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O câncer da DJ voltou

DJ voltou a fazer quimioterapia
DJ voltou a fazer quimioterapia

 

Os pais e mães de peludinhos que sofrem de câncer passam por diversos momentos difíceis, desde que recebem a notícia da doença até a partida dos seus filhos. Nesse meio tempo, uma situação bastante penosa para o tutor ocorre quando, como dizem os médicos veterinários, há a recidiva da doença ou, em palavras mais claras, quando o câncer volta após tratamento ou cirurgia. Foi o que aconteceu com a DJ.

A princess passou pela última sessão de quimioterapia no dia 7 de janeiro. De lá para cá, o estado de saúde dela vinha sendo monitorado com exames mensais de sangue e de imagem, além da consulta clínica, em que a veterinária apalpa alguns pontos-chave, como pescoço e coxas, para saber se houve aumento dos gânglios linfáticos. Infelizmente, na última consulta, além de uma baixa acentuada nas plaquetas, a veterinária também detectou que os linfonodos estavam aumentados na parte traseira das patas.

A solução apresentada pela médica foi retomar a quimioterapia seguindo outro protocolo, junto com a administração de Prednisona para ajudar no aumento das plaquetas. As primeiras drogas quimioterápicas aplicadas na DJ eram injetáveis. Ao todo foram 16 sessões distribuídas em seis meses. Agora a quimioterapia será via oral. De acordo com a médica, trata-se de um protocolo mais agressivo contra o câncer, porém com efeitos colaterais mais acentuados,  mais vômito, diarreia e pode até haver comprometimento da função hepática.

No dia 25 de abril, a DJ foi submetida à primeira sessão de químio dessa nova fase. Nesse dia, ela ainda recebeu drogas do protocolo antigo para ajudar no aumento das plaquetas, que ainda estavam baixas. Nessa semana, ela já estava melhor e começou a receber o outro tipo de quimioterapia.

Efeitos colaterais – Infelizmente, após a sessão do dia 25 a DJ teve fortes efeitos colaterais, uma diarreia severa e vômito baquearam a bichinha. Inicialmente, por orientação da veterinária, administramos Floratil e um antibiótico. Porém, após dois dias de medicação, não houve melhora e tivemos de levá-la para tomar soro e medicação na veia.

Mas a DJ é porreta mesmo. Com esse procedimento, em um dia ela já estava super esperta e com apetite. Torçam por ela. #forçaDJ

 

Tirar da rua, cuidar e doar a um tutor responsável = Vitória!

Klint e sua nova mommy, Ana
Klint e sua nova mommy, Ana, no dia da adoção

 

No último post, a gente falou aqui no MFC sobre o que fazer para resgatar um cachorro de rua. Destacamos que ajudar um bichinho abandonado não se limita a tirá-lo da rua. Comprometimento com os cuidados pós-resgate, achar um lar temporário e encontrar uma família responsável para adotá-lo fazem parte das obrigações de quem resgata.

Simples não é, claro. Mas para quem ama os animais de estimação ver esse ciclo ser cumprido é uma grande vitória. Tivemos a felicidade, eu e o meu marido, de cumprir essa missão com um peludinho que resgatamos no dia 17 de abril. Ele estava prostrado na rua do nosso prédio, não conseguia andar e não se alimentava. Estava acompanhado por outro cachorrinho que, aparentemente, o incentivava a caminhar mesmo com dificuldade. Vendo aquela situação triste, nós o levamos ao veterinário e conseguimos um lar temporário para eles. Sim, para eles. Não íamos deixar o outro largado na rua. 

No mesmo dia do resgate, já compartilhei a história do dois no Facebook. Para minha surpresa, já surgiu uma interessada. Uma colega do meu marido viu a foto do então Pipoca e se apaixonou. Porém, antes de alguém adotá-lo, tínhamos alguns compromissos, verificar se ele não havia fugido, dar vacina, vermifugar e castrar. Esse último procedimento deveria aguardar algum tempo, pois ele estava bem debilitado, ao menos uns 3 kg abaixo do peso mínimo.

Bem, no dia 23 levamos o Pipoca para a interessada conhecer no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Seu companheiro Paçoca também foi, afinal a gente sabe que o contato ao vivo é bem diferente e talvez a moça gostasse mais do Paçoquinha. Mas não, ela curtiu mesmo foi o branquinho. Foi paixão à primeira vista!

Klint

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O dia que o Klint chegou à casa nova

Conversamos bastante sobre os prós e os contras de ter um cachorro, como a rotina dela seria impactada e a candidata a mãe de cachorro, para nossa felicidade, fez diversas perguntas, mostrando-se já super interessada em obter o máximo de informações para levá-lo naquele dia. Ela se comprometeu a castrá-lo e adorou todas as nossas sugestões: creche, adestramento e algumas regrinhas a serem seguidas para ensinar aquelas coisas básicas, como xixi e cocô.

E assim foi. O Pipoca, agora Klint, partiu para a nova casa. Hoje faz uma semana que ele ganhou uma nova mãe, a Ana. Foi à veterinária, que pediu exames de sangue, coração e fezes. Se estiver tudo bem, ele poderá ser castrado. Eba! Já tem um passeador, vários brinquedinhos, e a mãe nos contou que quase chorou ao ver a festa que ele fez ao vê-la chegar após o trabalho.

