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Novidades da Pet South America – roupinhas, coleiras e enfeites

1o. dia da Pet South foi movimentado

A Pet South America deste ano está grande e traz muitas novidades para os pais e mães de filhos cães. Para facilitar, vou dividir os posts sobre a feira por temas e começo por acessórios. A variedade de coleiras, guias, roupinhas, enfeites está enorme. Pasmem, gente, tem até tatuagem para embelezar os pequenos.

Vamos começar pelas roupinhas. A minha impressão mais forte é que agora a roupinha deixou de ser um item necessário somente para os dias frios e virou um acessório fashion.

A Bichinho Chic, por exemplo, lançou na feira sua coleção primavera-verão. A linha, composta de roupas de tecidos mais leves, nada de soft, vem em cores virantes como o amarelo-limão e rosa-neon. Chama a atenção a riqueza de detalhes das peças. Tem vestido polo com uma gargantilha de pérolas, camisa surf com capuz e camiseta marinheiro com uma aplicação que parece não ser daquelas que saem na primeira lavagem.

Bichinho Chic

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Linha primavera-verão da Bichinho Chic tem cores vibrantes

Já a Woof Pet Design aposta no jeans. São cerca de 20 modelos entre calças, camisas, vestidos e macacões. Dá para fazer até combinações com calça jeans e camisa xadrez, por exemplo. Uma graça, gente! A marca assegura que o jeans não tem tratamento químico e por isso não causa alergias nos filhos cães.

As guias, coleiras e peitorais também estão muito estilosos. A Woof Pet Design também trabalha com esses produtos e usa couro sintético para produzir suas peças. O destaque fica por conta da gama de cores, que vai desde o rosa-bebê até o verde clarinho. Cores difíceis de achar no mercado.

Da Puppia, eu gostei muito das coleiras-peitoral. Há estampa floral, xadrez, listrada e parecem ser bem resistentes. A empresa também tem peitoral em estilo jaqueta, feito com um tecido chamado air-mesh. Outro destaque fica por conta das coleiras com aplicação de letras, que podem ser compradas separadamente. Quando der, quero comprar uma dessas para a DJ e deixá-la bem perua :-).

A Fan Pet também apresentou muito luxo e riqueza nas coleiras e guias. Eles têm uma coleção chamada “Linha Pingente” com 24 modelos e 5 cores. São várias raças de cachorrinho, âncora, caveira, joaninha e por aí vai. Os enfeites também são aplicados diretamente nos peitorais e nas coleiras. Fiquei vidrada num peitoral com um enfeite de coroa. Lindo!

Outra empresa que me cativou pelo estilo foi a Dog&Roll. A proposta é usar ícones pops nas peças. Gente, gamei nas bandanas com astros do rock, tem até a Amy Winehouse canina. As guias e peitorais também são de muito bom gosto, com estampas que fogem da mesmice.

E o destaque final fica para as bijuterias adesivas da Pity Biju. São muitos modelos e você pode usá-las sozinhas ou criar desenhos. A marca também disponibiza kits temáticos como os de Halloween e Natal.

** Pessoal, eu não coloquei preços, pois esses produtos não são vendidos diretamente para o consumidor, e sim para os lojistas que os revendem. Linkei os sites para vocês entrarem em contato para saber onde há revenda 😉

‘Mato sem cachorro’ leva um filho cão para o cinema

mato_sem_cachorro_duffyUma família nada convencional com um filho cão de protagonista ganhou as telas dos cinemas brasileiros. Trata-se do filme nacional “Mato sem cachorro”, estrelado por Bruno Gagliasso e Leandra Leal.

O filho cão da história é Guto. Filhotinho, ele une Deco (Bruno Gagliasso) e Zoé (Leandra Leal) ao quase ser atropelado por Deco. Zoé o ajuda, pois o cãozinho, apesar de não ter se machucado, não acorda de jeito nenhum. No veterinário, eles descobrem que o cachorro sofre de uma doença chamada narcolepsia, que o faz desmaiar sempre que fica muito excitado.

Unidos por aquela adorável criaturinha, Deco e Zoé passam dois anos juntos. As cenas que ilustram a relação do casal com Guto são ótimas e fazem pais e mães de cachorro se identificarem. Como uma em que ele dorme com os dois na cama, ocupando um espação. Vocês sabem como é?

Deco e Zoé se separam, e o pai de Guto monta um plano para sequestrá-lo quando descobre que a ex está namorando o dono de clínica de terapias alternativas para animais. Aí seguem mais cenas hilárias com afghan hounds tendo o pêlo escovado e pugs fazendo doga, a ioga com cachorros.

