
Várias pessoas me pediram e decidi, então, fazer um relato sobre a festa da Estopinha. A balada canina para mais de 400 “aumigos”, entre humanos e cachorros, rolou neste domingo (23) na Casa 92, na Zona Oeste de São Paulo, para comemorar as 1 milhão de curtidas que a página do Facebook da famosa vira-latinha já recebeu. Eu fui de forma voluntária para fazer a cobertura jornalística e distribuir a nota para a imprensa. Nada mais justo pois se tratava de um evento beneficente. Todo o lucro obtido de R$ 6 mil foi doado ao abrigo Anjinhos de 4 Patas, mantido pela ONG Ampara Animal.
Gente, posso dizer o que mais me chamou a atenção foi perceber que, realmente, hoje há muitos humanos que consideram seus cachorros verdadeiros filhos. Eles os tratam com toda dedicação e querem interagir com outros pais e mães de peludinhos em eventos como o da Estopinha, feitos especialmente para eles. Conversei com alguns convidados e o discurso que ouvi foi igual: meu cão é como um filho. “A Ruth Marie é tudo para mim. Foi por causa dela que superei um momento difícil da minha vida”, afirmou a Raquel Almeida, mãe de uma simpática dachshund.
Outro aspecto bacana da festa foi perceber que as pessoas acreditam que a Estopinha, hoje certamente a maior celebridade canina brasileira, ajuda a incentivar a adoção de cachorros SRDs, inclusive aqueles que têm algum problema, seja físico ou de comportamento. Para quem não sabe, a Estopa foi adotada pelo Alexandre Rossi, zootecnista e especialista em comportamento animal, em um abrigo após ser devolvida duas vezes. Os antigos donos alegaram que não conseguiram lidar com ela. O Alexandre queria uma companheira com muita energia, escolheu a vira-latinha e com bastante treinamento canalizou toda a disposição dela para um comportamento positivo. Posso garantir, a Estopinha é uma lady. Recebe todo tipo de ser, humano ou animal, com muita educação e disposição.
A advogada Pollyana Mayer que tem três cachorros, inclusive um idoso deficiente, compartilha dessa opinião. Ela diz que tem observado um aumento de adoções de SRDs, inclusive por pessoas que têm renda para comprar um cachorro de raça. “Moro perto do Morumbi e, de uns tempos para cá, tenho visto por lá muito mais pessoas passeando com seus vira-latas”, contou.
Sucesso da festa – Na minha opinião, muito sucesso da festa, sem acidentes entre os cachorros e humanos, deveu-se à organização. No evento havia vários adestradores da Cão Cidadão, empresa do pai da Estopinha, para administrar e socorrer, caso acontecesse algum problema.

Outra coisa bacana foi limitar o número de cachorros, pelo que eu pude contar, havia mais ou menos 1 cachorro para cada 3 humanos e também o porte dos bichinhos, só podiam entrar cães de até 15 kg. Não que eu esteja dizendo que não dá pra fazer festa para cachorros grandes. Lógico que dá. Eu mesma queria ter levado o Toddy, meu cachorro mais festeiro, mas misturar diversos portes em um local fechado, realmente, pode dar briga séria.
Além disso, a Cynthia Macarrão, mãe da Estopinha e organizadora do evento, conseguiu o apoio de diversos fabricantes e prestadores de serviços da área pet. Os donos puderam distrair seus filhos cães com a Dog Beer, uma cerveja para cachorros que olha deve ser tão boa quanto a de humanos. Trouxe uma garrafa para os meus peludinhos e eles, simplesmente, amaram. Depois até quero fazer uma matéria sobre ela. Tinha também o Ice Pet, que é um sorvete canino. Ganhei algumas unidades e depois conto para vocês se os meus filhos aprovaram. Por lá, deu para ver muitos peludinhos se deliciando.
Nossa, foi, de verdade, bem legal. Torço para que outras empresas e organizações ligadas ao universo pet promovam mais eventos como esse. Aproveito para deixar meus parabéns à Cynthia e ao pessoal da Cão Cidadão pela organização da festa. Um exemplo a ser seguido!








