Hora de escovar os dentes

creme_dedeiraSe tem um hábito importante que os donos (eu me incluo) negligenciam é o de escovar os dentes dos peludinhos. Acreditem, cuidar da boca deles é tão importante quanto cuidar da nossa. Para vocês terem uma ideia, segundo a Associação Americana de Odontologia Veterinária, a maioria dos cachorros já apresenta doença periodontal a partir dos três anos. É um dado importante porque essa doença pode, em seu estágio mais avançado, levar até à perda dos dentes.

Mas acostumar os nossos filhos cães a uma escovação regular não é das tarefas mais simples, especialmente, se ele não for habituado a manipulações. Como falei lá no início, estou tentando escovar os dentes dos meus fofuchos com mais regularidade. Já li artigos defendendo uma escovação diária, mas, vamos combinar, com a correria do dia a dia, e outros afazeres em relação a eles fica difícil. Então, tenho escovado os dentinhos de cada um, pelo menos, uma vez por semana.

Na verdade, para mim, não foi tão difícil acostumá-los à escovação, pois eles já estão habituados com apertos e inspeções *rs*. Inicialmente, só oferecia o creme dental canino para eles lamberem. Depois, com meu próprio dedo comecei a espalhar o creme pela boca deles. Algumas sessões depois, com uma dedeira, iniciei a escovação somente da parte da frente e, por último, passei para as laterais. Agora, meu desafio será escovar a parte interna.

Aqui um ponto importante, não podemos escovar os dentinhos dos cães com creme dental humano, o flúor faz mal se for engolido. E também não é recomendado usar qualquer escova, pois a gengiva deles é muito sensível. Eu tentei usar uma escova de dente para cães, mas não tive sucesso. Eles mordiam o cabo e não me deixavam fazer os movimentos circulares. A dedeira é de borracha bem molinha, e eles aceitaram bem.

Nesse processo de acostumá-los à escovação é primordial para o sucesso que você tenha paciência. Se o peludinho, por exemplo, ficar irritado com a primeira escovação com a dedeira ou a escova regrida e volte a usar apenas o creme dental e seu dedo.

theo_escovaçao
A foto não ficou lá essas coisas porque é duro escovar e fotografar ao mesmo tempo *rs*

Você pode, e até deve, oferecer petiscos durante a escovação como recompensa. Aprendi no livro “Cão de Família” (já falei dele nesse post) que o objetivo da escovação dos dentes dos cães é diferente da nossa. Os humanos fazem a higiene dental para remover o excesso de alimentos que levam à formação da placa bacteriana. Ela gera um produto ácido que provoca a cárie. Nos cachorros, a placa bacteriana não causa cárie. Seu acúmulo, no entanto, forma tártaro, que leva à doença periodontal. Por isso, explica o livro, não há urgência de retirar o alimento, e sim de remover a placa bacteriana excessiva.

E, por fim, quero só ressaltar que manter essa rotina de escovação vai retardar a necessidade de um tratamento dentário mais complexo, que sempre é feito com anestesia geral.

 

Os perigos da ceia de Natal para os cachorros

Então, é Natal! Nessa data festiva, todos se reúnem para confraternizar com muita comida gostosa e, como são parte da família, os filhos cães também participam da celebração. Mas é preciso alguns cuidados. As comidas natalinas podem fazer muito mal ao seu peludo.

Claro, você sabe que não deve oferecê-las ao pet, mas cuide também para que seus convidados não façam isso. Fique atento aos restos porque eles são danadinhos e podem, quando você menos espera, roubar um pedação do peru ou uma fatia daquele doce delicioso.

Abaixo, listo os alimentos mais perigosos**:

roast-turkey-2-689174-mAlimentos gordurosos – chester, peru são não podem faltar na ceia humana. Mas esses alimentos gordurosos são um perigo para a saúde estomacal do seu cachorro. É muito comum que os cães tenham pancreatite após comê-los. Os sintomas mais comuns da doença são vômito, diarreia e dor abdominal.

 

give-the-dog-a-bone-2-578609-mOssos – os ossos podem perfurar estômago e intestino. Os de aves são particularmente perigosos, pois se tornam quebradiços após cozidos. Para cães, só devemos dar ossos crus e carnudos.

 

 
red-red-wine-1335583-mÁlcool – mesmo em pequenas quantidades, bebidas alcoólicas como cerveja, vinho e champanhe podem intoxicar os pets.

 

 

 

snickers-cruncher-2-516188-mChocolate – os efeitos tóxicos do chocolate surgem dentro de 24 horas. Quanto mais concentrado for o chocolate, maior o perigo. Esse alimento provoca vômitos, diarreia, taquicardia e até convulsões. Portanto, se o chocolate estiver entre os presentes de Natal, não deixe-o embaixo da árvore. Sabe como é, ele pode ser farejado e degustado.