Quem é o Guto – Bom, não quero contar mais sobre a história para não estragar a surpresa, mas deixa eu falar mais sobre o Guto. O protagonista de “Mato sem cachorro” é um english sheppard chamado Duffy. Ele se tornou conhecido por seu papel em na série “True Blood”, em que encarna o personagem Sam Merlotte – um ser que pode se transformar em diversos animais -, além de já ter estrelado diversas peças publicitárias.

Duffy foi treinado para o filme por Boone Narr, experiente treinador que já trabalhou com macacos, elefantes, jacarés, leões e, claro, muitos cachorros, em superproduções de Hollywood. Ele assinou a preparação, entre outros, do mico de “Piratas do Caribe” e do akita de “Sempre ao seu Lado”, protagonizado por Richard Gere.

Outro grande desafio enfrentado pela equipe do filme consistiu em encontrar filhotinhos para interpretar Guto em seus primeiros meses de vida. Devido a uma lei americana, não era possível trazer animais com menos de seis meses de vida. Assim, foi programada uma cruza entre dois border collies, parecidos com os english sheppards, que não existem no Brasil. Nasceram oito filhotes, dos quais cinco tinham manchas marrons como as de Duffy. Todos foram treinados pelo brasileiro Vladimir Maciel.

A chegada de um novo irmão

Se tem um assunto em que fiquei craque é como apresentar um novo irmão. Afinal, apresentei a DJ ao Ozzy; o Toddy à DJ e ao Ozzy; e o Theo à DJ, ao Ozzy e ao Toddy. Na verdade, a apresentação mais complicada foi do Theo ao Toddy. A adaptação de dois cães do mesmo sexo sempre é mais complicada. Então, vai aí a primeira dica, se você não quiser ter tanto trabalho na adaptação é melhor optar por cachorro de sexo diferente.

Quando o Toddy e a DJ se conheceram aconteceram algumas brigas. Mas elas ocorreram porque o Toddy como um jovenzinho não-castrado enchia muito o saco da DJ, que já não gosta muito de aproximações. Ele montava nela o tempo todo, o que a deixava muito brava. Depois da castração sossegou e eles passaram a conviver bem.

Porém no caso do Theo e do Toddy foi mais complicado. Eu e meu marido erramos na primeira apresentação. Na verdade, já havia lido que esse encontro tem de ser feito em local neutro. Mas promovemos a apresentação na praça ao lado da minha casa, onde o Toddy vai praticamente todos os dias. Resultado: uma briga feroz.

A nossa sorte é que o Theo estava, naquela época, na casa dos meus pais. Então, conseguimos separá-los e fizemos uma espécie de quarentena e recomeçamos o processo de adaptação somente 15 dias depois. Dessa vez, nós escolhemos um lugar neutro, uma praça no meu bairro onde nunca nenhum dos dois havia ido. Eles chegaram em carros separados, eu levei o Toddy e meu marido, o Theo.

Inicialmente, eles apenas se viram de longe. Caminhamos bastante com eles e fomos, aos poucos, diminuindo a distância. Nesse primeiro dia, nem deixamos que eles se cheirassem. Na outra semana, trocamos, eu peguei o Theo e o Rodrigo levou o Toddy. Mais caminhadas e dessa vez permitimos que eles se cheirassem.

A fase seguinte, foi levar o Toddy à casa dos meus pais para que eles se acostumassem com a companhia um do outro em um lugar fechado. Quando se viram, brigas. O Toddy não queria que o Theo se aproximasse do meu marido. Nesse momento, você tem de virar um elemento neutro e ignorar ambos.

Hoje, Theo e Toddy até dormem juntinhos

Outro ponto importante, é não interferir em qualquer briguinha. Rosnados e imprensadas na parede são normais dentro da linguagem canina para demonstrar quem manda no território. Claro que se eles começarem a se pegar pra machucar você deve intervir e colocar ambos na coleira até que se acalmem. O ideal é não separá-los por um longo tempo para que esse processo não fique ainda mais difícil.

A adaptação final do Theo e do Toddy foi a chegada à minha casa. No dia, usamos novamente a técnica do passeio. Andamos bastante com os dois e entramos em casa juntos. Foi um sucesso. No início, havia algumas briguinhas, mas agora cessaram. Só não podemos deixar uma bolinha pra eles disputarem *rs*.

Passeio, a grande técnica – Você pode estar pensando: não tenho esse local neutro para abrigar o novo morador nesse período de adaptação. Então, use obrigatoriamente a técnica do passeio. Como eu já falei acima, vá diminuindo a distância gradativamente e não deixem que eles se encararem. Se um dos dois insistir, seja firme, puxe a guia e siga para outro lado. Uma boa dica é nesse dia estar com petiscos e quando eles estiverem mais perto os alimente ao mesmo tempo para criar uma sensação positiva em relação ao outro.

