De tudo que existe para enriquecimento ambiental, eu considero, de longe, o osso a melhor opção. Sejam eles mais molinhos, para os cães que não curtem muita dificuldade como o Toddy, ou mais duros, que são os preferidos da minha roedora-mor, DJ.
Então, estou sempre à procura de novidades para os meus filhos cães, e, tempos atrás, encontrei o “Duro de Roer”, da Purina. Sensacional, gente. É um petisco duro, meio osso, em formato cilíndrico, que o Theo, o Toddy e a DJ simplesmente amaram.
Segundo o fabricante, ele tem recheio de sabor carne e é envolto por uma camada para o cão roer. Por enquanto, só encontrei no mercado o “Duro de Roer” no formato coração, que é indicado para cães de portes médio e grande. Mas vi no site da Purina que há uma opção churros, que é própria para cachorros pequenos.
Dando uma pausa nas novidades da Pet South America, vou mostrar para vocês como fazer um brinquedo bem interessante com caixa de suco. Na verdade, ele é uma variação do brinquedo com garrafa pet, que já ensinei. Para fazê-lo é bem simples, você só precisará de uma caixa, pode ser de leite ou de suco, petiscos ou ração.
Primeiro, recomendo que você escorra bem o líquido para não melecar sua casa. Depois, encha de petiscos pelo orifício já existente.
Em seguida, descole as abas e tire todo o ar da caixa.
Por fim, torça bem. Quanto mais você torcer, mais difícil e divertido irá ficar.
Aí é só entregar para o seu filho cão se divertir.
Facinho, né? E o que é melhor barato e reciclável.
Se tem um assunto em que fiquei craque é como apresentar um novo irmão. Afinal, apresentei a DJ ao Ozzy; o Toddy à DJ e ao Ozzy; e o Theo à DJ, ao Ozzy e ao Toddy. Na verdade, a apresentação mais complicada foi do Theo ao Toddy. A adaptação de dois cães do mesmo sexo sempre é mais complicada. Então, vai aí a primeira dica, se você não quiser ter tanto trabalho na adaptação é melhor optar por cachorro de sexo diferente.
Quando o Toddy e a DJ se conheceram aconteceram algumas brigas. Mas elas ocorreram porque o Toddy como um jovenzinho não-castrado enchia muito o saco da DJ, que já não gosta muito de aproximações. Ele montava nela o tempo todo, o que a deixava muito brava. Depois da castração sossegou e eles passaram a conviver bem.
Porém no caso do Theo e do Toddy foi mais complicado. Eu e meu marido erramos na primeira apresentação. Na verdade, já havia lido que esse encontro tem de ser feito em local neutro. Mas promovemos a apresentação na praça ao lado da minha casa, onde o Toddy vai praticamente todos os dias. Resultado: uma briga feroz.
A nossa sorte é que o Theo estava, naquela época, na casa dos meus pais. Então, conseguimos separá-los e fizemos uma espécie de quarentena e recomeçamos o processo de adaptação somente 15 dias depois. Dessa vez, nós escolhemos um lugar neutro, uma praça no meu bairro onde nunca nenhum dos dois havia ido. Eles chegaram em carros separados, eu levei o Toddy e meu marido, o Theo.
Inicialmente, eles apenas se viram de longe. Caminhamos bastante com eles e fomos, aos poucos, diminuindo a distância. Nesse primeiro dia, nem deixamos que eles se cheirassem. Na outra semana, trocamos, eu peguei o Theo e o Rodrigo levou o Toddy. Mais caminhadas e dessa vez permitimos que eles se cheirassem.
A fase seguinte, foi levar o Toddy à casa dos meus pais para que eles se acostumassem com a companhia um do outro em um lugar fechado. Quando se viram, brigas. O Toddy não queria que o Theo se aproximasse do meu marido. Nesse momento, você tem de virar um elemento neutro e ignorar ambos.