 

organic-onions-1341683-mCebola – Mantenha os pratos carregados de cebola longe do seu pet. O alimento contém tiossulfato, que danifica as células vermelhas do sangue e pode causar anemia em cães.

 

 

sultana-raisins-2-1426505-m

Uvas e uvas passas – ambas podem provocar falência renal. Portanto, mantenha o panetone e a mesa de frutas vigiados.

 

 

 

kneading-pizza-dough-1360959-mMassas com fermento – massas com fermento se expandem e produzem gases no sistema digestivo, causando dor e, dependendo da quantidade e do tamanho do cão, até ruptura estomacal.

 

 

** Esse post foi baseado em um artigo da revista “Modern Dog”.

 

Como proteger nossos branquelos do sol

Theo, um dos meus filhos, tem a pele branquinha
Theo, um dos meus filhos, tem a pele branquinha

Há cerca de uma semana a amiga e mãe da Amora, Karina Pimentel, me perguntou se eu conhecia algum protetor solar para cães. O problema é que a Amora é branquinha e tem ficado queimada em dias de sol forte. Na hora me veio à cabeça um produto da Pet Society, mas, infelizmente, após não achá-lo em grandes sites, enviei um e-mail ao fabricante e descobri que o produto saiu de linha. Outro filtro para pets, o SunDog, também não é encontrado mais no mercado.

Fui, então, em busca de informações sobre como donos de cachorros brancos protegem seus filhos em outros países. Nos EUA, existem produtos específicos, como o Epi-Pet Sun Protector, mas mesmo com eles há veterinários americanos que recomendam o uso de protetor solar humano seguindo alguns cuidados:

– Filtro para crianças: os sites Veterinary Medicine e Petfinder recomendam o uso de protetores para crianças. Eles seriam mais seguros do que os formulados para adultos.

– Protetor em loção: segundo a veterinária Carol Osbourne, em artigo para o site veterinary.answers.com, é melhor escolher uma loção. Mais fácil de ser aplicada, o risco da loção cair nos olhos do peludo, por exemplo, é menor. Além disso é mais fácil esfregar loção do que spray na pele do cachorro, separando os pelos.

– Substâncias vetadas: escolha filtros sem parabenos e óxido de zinco. O primeiro, de acordo com estudos, pode provocar câncer e o segundo, se ingerido ou no caso dos cães lambido, causa náuseas, vômitos, febre, entre outros efeitos.

– Não deixe lamber: falando em lamber, você não deve deixar que seu cachorro lamba o produto. O ideal é passá-lo, esfregar bem na pele, separando os pelos, e já sair para o passeio, por exemplo.

– Áreas onde o produto deve ser aplicado: as áreas mais suscetíveis a queimaduras são ponta do nariz e da orelha, barriga e virilha. Então, capriche nesses locais.

– Fator de proteção 15 ou maior: protetores com fator menor do que 15 não são efetivos para proteger nossos pets brancos dos efeitos nocivos do sol. Então, escolha os de 15 para cima.

Bem, essas foram algumas orientações que encontrei em sites sobre pets. Mas, claro, converse com seu veterinário para se certificar se o seu peludo pode mesmo usar um protetor solar infantil.

Vale lembrar que, se possível, é bom evitar passeios entre 10h e 17h durante o verão. Além da pele, as patinhas podem se queimar em contato com o chão quente.

Ah, se alguém souber de algum protetor específico para pets, compartilhe aqui com a gente ;-).

Dois bons livros para ajudar na educação dos nossos filhos cães

Livros

Nada melhor para uma boa convivência com os nossos filhos cães do que ter informação de qualidade sobre o que se passa na cabecinha deles. Felizmente, o Brasil tem melhorado nesses aspecto e hoje já dá para encontrar bons livros em português sobre educação e criação de cachorros.

Um deles é o “Cão de Família“, do Alexandre Rossi e da Alida Gerger. O livro reúne orientações valiosas sobre cuidados e como evitar possíveis problemas com os nossos filhos cães. O adestrador e a veterinária ensinam, por exemplo, como preparar a casa e quais itens devemos comprar para receber o cão.

Você sabia que é uma “grande sacada”, segundo os especialistas, levar o filhotinho para dormir com você nas primeiras noites. O livro diz que o cão novinho que é poupado de situações muito estressantes tende a ser mais confiante. A recomendação é que o filhote não se sinta completamente abandonado ao chegar à nova casa. Então, ele pode sim dormir com alguém. Depois de alguns dias, quando ele adquirir mais confiança, é possível ensiná-lo a dormir no seu cantinho. Mas antes de levá-lo definitivamente para lá, acostume-o ao local e o associe com experiências positivas, como um lugar onde ele ganha petiscos e brinquedos.