Canse bastante o primogênito e o novato antes deles entrarem em casa juntos. Separe pote de comida, de água e uma cama para o seu caçula. Na verdade, o ideal é que, pelo menos com água, haja sempre um pote a mais. Ou seja, se você tem dois cachorros, tenha três potes de água. É mais uma medida para evitar disputas.

Outra ação importante é garantir que o cão primogênito tenha seus privilégios. Dê brinquedos, ração, petiscos sempre primeiro para ele. Isso vai garantir que a aceitação seja mais fácil. A adestradora Cláudia Pizzolatto, em artigo para o site Bitcão, salienta até que se, por exemplo, o mais velho quiser tirar o brinquedo do mais novo você deve deixar. Faz parte, diz ela.

No entanto, se tiver de intervir, mostre firmeza e, se necessário, use um spray de ar comprimido. Ele causa um susto suficiente para separá-los. Leve-os para um passeio, primeiro o mais velho, isso já deve acalmá-los.

Inicialmente, você não deve deixar os dois sozinhos. Disputas podem gerar brigas graves. O ideal é que no dia seguinte você faça pequenos testes, saindo e tentando ouvir do lado de fora se há latidos e brigas, depois fique uns cinco minutos e volte.

Ah, e ao sair, certifique-se que deixou apenas água. Qualquer objeto pode virar alvo de disputas.

Aqui vai um resumo para fixar os principais pontos:**
* A adaptação de dois cães do mesmo sexo é mais difícil
* Fazer um passeio com os irmãos em um lugar neutro é a melhor forma de apresentá-los
* Em casa, não interfira em qualquer briguinha. Rosnados e imprensadas na parede fazem partem
* Se houver uma briga séria, leve ambos para passear. O primogênito primeiro
* Dê as coisas – comida, brinquedos – sempre primeiro para o primogênito
* Tenha um pote de água a mais. Se você tiver dois cães, tenha três potes de água

** Para esse post eu usei referências do livro “Adestramento Inteligente”, de Alexandre Rossi, e do artigo de Cláudia Pizzolatto para o site Bitcão.

Brinquedo pet requer cuidado

Brinquedo Anti-estresse da Sanremo
Brinquedo Anti-Stress da Sanremo

Assim como os brinquedos feitos para as crianças, os elaborados para os pets também demnadam cuidado. Na semana passada, fiquei empolgadíssima ao encontrar na Cobasi uma bolinha do tipo dispenser – que solta petiscos aos poucos – por um valor super amigável: R$ 9,99.

Mas, logo ao abrir a embalagem a primeira decepção, descobri que o brinquedo não era de borracha, como eu pensava, e, sim, de plástico duro. Não há nenhuma informação na embalagem do “Brinquedo Anti-Stress” da Sanremo sobre o material. Falha, né? Minha porque comprei sem ter certeza do material e do fabricante porque não informa.

Ok, superável, pensei. Piquei petiscos e Biscrocks do tamanho de um grão médio de ração, fechei o dispenser e dei para os meus lindos. Para o meu espanto, eles rolavam a bolinha, mas não caía um só petisco. Então, repiquei os petiscos em tamanho minúsculo, usei até um ralador. Dessa maneira, eles começaram a cair mais facilmente e os babies se divertiram.

Porém, quando tentei abrir novamente uma das bolas, que já estava meio mordida, não consegui. Dei para o pai deles, e ele também não conseguiu. Ou seja, na primeira brincadeira, um bola já foi perdida. Uma pena. Um brinquedo que não vale a pena comprar.

O que dizem as leis de proteção aos animais domésticos

DJ_codigoComo pais e mães de filhos cães temos deveres e responsabilidades. Natural, já que esses seres domesticados dependem da gente para sobreviver.

Mas pensando naqueles que não têm consciência sobre suas responsabilidades e, pior ainda, naqueles que cometem crueldades contra esses adoráveis seres, o legislador determinou algumas regras e punições.

Apesar de, na minha opinião, termos muito ainda para avançar na proteção legal aos animais, o Brasil possui algumas leis sobre o assunto que devem ser conhecidas. Elas criminalizam maus-tratos, falam sobre posse responsável, disciplinam a condução nas ruas, entre outros assuntos.

Separei leis federais, do estado e do município de São Paulo para mostrar nesse post. Obviamente que outros estados e cidades também possuem legislação específica. Mas creio que com esses exemplos já dá para perceber que, ao menos no papel, há regras significativas de proteção aos bichos, embora não sejam aplicadas como deveriam.

Vou separar por tópicos para facilitar o entendimento.