Hoje, Theo e Toddy até dormem juntinhos
Outro ponto importante, é não interferir em qualquer briguinha. Rosnados e imprensadas na parede são normais dentro da linguagem canina para demonstrar quem manda no território. Claro que se eles começarem a se pegar pra machucar você deve intervir e colocar ambos na coleira até que se acalmem. O ideal é não separá-los por um longo tempo para que esse processo não fique ainda mais difícil.
A adaptação final do Theo e do Toddy foi a chegada à minha casa. No dia, usamos novamente a técnica do passeio. Andamos bastante com os dois e entramos em casa juntos. Foi um sucesso. No início, havia algumas briguinhas, mas agora cessaram. Só não podemos deixar uma bolinha pra eles disputarem *rs*.
Passeio, a grande técnica – Você pode estar pensando: não tenho esse local neutro para abrigar o novo morador nesse período de adaptação. Então, use obrigatoriamente a técnica do passeio. Como eu já falei acima, vá diminuindo a distância gradativamente e não deixem que eles se encararem. Se um dos dois insistir, seja firme, puxe a guia e siga para outro lado. Uma boa dica é nesse dia estar com petiscos e quando eles estiverem mais perto os alimente ao mesmo tempo para criar uma sensação positiva em relação ao outro.
Canse bastante o primogênito e o novato antes deles entrarem em casa juntos. Separe pote de comida, de água e uma cama para o seu caçula. Na verdade, o ideal é que, pelo menos com água, haja sempre um pote a mais. Ou seja, se você tem dois cachorros, tenha três potes de água. É mais uma medida para evitar disputas.
Outra ação importante é garantir que o cão primogênito tenha seus privilégios. Dê brinquedos, ração, petiscos sempre primeiro para ele. Isso vai garantir que a aceitação seja mais fácil. A adestradora Cláudia Pizzolatto, em artigo para o site Bitcão, salienta até que se, por exemplo, o mais velho quiser tirar o brinquedo do mais novo você deve deixar. Faz parte, diz ela.
No entanto, se tiver de intervir, mostre firmeza e, se necessário, use um spray de ar comprimido. Ele causa um susto suficiente para separá-los. Leve-os para um passeio, primeiro o mais velho, isso já deve acalmá-los.
Inicialmente, você não deve deixar os dois sozinhos. Disputas podem gerar brigas graves. O ideal é que no dia seguinte você faça pequenos testes, saindo e tentando ouvir do lado de fora se há latidos e brigas, depois fique uns cinco minutos e volte.
Ah, e ao sair, certifique-se que deixou apenas água. Qualquer objeto pode virar alvo de disputas.
Aqui vai um resumo para fixar os principais pontos:**
* A adaptação de dois cães do mesmo sexo é mais difícil
* Fazer um passeio com os irmãos em um lugar neutro é a melhor forma de apresentá-los
* Em casa, não interfira em qualquer briguinha. Rosnados e imprensadas na parede fazem partem
* Se houver uma briga séria, leve ambos para passear. O primogênito primeiro
* Dê as coisas – comida, brinquedos – sempre primeiro para o primogênito
* Tenha um pote de água a mais. Se você tiver dois cães, tenha três potes de água
** Para esse post eu usei referências do livro “Adestramento Inteligente”, de Alexandre Rossi, e do artigo de Cláudia Pizzolatto para o site Bitcão.
Assim como os brinquedos feitos para as crianças, os elaborados para os pets também demnadam cuidado. Na semana passada, fiquei empolgadíssima ao encontrar na Cobasi uma bolinha do tipo dispenser – que solta petiscos aos poucos – por um valor super amigável: R$ 9,99.
Mas, logo ao abrir a embalagem a primeira decepção, descobri que o brinquedo não era de borracha, como eu pensava, e, sim, de plástico duro. Não há nenhuma informação na embalagem do “Brinquedo Anti-Stress” da Sanremo sobre o material. Falha, né? Minha porque comprei sem ter certeza do material e do fabricante porque não informa.
Ok, superável, pensei. Piquei petiscos e Biscrocks do tamanho de um grão médio de ração, fechei o dispenser e dei para os meus lindos. Para o meu espanto, eles rolavam a bolinha, mas não caía um só petisco. Então, repiquei os petiscos em tamanho minúsculo, usei até um ralador. Dessa maneira, eles começaram a cair mais facilmente e os babies se divertiram.
