O único defeito de um cão é ter a vida muito curta

 

Nessa última quinta, dia 9 de julho, passei pela primeira vez pela experiência de perder um filho cão. O Ozzy, meu peludinho mais velho, foi para o plano superior após sofrer uma forte convulsão. Não há palavras para descrever a dor de se despedir de um cachorro, tristeza, amargura e uma saudade antecipada foram foram os primeiros sentimentos que tomaram o meu coração. Depois, aos poucos, você começa a assimilar melhor a situação e é confortada pela certeza de que fez o melhor por ele até o último minuto.

O Ozzy já vinha bastante doente havia alguns meses. Eu contei no post “Quando a velhice chega” que ele passava por um tratamento intensivo para melhorar a função renal. Na última quarta, porém, ele sofreu uma forte convulsão muito provavelmente, segundo os veterinários, provocada por um excesso de creatinina no sistema sanguíneo. Quando os rins não estão funcionando bem a filtragem da creatinina é comprometida. Isso quer dizer que boa parte da enzima produzida não será excretada na urina, permanecendo no sangue. Altos níveis de creatinina podem ocasionar, então, uma convulsão.

Ele foi prontamente atendido no hospital veterinário da Universidade Metodista e passou por procedimentos para reverter a convulsão. Foi sedado, mas após algumas horas, quando saiu da sedação, os veterinários concluíram que ele voltou a convulsionar. Transferido para um hospital 24 horas, o Ethicus, em São Caetano, foi novamente medicado, mas infelizmente todas as funções do organismo já estavam comprometidas e ele partiu por volta das 14 horas de ontem.

O Ozzy na nossa família – Como falei acima, o Ozzy foi meu primeiro cachorro. Lembro-me claramente do dia em que eu e a minha irmã chegamos em casa com aquela bolinha dourada no colo, apresentando-o como novo membro da família. Inicialmente mal visto, logo ele se tornou o xodó da casa. Dormia no quarto, ganhava milhares de Biscrocks, tinha brinquedos, passeava. Recebia tudo o que um peludinho tem direito.

Ele sempre teve algumas doenças, algumas características dos cockers como otite e também hipotireoidismo e doença de pele. Nunca deixamos de tratá-lo e, seguindo a obrigação que todos os tutores têm, prolongamos a vida dele com a melhor qualidade possível.

Infelizmente, porém, eles se vão muito cedo e ontem concluí que máxima está certa:  “O único defeito de um cão é ter a vida muito curta”.

*** Leia aqui a biografia do Ozzy <3

2 comentários

  1. Quando eu li seu texto me encontrei na mesma situação que você e o Ozzy. Eu também acabei de perder minha cachorra que foi fielmente minha companheira durante 13 anos, uma cocker que eu achava que iria viver até uns 19 anos pela vitalidade dela e por ela não apresentar nenhum problema sério de saúde a não ser a audição que já estava diminuindo, mas os exames só nos davam orgulho.
    A Fanny gostava de tudo do bom e do melhor, queria ficar onde todos estavam, queria passear e colocar as orelhas ao vento quando andava de carro, e até viagens com direito a trilha ela fazia.

    Até que no começo do ano, a pior notícia chegou, a presença de um tumor maligno na boca. Dai em diante foram 4 meses de luta contra o tempo com operações e remédios até um dia que ela não aguentou e caiu sem forças…a doença venceu e tivemos que tomar a atitude mais difícil, deixar nossa companheira descansar.

    4 meses em que tudo aconteceu e ainda não é fácil acreditar. Não faz nem um mês que ela se foi mas já parece tanto tempo…a bagunça, aqueles olhinhos que pediam sempre alguma coisa, tudo faz falta.

    Espero que o Ozzy, a Fanny e os outros cachorrinhos que fizeram pessoas tão felizes estejam juntos e contentes. Bjao

    1. Que lindo depoimento, Mariana. Realmente é muito difícil ver os nossos peludinhos partirem, mas ao menos fica a certeza de que proporcionamos uma vida digna e cheia de alegrias pra eles. Que Deus conforte os nossos corações. Beijo!

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