Maus-tratos
A lei federal 9.605 de 1998 criminaliza os maus-tratos. O artigo 32 diz que para a prática de abuso, maus-tratos e mutilação contra animais domésticos ou da fauna cabe uma pena de detenção de três meses a um ano mais multa. E se ocorrer a morte do bicho a pena é aumentada de um sexto a um terço.

Vocês, assim como eu, provavelmente acham que é pouco. Mas pensem se ao menos essa lei fosse realmente aplicada, certamente, teríamos muito menos casos de crueldade.

A Câmara dos Deputados tem hoje um projeto de lei (PL 2833/2011), de autoria do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que aumenta a pena para quem mata cão ou gato. No texto original, a punição estabelecida era de cinco a oito anos de prisão. Após passar pela Comissão de Constituição e Justiça, a pena caiu para de três a cinco anos de reclusão. Bem, vamos torcer para que esse texto não seja novamente modificado.

O estado de São Paulo também possui uma lei que fala sobre maus-tratos, é a 11.977. O artigo 2 diz que é vedado “ofender ou agredir fisicamente os animais, sujeitando-os a qualquer tipo de experiência, prática ou atividade capaz de causar-lhes sofrimento ou dano, bem como as que provoquem condições inaceitáveis de existência”. E ainda há parágrafos bem específicos sobre crueldades que proíbem, por exemplo, “exercitar cães conduzindo-os presos a veículo motorizado em movimento”. As penas previstas são advertência, multa e perda da posse do animal.

Posse
Em 2001, a então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT) sancionou uma excelente lei (13.131) sobre animais domésticos. Infelizmente, sua mais regra interessante, o RGA (Registro Geral do Animal), não vingou.

O registro, de acordo com a norma, seria obrigatório para todos os cães e gatos residentes na capital paulista e deveria ser providenciado entre o terceiro e o sexto mês de idade. O dono deveria se dirigir ao centro de zoonoses ou a uma clínica veterinária credenciada para efetuar o registro. Caso o animal ainda não tivesse tomado a vacina contra raiva, isso seria providenciado na hora.

A lei ainda diz que é de responsabilidade dos proprietários a manutenção de cães e gatos em condições adequadas de alojamento, alimentação, saúde, higiene e bem-estar, bem como a destinação adequada dos dejetos. Eles devem ser “alojados em locais onde fiquem impedidos de fugirem e agredirem terceiros ou outros animais”. As penas previstas são de multa. Bom, né? Pena que não é cumprida.

Condução nas ruas
A lei 13.131, que também é de autoria do Tripoli, ainda fala sobre como os animais devem ser conduzidos nas ruas. Ela é clara: “Todo animal, ao ser conduzido em vias e logradouros públicos, deve obrigatoriamente usar coleira e guia, adequadas ao seu tamanho e porte, ser conduzido por pessoas com idade e força suficiente para controlar os movimentos do animal, e também portar plaqueta de identificação devidamente posicionada na coleira”. Em caso de não cumprimento, a multa é de R$ 100.

Gente, acho que vou imprimir centenas de cópias dessa lei e distribuir nas ruas. Ficou louca com proprietários que andam com seus cães soltos. Além do perigo eminente, é contra a lei!

Além da obrigatoriedade de coleira e guia, o condutor do animal fica também obrigado a recolher as fezes.

Abandono
Outro ponto interessante da lei 13.131 é o que fala sobre as penas aplicáveis para quem abandona bichos na rua.

Diz a regra que “é proibido abandonar animais em vias e logradouros públicos e privados, sob pena de multa no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais), por animal abandonado”.

Já pensaram se essa lei fosse aplicada? Os cofres públicos lucrariam muito.

Doação e venda
A cidade de São Paulo também possui uma lei que disciplina a doação e venda de animais, é a 14.483. Segundo essa regra, “a reprodução de cães e gatos destinados ao comércio só poderá ser realizada por canis e gatis regularmente estabelecidos e registrados nos órgãos competentes”. As penas para quem não cumpre essa lei vão de multa de R$ 1.000 ao fechamento do local e apreensão dos animais.

A norma também disciplina o comércio de bichos por pet shops. Ela diz que “os cães e gatos devem ficar expostos de forma a não permitir o contato com os frequentadores do estabelecimento e cada animal somente poderá ser exposto por um período máximo de seis horas, a fim de resguardar seu bem-estar”, Ta bom que isso é cumprido.

Essa mesma lei também lista regras interessantes sobre a doação de animais. Diz ela: “Antes da consumação da doação e da assinatura do contrato, o potencial adotante deve ser amplamente informado e conscientizado sobre a convivência da família com um animal, noções de comportamento, expectativa de vida, provável porte do animal na fase adulta (no caso de filhotes), necessidades nutricionais e de saúde”.

Bem bonito, né gente, no papel.