Como os cachorros lidam com a perda de um irmão

Saudades dos três juntinhos.
Saudades dos três juntinhos.

Quase um mês depois que a DJ partiu, ainda estamos com muita dificuldade de lidar com a ausência dela, mas tentando tocar a nossa rotina, afinal há outras vidinhas que dependem de nós. Uma das perguntas mais frequentes que me fazem é: “Como o Theo e o Toddy estão lidando com a perda da irmã?”

Naturalmente, a gente tenta humanizar as reações dos cachorros, mas fato é que, muitas vezes, as reações que eles apresentam diante das situações são muito diferentes das nossas. Apesar da nossa tristeza, os dois não demonstraram sinais de depressão com a perda da irmã. Nos primeiros dias, quando chorávamos eles ficavam ao nosso lado. Sabe aquele comportamento fofo dos peludos quando estamos tristes? Então, era assim. No entanto, eles continuaram brincando, comendo e latindo como sempre fizeram.

Fui atrás, então, de explicações sobre como os cães costumam reagir ao luto, e as respostas que encontrei foram que sim os cachorros podem ficar deprimidos com uma perda, mas que nem todos reagem da mesma maneira. Segundo o livro “Os cães sonham?”, do Stanley Coren, hoje a maioria dos veterinários aceita que os cachorros têm emoções e podem sofrer os mesmos problemas emocionais que os humanos, entre eles a depressão. Uma das causas externas que podem de deixar o cão deprimido é justamente a perda do dono ou de outro cachorro. Aliás essa é a causa mais relatada aos veterinários.

Os sintomas

Entre os sintomas mais comuns nos animais deprimidos estão reagir a situações estressantes latindo, salivando ou destruindo. Outros indícios, de acordo com o livro “Cão de Família”, da Alida Gerger e do Alexandre Rossi, são isolamento, dormir demais e inatividade.

O tratamento para depressão pode incluir medicamentos e mudanças na rotina, com a inclusão de novas brincadeiras, exercícios e enriquecimento ambiental. A ideia é estimular o cão para que ele abandone os comportamentos depressivos.

A boa notícia é que é raro que a depressão nos cachorros dure muito tempo. Se o pai ou mãe do peludinho o ajudarem a sair dessa a recuperação tende ainda a ser mais rápida.

 

6 comentários

  1. Eles sentem muito. Aqui em casa tivemos a prova com o falecimento do meu irmão (humano…) meus irmão de 4 patas (2) ficaram cabisbaixo, jururus. Sempre que chegava alguém lá em casa, eles faziam um estardalhaço, latiam, um verdadeiro fiasco, para deixar eles onde não pudessem ir pra sala, era um sacrifício, no dia do falecimento do meu irmão, eles ficaram tão tristes que foram pro cantinho deles, chegou muita gente lá em casa e eles não fizeram nenhuma menção de latir, eles entenderam a situação que estávamos passando, e ficaram assim por um bom tempo, tristonhos…

  2. Eu tive duas poodles, a Yanka e a Jully, elas foram inseparáveis por 14 anos, ficavam sozinhas em casa durante a tarde e os vizinhos sempre elogiavam que não se ouvia um latido…quando a Yanka faleceu, a Jully mudou totalmente o comportamento, uivava quando ficava sozinha, ficou super carente…mudamos para o prédio da minha tia, para que ela nos ajudasse quando precisássemos sair e foi assim até seus 17 anos, nunca mais ela se comportou normalmente, mesmo com a chega de outras irmãs peludas…

  3. Meus sentimentos, nossa que triste:(
    Acompanhei um pouco a história da DJ e pensava que ela estava muito bem, pois a minha não resistiu a tanto tempo a quimio. Jurava que ela ficaria curada. Nossa.

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