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Hospedagem em pousada pet friendly

 

João, o hostess da pousada Pura Vida
João, o hostess da pousada Pura Vida

Nas nossas últimas férias, em agosto desse ano, eu e meu marido levamos dois dos nossos filhos, o Toddy e a DJ, para uma pousada pet friendly em Maresias, São Paulo.

A experiência foi ótima, uma verdadeira viagem em família. A pousada, que se chama Pura Vida, oferece uma hospedagem digna para quem tem filhos de quatro patas. Os cães ficam nos quartos com os donos e podem circular nas áreas comuns, desde que presos na coleira. Eles cobram uma taxa única de R$ 25 por animal.

Logo na entrada, você já se encanta com o hostess do local, o João. Um simpático golden retriever, bastante tranquilo. Na pousada, também mora um gatinho. Fotos de hóspedes de quatro patas no mural e um pote com biscoitos caninos na recepção mostram que os donos, realmente, querem receber bem os nossos filhos cães.

Chegamos a ver algumas outras opções de pousadas que se dizem pet friendly. Em algumas delas, os cachorros ficam em canis, outras dizem que só aceitam animais pequenos. Vocês acreditam? Para mim, esses não são locais, que por essência, são receptivos com os cães. Eu nunca deixaria meus filhos num canil. E nessas que só aceitam cães pequenos também não poderia me hospedar com eles, que têm tamanhos médio e grande.

Nossos dias por lá – Nós nos hospedamos na suíte Flat Acqua. Gostei do espaço. O quarto tem uma cozinha conjugada com uma pequena sala, além de um quintalzinho com um ofurô. Pura diversão. Meu marido chegou a entrar com eles no ofurô. O Toddy ficou com um pouco de medo, para nossa surpresa, mas a DJ pareceu ter gostado.

Banho de ofurô. O Toddy ficou com medo *rs*
Banho de ofurô. O Toddy ficou com medo *rs*

Para que a gente pudesse curtir a praia sozinhos, logo após o café da manhã, saíamos com os dois para um passeio grande. Eles voltavam devidamente exercitados e cansadinhos e só então íamos para a praia.

Passeio matinal na praia
Passeio matinal na praia

A ideia era que eles não latissem enquanto estavam sozinhos, e conseguimos ficar, 4h, 5h fora sem problemas. Por nossa conta, chegamos a deixar o número dos nossos celulares na recepção para o caso de latidos incômodos, mas nem tivemos problemas. À noite, fazíamos o mesmo esquema, saíamos com os dois para passear antes do jantar. Perfeito, após o passeio, eles dormiam como anjinhos.

Enfim, foi uma ótima experiência. Recomendo.

 

 

Xixi no lugar certo

Para inaugurar a troca de experiências no Meu Filho Cão, vou contar como resolvi um dos problemas mais comuns entre donos de cães de estimação: o xixi.

Quando adotamos o Toddy, ele, como bom macho jovem e não castrado, fazia xixi por toda a casa. Tapetes, cortinas e pés das mesas eram os alvos preferidos do meu galã.

Flagrante do xixi no lugar certo.
Flagrante do xixi no lugar certo.

Orientada por uma adestradora, comecei a usar um método baseado no reforço positivo.

O primeiro passo foi escolher um local longe da água e da comida. Os cães são bichos limpinhos e não gostam de fazer suas necessidades no local onde comem.

Fiz um quadrado grande com um tapete higiênico e jornais na lavanderia. Quando conseguia flagrar um xixi certo, muitos “parabéns” e recompensa com petisco. Se ele errava, eu ignorava totalmente, tirava-o do ambiente e limpava.

Nesse ponto, uma questão importante, não havia broncas, só elogio quando ele acertava. Diz o especialista em comportamento animal Alexandre Rossi no livro “Adestramento Inteligente”: “Os donos não percebem, mas muitas vezes, ao dar uma bronca em seus cachorros, estão lhes dando exatamente o que pretendiam: atenção! Outros entendem que fazer xixi é errado e começam a se aliviar somente quando não estamos olhando ou em locais escondidos”.

Também tentava, quando ele se aproximava do jornal, falar diversas vezes a palavra “xixi”. Sinceramente, não tenho certeza se ele associou o ato à palavra, mas fato é que bem pouco tempo depois, cerca de 15 dias, já quase não havia xixi em lugar errado.

Confinamento – Durante esse curto período de treinamento, tentei também deixá-lo confinado na “área do xixi” após as refeições. O que muitos adestradores dizem é que criar uma rotina é legal. Por exemplo, comida-água-xixi.

Gente, que dó. Mesmo ficando no mesmo ambiente que ele essa tática não deu certo. Ele ficava me olhando com uma cara de “ué, por que a gente está aqui?” E não rolou um xixi sequer.

Mas, tudo bem, o outro exercício deu certo. Lógico, requer um pouco de dedicação correr atrás do filho cão sempre quando ele se dirige ao local do “crime”. Porém, melhor fazer isso por alguns dias do que encontrar xixi pela casa toda, né?

Ah, e nunca deixei de dar “parabéns”, vez ou outra, pelo xixi no lugar certo.

Meus filhos cães

Montagem_VALEOlá, pais e mães de filhos cães. Neste primeiro post, vou apresentar a vocês meus quatro grandes amores. São eles: a DJ, o Toddy, o Ozzy e o Theo.

Os dois primeiros vivem na minha casa. São dois vira-latas, com aproximadamente dois e três anos, respectivamente. E os dois últimos moram na casa dos meus pais e têm, por ordem, 12 e dois anos. O Ozzy é um cocker e o Theo, um vira-lata, ou SRD, como alguns hoje gostam de chamar.

O Ozzy é o primogênito. Dos quatro, foi o único que peguei filhote. Uma gostosura de lindo. Hoje é o nosso vovô.

A segunda a chegar à família Pinheiro foi a DJ. Resgatei-a das ruas em 4 de março de 2011. Havia sido atropelada nas proximidades da casa dos meus pais e estava bem machucada. Cuidei e dei muito carinho e hoje minha menina está ótima. Sempre pronta a aprender um novo comando.

No Natal de 2011 veio o Toddy, o nosso galã. Convenceu pela persistência que deveria ser o terceiro filho. “Perseguiu” meu marido e a DJ pelas ruas do nosso bairro e quando eles entraram no prédio ficou “esperando” do lado de fora do portão. Dava para resistir?

Nosso caçulinha é o Theo, que eu e meu marido resgatamos em 6 abril deste ano. Perambulava errante pela rua da minha casa. Não sabia direito como atravessar e, certamente, seria atropelado se alguém não o adotasse. Hoje é o companheiro do Ozzy e vive feliz numa casa com um grande quintal.

Resumidamente, essa é a história da família Pinheiro. Cada um com sua personalidade me proporciona muita alegria. E motivada pela convivência com eles que resolvi criar o Meu Filho Cão, um espaço para trocar ideias e experiências com outras lindas famílias caninas.