#saudadesDJ

    DJ era muito inteligente

Há exato um ano nossa princess deixava esse mundo e só agora me sinto razoavelmente confortável para contar como foi sua partida.

Cada um lida de uma maneira com o luto, uns choram, outros endurecem, alguns têm de falar muito, outros preferem o silêncio. Eu escolhi a última opção, falei pouco sobre a morte dela, fiz um pequeno post no blog e só. Foi o jeito que me senti confortável, queria naquele momento me lembrar dela com vida e não falar sobre a doença ou os últimos dias.

A DJ partiu sem praticamente sofrer. Já havia um ano que ela fazia quiomioterapia contra um linfoma. Após 7 meses de tratamento, que compreendeu um ciclo inteiro de quimio, o tratamento foi suspenso. A esperança era que após esse período o câncer demorasse a dar sinais de retorno. No entanto, infelizmente, não foi isso que aconteceu e menos de dois meses depois ela já teve de retomar o tratamento.

O linfoma é um tipo de câncer muito agressivo para os cães. A ótima Dra Karine Germano, que atendeu a DJ logo no início, nos alertou sobre a expectativa de vida de cerca de um ano. São raros os casos em que o animal dura um pouco mais. Claro que nos apegamos à esperança de que ela viveria mais e nos dedicamos todos os dias para que ela prolongasse sua estadia aqui.

Os últimos dias – Porém, em julho ano passado, exatamente um ano após o início do tratamento, a DJ teve uma piora significativa. Eu e o pai dela estávamos fora de SP. Ela e os irmãos ficaram sob os cuidados dos avós, que são muito atenciosos e de pronto notaram que ela não estava bem. Entramos em contato com a também ótima Dra Juliana Cirillo, que foi a médica responsável por cuidar da DJ nesse período, e ela nos orientou que a nossa filha fosse levada ao hospital Animaniacs.

Visita à DJ no hospital

Adiantamos nossa volta para SP para o mesmo dia, e logo ao pisarmos na cidade fomos direto para o hospital. Ao nos ver, ela ficou muito feliz. Apesar de debilitada, teve um sopro de vida. Tentou abrir a cancela da gaiola. Quando foi solta, pulou, nos lambeu. Foi difícil deixá-la lá internada.

No dia seguinte, levamos comidinha da vovó porque ela se recusava a comer e até tentou morder uma das veterinárias plantonistas, acreditam? Fiquei super animada, afinal a brabeza era marca registrada da minha menina e pra mim se tratava de sinal de melhora.

Ela ganhou alta na quarta-feira para nossa felicidade. Voltou pra casa, reviu os irmãos, dormiu na caminha dela, porém, começou a ter falta de à noite e teve de ser internada às pressas novamente.

Na quinta-feira, fomos visitá-la na hora do almoço e ela já estava mal, entubada numa maca. Senti um aperto no peito como já me preparando para o pior. A veterinária, no entanto, disse que ainda havia esperança e novos exames seriam feitos para tentar a melhor saída possível.

O Toddy a admirava muito

Porém uma hora depois pediram que a gente voltasse. Ao chegar ao hospital, a DJ já estava em choque e teve uma parada cardíaca. Tive a oportunidade de tocá-la ainda com vida e então ela se foi. Não consigo descrever o sentimento daqueles minutos. Uma parte do meu coração partiu junto com ela, com a minha preferida, com a minha menina.

Só depois de algum tempo, tive serenidade pra entender que fizemos o melhor. Que do dia que a resgatei da rua até o dia da sua partida ela viveu os melhores momentos da vida dela.
Hoje fica a saudade de conviver com uma cachorra ímpar: inteligente, de personalidade marcante e extremamente carinhosa com aqueles que ela amava.
Não vai ter outra DJ na minha vida. Ela foi única e será lembrada todos os dias até eu reencontrá-la novamente.

 

4 comentários

  1. Angélica fiquei comovida com sua história, por ser tão similar a que eu vivi agora há pouco menos de um mês com o meu Bono. Ele tambem foi resgatado por mim e se tornou o cãozinho mais incrível, afetuoso e inteligente que já tive. Tambem acometido por linfoma, descobrimos tardiamente e o perdi em 3 meses, morreu ao meu lado, na minha cama, de parada cardíaca e eu nunca vou esquecer a tristeza daquele momento, foi a coisa mais difícil pela qual já passei na vida. Sinto muito pela sua DJ, sei exatamente como vc sente. Ainda espero o dia que não vou chorar mais a sua morte e me lembrar apenas dos momentos incríveis que tivemos. Como vc, não vejo a hora de reencontrá-lo uma dia.

    1. Olá, Priscila, desculpe-me pela demora em responder. Quando decidi falar sobre a história da DJ, foi justamente motivada por histórias semelhantes. Toca-me saber que o mesmo tem ocorrido com outros pais e mães de peludinhos. Realmente, essa perda é muito dolorosa, mas fica a certeza de que proporcionamos a eles bons dias de vida. Bjo, fique bem.

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