Porém, quando tentei abrir novamente uma das bolas, que já estava meio mordida, não consegui. Dei para o pai deles, e ele também não conseguiu. Ou seja, na primeira brincadeira, um bola já foi perdida. Uma pena. Um brinquedo que não vale a pena comprar.
Vamos combinar, não é difícil ver nas ruas filhos cães “levando” pais e mães para passear. Especialmente quando são de porte médio e grande e não adestrados, os fofos costumam mandar mesmo nos passeios.
Eu tive esse problema com dois dos meus quatro filhotes, o Toddy e o Theo, e consegui solucionar usando um tipo de coleira chamada Gentle Leader.
A aparência não é das mais agradáveis, mas a eficiência é 10. Ela funciona como um cabresto para cavalo, controlando a cabeça do cão e, por consequência, o corpo.
O que acontece é que, por conta da sua anatomia, quando o cão puxa, usando esse tipo de coleira, ele automaticamente vira cabeça para trás, em direção ao condutor. Trata-se de um movimento suave, mas que faz com que ele pare de puxar.
Período de adaptação – Para mim, a parte mais chata da Gentle é o período de adaptação. Dificilmente, o pet aceita a colocação dessa coleira logo de cara por causa do anel que fica em volta do focinho.
Então, antes de sair por aí de Gentle, você terá de fazer um pequeno treino. Pegue um petisco e ofereça ao filho cão por dentro do anel que vai no focinho (eu mostro no vídeo). Faça isso algumas vezes para ele ter uma associação positiva com a coleira. Ou seja, ele começa a associar a “chatice” ter de algo em volta do focinho com uma coisa boa, o petisco.
Depois desse treinamento, comece a fechar a coleira no pescoço e depois coloque a guia. Dê umas voltinhas pela casa mesmo para ele se acostumar e só depois vá para a rua. Você vai ver que logo, logo não precisará mais dar o petisco porque a recompensa por usar a coleira será o próprio passeio.
Segundo o fabricante oficial, para ajustar, você deve deixar a tira do focinho solta, enquanto aperta a tira do pescoço. Ela deve fica alta, tocando a base das orelhas e acima do pomo de adão. Ela tem de ficar apertada o suficiente de maneira que não dê para rodá-la. Já o arco que fica em volta da boca deve permanecer bem solto. O cão deverá consiguir abrir a boca para comer, beber água, latir e até morder. Isso é muito importante, a Gentle Leader não é uma focinheira.
Gentle Leader (vermelha) e enforcador
Um incidente – Como o objetivo do Meu Filho Cão é trocar experiências reais com outros pais e mães e não vender produtos, devo contar que tive um incidente com a Gentle Leader.
Certo dia, quando já estava bem acostumado com a coleira, o Toddy ficou bravo com dois cachorrinhos que latiram muito pra ele e se soltou. Levei um susto, mas não aconteceu nada. Mas desde esse episódio, orientada por uma adestradora, comecei a usar um enforcador associado à Gentle e deu certo.
O enforcador funciona como um item a mais de segurança e usado junto com a Gentle não causa aqueles enforcamentos horrorosos no cão. Bem, pelo menos comigo, nunca aconteceu. Se o cão puxa, automaticamente, ele vira a cabeça por causa da Gentle, então, não é enforcado bruscamente, como ocorre se você usa só o enforcador.
Se vocês derem uma olhada no site do fabricante da Gentle, vão ver que eles têm uma nova coleira que também promete passeios suaves com o filho cão, a Easy Walk. Nunca testei, mas pretendo comprá-la em breve. Quem sabe é uma solução ainda melhor.
A Gentle oficial é vendida no Brasil pelo site www.bitcao.com.br. Só quero alertá-los que comprei as minhas por meio da adestradora e não pelo site. Então, não conheço a eficiência do vendedor. Ah, e há outros fabricantes de coleiras “tipo” Gentle, mas também não sei se são tão boas quanto as oficiais.