Viva, estou muito realizada! O Klint será já é muito feliz 😀 <3

 

Quer resgatar um cachorro da rua? Saiba o que fazer

Esses dois lindos foram resgatados por mim ni dia 17 de abril.
Esses dois lindos foram resgatados por mim ni dia 17 de abril.

 

Quando decidi escrever esse post, as duas primeiras frases seriam as seguintes: “Eu, como muitas outras pessoas, já resgatei cachorrinhos da rua. No meu caso, os três resgatados passaram a fazer parte da família, são os famosos Theo, Toddy e DJ, que vocês já devem conhecer :-)”, mas…

Acontece que no último domingo (17), quem nos acompanha no Facebook e no Instagram pode conferir que eu e o papito do Theo, do Toddy e da DJ acabamos por retirar da rua mais dois peludinhos, provisoriamente batizados de Paçoca e Pipoca. Os lindos estão em um lar temporário e serão encaminhados para adoção assim que estiverem saudáveis e castrados.

Nesse último resgate que realizei já tinha muitas informações sobre como proceder, afinal foi o quarto que fiz e de lá pra cá meus conhecimentos cachorrísticos *rs* aumentaram bastante. No entanto, quando peguei os três da família Meu Filho Cão admito que agi só com a vontade. Não tinha nenhuma referência sobre a melhor maneira de abordar um cão abandonado, o que fazer após tirá-lo da rua ou mesmo os canais para encaminhá-lo à adoção, se fosse o caso.

Theo, Toddy e DJ também foram retirados das ruas
Theo, Toddy e DJ também foram retirados das ruas

Os três foram retirados das ruas entre 2011 e 2012, quando, vamos admitir,  havia menos informação na internet sobre cachorros, mas mesmo hoje percebo que há muita gente que não sabe como proceder nessa situação. Tem boa vontade, mas tem medo que o cachorro avance na abordagem, por exemplo, ou de não conseguir um adotante.

Por isso, resolvi fazer um post com algumas orientações sobre como agir nessas situações. Claro que as dicas não saíram da minha cabeça, já que não sou especialista. Pedi à nossa querida colunista, a adestradora e consultora comportamental da Cão Cidadão Juliana Nishihashi indicações sobre o resgate e os dias seguintes com o peludinho até que ele ganhe uma família. Também peguei umas dicas no site da World Animal Protection (post na íntegra).

Vamos às recomendações

1 – CUIDADO AO SE APROXIMAR: cães em situação vulnerável, muitas vezes abandonados há tempos e sofrendo maus tratos nas ruas, podem ser muito desconfiados. Mesmo se o cão estiver prostrado ou demonstrando ser dócil, tome cuidado ao se aproximar: observe se ele rosna, se esquiva ou tem postura tensa. O ideal é tentar delicadamente ‘lacá-lo’ com uma coleira tipo enforcador de tecido, que é leve e quase imperceptível. Mas mesmo assim, esteja pronto para alguma relutância do peludo – afinal, ele tem toda razão para desconfiar dos humanos.

2 – RUAS MOVIMENTADAS OU ESTRADAS: se estiver em uma via movimentada, peça ajuda de um amigo ou de quem estiver passando para afastar o animal dos carros. Em estradas você pode pedir ajuda à Polícia Rodoviária, que costuma ter equipamentos para resgatar animais com segurança.

3 – LEVE AO VETERINÁRIO: encaminhe o peludo imediatamente ao veterinário ou deixe temporariamente isolado, se tiver cães em casa. Cães abandonados podem ter doenças visíveis (pulgas, carrapatos, sarna) ou invisíveis (cinomose, parvovirose). O veterinário vai poder auxiliá-lo logo no início a evitar ou lidar com possíveis doenças, além de poder dar a idade estimada do cão (informação que poderá ajudar na adoção futura).

4 – ONDE O CACHORRO VAI FICAR – na sua casa ou outro lar temporário. O ideal é que isso seja pensado antes de retirar o peludo da rua, nada pior do que ter um cão e não ter onde colocá-lo. O lar temporário (LT) não precisa ser chique nem espaçoso – o cão certamente ficará grato só de ter um local seguro e protegido, comida e água fresca. Caminha e alguns brinquedos também são bem vindos, especialmente se o cão resgatado for filhotão. Atenção: ONGs e centros de zoonoses sempre enfrentam superlotação e falta de recursos, ou seja, se você tirou da rua a responsabilidade é sua de encontrar um lar temporário até que o bichinho seja adotado.

5 – CASTRE – quer salvar um cão ou gato? Castre. Tirar um animal da rua resolve um problema, mas a castração previne vários, inclusive a proliferação de animais abandonados, além de prevenir diversas doenças.

