido quer fugir a qualquer custo.

Bem, o outra falha grave e que vai demandar mais trabalho da minha parte é ensinar para ele o comando “vem”. Logo após o susto, veio à minha cabeça as palavras da adestradora da DJ e do Toddy, sobre a importância dele. Ela me disse certa vez que é preciso ensinar o “vem” para que o dono tenha segurança de que o peludo vai voltar ao ser chamado.

Eu nunca ensinei o “vem” ao Theo. Sempre fiquei focada em melhorar o problema do medo dele e não imaginava que essa situação de fuga pudesse ocorrer. Erro imperdoável que já comecei a consertar.

Para ensinar esse comando é relativamente simples. A DJ e o Toddy foram ensinados assim: bastar bater as duas mãos vigorosamente nas pernas e dizer “vem, fulano”. Quando ele chegar perto de você, faça festa e recompense com petisco.

O problema é que muitas pessoas usam essa palavra para momentos ruins, como, por exemplo, tirar o peludo do sofá ou da cama. Se você já utiliza o vem nessas situações, pode substituir por “aqui”.

Com o Toddy e a DJ, comecei ensinando esse comando dentro de casa. Depois, com o auxílio da guia longa, segurando ou com ela amarrada a um árvore, treinei na rua.

Abaixo, um videozinho do primeiro treinamento de “vem” com o Theo.

Garrafa com petiscos versão combo

Aproveitando que eu tinha várias garrafas pet em casa e precisava que a galera me deixasse trabalhar um pouco, resolvi fazer uma variação de um brinquedo que é sucesso absoluto: a garrafa pet com petiscos. Eu já havia ensinado como montá-la nesse post aqui, e no formato combo que inventei fiz apenas algumas adaptações.

Vamos lá às instruções:

1) Peguei três garrafas, podem ser diferentes, tirei os rótulos e dei uma lavadinha.
2) Piquei os petiscos bem pequenininhos, pois como se trata de uma versão mais difícil do brinquedo, imaginei que pedaços grandes dificultariam muito.
3) Amarrei as três garrafas com fita crepe.
4) E, por último, fiz dois pequenos furos em cada uma.

Veja como montar a garrafa combo
Veja como montar a garrafa combo

 

Depois, foi só diversão, como vocês podem conferir no vídeo abaixo.

 

 

Sampa, o maltês da sorte

sampa

O Sampa chegou à vida da Heloísa e do Marcelo para ser o amuleto que levaria o casal de volta a São Paulo. Explico. O Marcelo havia se transferido para Rio Branco, no Acre, a trabalho, e a Heloísa passava muito tempo sozinha numa cidade em que não conhecia ninguém. Daí surgiu a ideia de ter um cachorrinho, que não por acaso foi batizado de Sampa, apelido da cidade de ambos e para onde eles queriam voltar rapidamente. Essa história começou em 2005, e o amuleto realmente trouxe sorte. Hoje a família já está de volta a São Paulo, e nesse ano aquele pequeno filhotinho de maltês acreano já vai completar nove anos.

A mãe do Sampa conta que queria um cachorro pequeno, pois moravam em apartamento, e uma raça que não latisse muito. Bem, pequeno o maltês é, os machos costumam ter entre 21 cm e 25 cm. E, apesar do Sampa ser fora do padrão, cerca de 15 cm maior, isso não incomoda o casal.

Mas aquela característica de não latir muito não se aplica a todos os malteses, e o Sampa está incluído nesse grupo. O site PetMD explica que se o maltês assume o papel de líder, pode desenvolver distúrbios de comportamento, tornando-se ansioso e estressado e os latidos vêm como consequência.

No caso do Sampa, o excesso de latidos fica mais grave em passeios na rua, o branquinho não gosta de seres da mesma espécie, e dentro do carro. Ainda filhote, o Sampa costumava passear bastante pelas ruas de Rio Branco, mas, segundo Heloísa, um episódio pode ter marcado muito a vida do pequeno. Certa vez, antes do maltês completar um ano, uma criança insistiu bastante para brincar com ele e, apesar dos alertas do Marcelo de que o cão não estava gostando muito, ela insistiu, deixando o o filhote muito estressado. Esse comportamento, diz o site Guia de Raças, é bastante comum em maltês, um cão muito apegado aos donos, mas que, às vezes, é intolerante com brincadeiras de crianças. Um problema complicado para proprietários da raça, afinal qual criança não fica encantada com um ser branquinho tão bonitinho?

Mantendo a beleza – Falando em fofurice, para manter a beleza, o Sampa vai de 15 em 15 dias tomar banho no pet shop. A mãe diz que talvez ele precisasse de mais banhos, pois adora brincar e se sujar no gramado de casa. Mas conscientemente, ela optou por banhos quinzenais e escovação periódica, sempre recompensada por um delicioso biscoitinho. Além disso, ela prefere manter o pelo do garoto aparado. Um hábito que vem desde Rio Branco, cidade muito mais quente do que São Paulo.

O pequeno Sampa, apesar de gostar muito de sujar no gramado, é um cachorro de energia média, um padrão da raça. Brincadeiras dentro de casa ou mesmo no quintal já satisfazem suas necessidades. “Ele se cansa rápido”, afirma Heloísa.

No último ano, o maltês ganhou uma irmã felina, a Barça. Inicialmente, a mãe conta que ele ficou um pouco reticente com a nova integrante da família. Heloísa diz que foi então em busca de informações sobre como acostumar cães e gatos, e com uma grande aliada, a caixa de transporte, conseguiu aos poucos que os dois vivessem harmoniosamente. “Ele entendeu que ela se tornou parte da família”. E, pasmem, hoje a Barça até come a comida dele *rs*.

** O Sampa inaugurou a categoria Raças no Meu Filho Cão. Nesse espaço, quero mostrar os legítimos representantes das diversas raças que temos, com suas características padrão e os traços de personalidade que fazem de cada cachorro um ser único.