Outro capítulo que achei muito interessante e já falei nesse post é um programa de reeducação alimentar que o livro apresenta, que ajuda os donos no processo de emagrecimento do cachorro. O “Cão de Família” ainda fala sobre o que levar em conta na hora de escolher um cachorro, quais brinquedos e atividades fazem diferença e orientações sobre como manter a saúde e a segurança do pet.

Já o “Manual do Cachorro“, escrito pela adestradora Cláudia Pizzolatto e vendido pela BitCão, também traz em linguagem divertida dicas para educar seu filho cão. O bacana do livro é que apesar da Cláudia ser uma profissional, o discurso é meio de mãe para mãe ou de mãe para pai.

Achei muito divertido e bem fundamentado, por exemplo, o primeiro capítulo em que ela pergunta: “Você está preparado para ter um cachorro”. Dentre as questões está “Qual é o melhor cachorro para apartamento, que solte pouco pelo e fique sozinho o dia todo?”. Cláudia responde o “de pelúcia” e acrescenta que não existe cachorro mudo, que não solta pelos e nem aquele que vai achar o máximo passar o dia inteiro sozinho. É isso aí, gente, concordo com ela.

A adestradora ainda explica por que e como você deve usar a caixa de transporte a seu favor. Preciso incluir isso na minha lista de atividades com meus filhos. E também como agir quando o cão morde o dono, pula nas pessoas, rói tudo, entre muitos outros assuntos.

O “Cão de Família” está custando R$ 49,90 no site da Saraiva e R$ 42,40 no site da Livraria da Folha. Eu comprei o meu pelo Estante Virtual, que vende livros usados, e paguei R$ 39,90. O “Manual do Cachorro” é vendido pelo site da BitCão e sai por R$ 15.

 

Minha (boa) experiência com hospitais universitários veterinários

Hospital Veterinário da Metodista
Hospital Veterinário da Metodista

O Ozzy, meu príncipe loiro primogênito, sempre foi um doentinho crônico. Desde pequeno, gordinho, com doenças de pele e de ouvido. Peregrinamos por inúmeros veterinários até chegar a um espetacular, o Dr. Paulo Sérgio Salzo, da Universidade Metodista de Säo Paulo.

Para quem não sabe, a Metodista mantém um hospital veterinário em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Lá podem ser encontradas especialidades como ortopedia e dermatologia. Para ser atendido nessas especialidades é necessário agendar por telefone, para outras é só comparecer de segunda a sexta das 8h às 11h. O atendimento é por ordem de chegada.

Eu só tenho elogios ao atendimento do hospital veterinário da Metodista e, especialmente, ao Dr Paulo. Foi ele que descobriu que o Ozzy sofre de uma doença na tireóide e trata também com todo o esmero de um difícil problema de pele que esse meu filho tem. Já são mais de 5 anos de consultas quase mensais e de uma dedicação ímpar.

Nesse ano, o Dr. Paulo nos alertou sobre umas verrugas que o Ozzy desenvolveu na boca e no olho. Como a Metodista momentaneamente está sem oncologista, ele pediu que procurássemos um especialista fora da universidade. Foi aí que descobri o hospital veterinário da Anhembi Morumbi, na Zona Leste de São Paulo.

Na verdade, eu não tinha nenhuma indicação de lá. Mas como as consultas em especialistas em clínicas particulares é muito caro, resolvi levar o Ozzy lá e gostei muito. O fofucho passou por diversos exames e retirou as verrugas, que felizmente não eram tumores malignos.

Ambas faculdades cobram as consultas e procedimentos, mas a um preço abaixo do praticado no mercado. O atendimento com oncologista lá na Anhembi Morumbi, por exemplo, custa R$ 110. Cheguei a achar clínicas que cobram até R$ 300.

Na Anhembi Morumbi, o período do atendimento é de segunda a sexta das 8h às 21h. As consultas com especialistas têm de ser agendadas pelo telefone (11) 2790-46/43.

Obviamente em hospitais veterinários não há luxo, nem atendimento cinco estrelas. Mas, pela minha experiência, são locais confiáveis, onde o conhecimento me parece mais próximo dos profissionais. Gente, nesses anos que peregrinei com Ozzy, pude perceber que há muito profissional mal formado na área de veterinária. Claro, isso existe em todas as profissões, mas quando se trata de saúde a coisa fica mais grave. Então, fica aí minha recomendação desses dois hospitais veterinários universitários.

Hospital da Metodista
Endereço:Av. Dom Jaime de Barros Câmara, 1000, São Bernardo do Campo/SP
Telefone:(11) 4366-5301
Site: http://www.metodista.br/veterinaria/hospital-veterinario

Hospital da Anhembi Morumbi
Endereço: Rua Conselheiro Lafaiette, 64 – Brás
Telefone:2790-4642 ou 2790-4643
Site: http://anhembi.br/nossos-sites/hospital-veterinario/