6 – NÃO TEM DINHEIRO? – seja criativo, faça uma rifa ou uma “vaquinha“ online, chame seus amigos para ajudar, monte um grupo de “padrinhos” do cão ou gato, procure serviços gratuitos. Há também clínicas que atendem por um custo mais baixo. Como nos hospitais veterinários universitários. Veja aqui uma lista nacional que já publicamos no blog. Nesse outro link há uma relação de clínicas de baixo custo, ligadas a ONGs, em SP.

7 – SERÁ QUE ELE SE PERDEU? – faça contato com ONGs e sites que divulgam cães perdidos. Talvez o peludo tenha fugido de uma casa ou durante um passeio e haja uma família desesperada atrás dele! Aproveite também para deixar fotos com descrição do cão e do local onde ele foi achado nos pet shops das redondezas e locais de alta circulação de pessoas, como padarias, drogarias e bancas de jornais do bairro. Talvez esse cão nem precise passar pelo processo de adoção, e volte direto para casa.

8 – COMPARTILHE NAS REDES – as redes sociais hoje são o melhor canal para encontrar um dono pros peludinhos. Seja no Facebook, Twitter, Instagram ou em sites de adoção. Capriche na foto, no texto fofo e invista na descrição do lindo. Isso aumenta as chances dele de achar um interessado.

9 – PARA FOTOS BACANAS – tente também levá-lo a feiras de adoção e faça uma sessão de fotos, o que pode ajudar no “marketing” do peludo (um app interessante). Ensinar alguns comandinhos básicos também pode facilitar o contato com possíveis adotantes – quem não acha lindo um cachorro dando a patinha?

10 – SEJA RESPONSÁVEL NA ADOÇÃO – não doe para qualquer pessoa. Muita gente acha o animal fofo e adota por impulso, sem se dar conta de que esta é uma responsabilidade de 10 a 20 anos. Se o cão ou gato que você ajudou for morar em um lar onde não é alimentado ou sofre maus-tratos, de que adianta? Portanto, mantenha o contato e deixe claro à família que caso ela não queira mais o animal, que o devolva a você, não o jogue na rua.

Tem dúvidas sobre alimentação natural? Poste sua pergunta

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O último post sobre alimentação natural foi um sucesso. As mães de peludinhos ficaram muito interessadas e surgiram diversas dúvidas, muitas delas não consegui responder pois não sou especialista. Algumas delas foram:

Congelar a comida não faz mal?
Posso colocar sal?
Os dentes não estragam ao oferecer alimentos frescos?
O que faz cair o pelo: carne ou arroz?

Então, decidi fazer o seguinte, reunir as dúvidas das leitoras e consultar especialistas, livros e sites renomados sobre o assunto.

Não perca a chance, se você tem alguma pergunta sobre alimentação natural, poste nos comentários aqui do post do blog até o dia 21 de abril. Logo depois, farei esse levantamento e publicarei as respostas aqui no blog :-).

Os alimentos que os meus filhos cães passaram a comer

As marmitinhas da galera.
As marmitinhas da galera.

 

Já faz cinco meses que todos os meus filhos estão comendo alimentos naturais, ou seja, não os alimento mais com ração. A mudança foi necessária por causa da DJ, que durante a quimioterapia deixou de comer, e, por causa disso, a veterinária nos autorizou a mudar a dieta.

No começo, fizemos a transição de ração para comida apenas com a DJ, porém os meninos que não são bobos perceberam que a irmã estava comendo algo mais cheiroso e gostoso e começaram a se recusar a comer ração. Resultado: hoje todos estão na alimentação natural

DJ se deliciando com sua AN
DJ se deliciando com sua AN

O cardápio foi elaborado pela veterinária da DJ. Ela nos autorizou a oferecer arroz, de preferência integral, legumes diversos (chuchu, cenoura, mandioquinha, beterraba, abobrinha e alguns outros), e proteínas (músculo, patinho, frango, lombo, fígado). Tudo tem que ser preparado cozido ou com pouco azeite de oliva, sal em pequena quantidade, apenas para dar gosto a um dos conjuntos de alimentos, isso quer dizer, se colocar sal na carne não coloca no arroz e sem outros temperos, como cebola e alho.

Inicialmente, tivemos muita dificuldade com a preparação dos alimentos. Cozinhávamos as porções para, no máximo, três dias e guardávamos na geladeira. Ou seja, de três em três dias eu e o papito éramos obrigados a cozinhar. Essa necessidade somada à nossa falta de traquejo na cozinha causava um transtorno no nosso dia a dia. Fora isso, percebemos que guardar comida fresca na geladeira, especialmente nos dias quentes, não é uma boa estratégia, já que a chance de estragar é bem grande.

Daí percebemos que o melhor método seria cozinhar todas as porções da semana no domingo, congelar e descongelar apenas no dia que a refeição é servida. E surgiu, para a nossa sorte, uma incrível ajuda, minha mãe, a vovó dos cachorros, se ofereceu pra cozinhar a comida deles. Ufa! Nosso trabalho hoje é apenas no domingo ir à casa dela, separar as porções, levar para casa e congelar. Somos sortudos, né?

Bem, nos próximos posts vou contar algumas coisas que fui descobrindo sobre alimentação natural como cálculo da quantidade de comida, as marcas que vendem comida congelada pronta, os sites e livros de referência e receitas :-).