3 apps grátis que vão lhe ajudar na rotina com seus filhos cães

Um dos meus maiores desafios aqui em casa é controlar a rotina da minha cãobada. Como vocês sabem, sou mãe de quatro peludinhos, sendo que três deles vivem comigo e um com os meus pais. Imaginem a loucura, tenho que agendar banhos, dar remédios, levar para tomar vacina, controlar o peso e por aí vai.

Eu nunca fui dessas pessoas organizadas que anotam tudo na agenda, mas com o advento do santo smartphone minha vida se tornou bem mais regrada. E é graças a aplicativos para esses aparelhinhos dos deuses que consigo gerenciar bem a vida da família Meu Filho Cão.

Bem, decidi, então, compartilhar com vocês três apps que eu considero os melhores no quesito agenda virtual. Já adianto que tenho um iPhone e dois dos aplicativos que indicarei só funcionam nesse tipo de aparelho, mas um dos que vou recomendar tem também para Android e é por ele que vou começar.

Para ver a todas as telas do app com a descrição detalhada basta clicar na setinha “Next”.

Home do appApp: Purina Pet Health
Sistemas operacionais: iOS e Android
Preço: grátis

Home do app

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Na página de entrada do app há as seguintes seções: Adicionar meus pets, Meus pets, Blog, Locais de diversão para pets, Encontre uma clínica, Dicas pet e Compromissos.

 

Tela principalApp: My Pet
Sistema operacional: iOS
Preço: grátis

Tela principal

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Tela principal do app com todos os seus pets cadastrados. Para cadastrar, bata clicar no + acima na direita.

 

Tela inicialApp: Dog Buddy
Sistema operacional: iOS
Preço: grátis

Tela inicial

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Na tela inicial do app, você vê as seguintes áreas: agenda, marcos (não entendo essa), peso, imagens, veterinário, remédios, vacinas, alergias e outros. Embaixo, há uma seção Dogs, que é onde você cadastra seu cachorrinho

 

Por que seu peludo pode ter dias de cão durante a Copa

Toddy se preparando para ver o Brasil na Copa (Crédito: Angélica Pinheiro/Meu Filho Cão)
Toddy se preparando para ver o Brasil na Copa (Crédito: Angélica Pinheiro/Meu Filho Cão)

Fogos, rojões, torcedores gritando, cornetas ensurdecedoras formam um pacote completo para deixar os cachorros malucos. E sabe por quê? Porque em relação a determinados sons a audição desses bichos é centenas de vezes melhor do que a nossa.

Esqueça aquela história de que os cães ouvem quatro vezes mais do que os humanos. Na verdade, explica o livro “Os cães sonham?”, para sons entre 65 e 2 mil hertz (Hz), como os que constituem a voz humana, a audição deles e a nossa é praticamente a mesma.

Ocorre que os cachorros conseguem ouvir sons agudos consideravelmente mais altos do que nós. O maior alcance está entre aproximadamente 47 mil e 65 mil Hz. Por isso, os sons das cornetas e vuvuzelas são tão irritantes para eles.

A explicação sobre por que os cães conseguem ouvir melhor sons de alta frequência é interessante e remete ao processo de evolução. Lobos, chacais e raposas costumam atacar ratos, ratazanas e camundongos. Esses animais produzem sons agudos e, ao rasparem nas folhas ao passar, produzem barulho e ruídos de alta frequência. A capacidade de ouvir sons de alta frequência produzidos por essas pequenas criaturas é, portanto, questão de sobrevivência.

Dessensibilização e cuidados – O processo para minimizar o medo de sons altos demanda tempo e alguns exercícios constantes, como expliquei nesse post sobre fogos no Ano Novo.

Mas há alguns cuidados que você podem minimizar o incômodo e garantir a segurança. Um deles pode ser deixar o peludo em um cômodo com o melhor isolamento acústico possível. Feche a porta e a janela e ponha, por exemplo, uma música suave.

Outra coisa, se por causa do medo ele quiser se enfiar debaixo da cama ou da mesa deixe. Cachorros se sentem mais seguros dentro das suas tocas. E tirá-los desses locais pode aumentar a tensão deles.

Certifique-se também que ele não vai conseguir fugir. Por causa do medo, muitos deles tentam fugir em desespero. Então, tome muito cuidado com o entra e sai da sua casa. Por esse motivo também, deixá-lo num cômodo fechado pode ser uma ótima solução.

Para casos mais graves, os veterinários costumam receitar fitoterápicos ou até calmantes. Se você perceber que o peludo fica, por exemplo, com taquicardia nessas situações talvez seja bom consultá-lo.

Agora nunca abrace forte seu cão ou tente confortá-lo de maneira muito enfática, pois essa postura aumenta o medo deles. Digo isso porque já li e por experiência própria. Meu marido costumava confortar a DJ dessa maneira o que só piorava a situação. Se o peludo quiser abrigar nos seus pés ou seu  colo deixe, mas nada de abraçar e falar: “Tudo bem, filhinho”.

 

Aprenda como calcular corretamente a idade do seu cachorro

Ozzy tem 79 anos "humanos" (Crédito: Marcia Pivetta)
Ozzy tem 79 anos “humanos” (Crédito: Marcia Pivetta)

 

A maioria dos donos de cachorros conhece a fórmula de multiplicar 7 à idade do peludo para saber qual é o tempo de vida dele se fosse um humano. No entanto, aprendi dia desses no livro “Os cães sonham”, de Stanley Coren, que essa estimativa não está correta.

O autor, que estuda há quase 50 anos o universo canino, explica que essa fórmula surgiu quando se acreditava que a expectativa de vida das pessoas era de 70 anos e dos cães, 10. No entanto, hoje se tem conhecimento que essas estimativas não estão corretas. Além disso, o desenvolvimento dos cachorros e dos humanos não é equivalente em todos os estágios na vida de ambos.

Tome-se como exemplo o primeiro ano dos cães. Nesse período o desenvolvimento deles é acelerado e muitos chegam até a procriar. Em compensação, qual criança humana, menino ou menina, de 7 anos poderia ter gerado um bebê? Nenhuma, né? Considerando a terceira idade também percebemos que há falhas nessa estimativa. Um cachorro de 12 anos teria 84 se considerarmos essa estimativa antiga, ou seja, teria imensas dificuldades de locomoção, visão e outras doenças. Agora, perceba quantos cachorros de 12 anos, especialmente de pequeno e médio portes, você já viu bem serelepe por aí. Vários!

Então, para converter a idade a idade do peludo ao equivalente de anos de um humano, temos de levar em conta as seguintes variáveis:

1 – Com um ano, os cães tem todas as habilidades físicas de uma pessoa de 16 anos.

2 – Aos 2, ele se parece bastante com gente de 24 anos.

3 – Nos 3 anos seguintes, até chegar aos 5, cada aniversário equivale a mais 5 anos humanos.

6 – A partir dos 5 anos, deve-se acrescentar a variável do porte. Cachorros de porte grande tendem a ter um tempo de vida menor do que peludos médios e pequenos. Por causa disso, a partir dessa idade deve-se acrescentar 4 anos de vida humana para cada ano dos cachorros pequenos, 5 para os de porte médio e 6 para os grandes.

Para vocês entenderem melhor, eu vou converter a idade de todos os meus filhos usando as regras acima. No entanto, gostaria que vocês soubessem que a idade dos vira-latas é estimada. Só sei a idade correta do Ozzy. Como porte considerei o seguinte, me baseando em remédios antipulgas, de 1kg a 10 kg, pequeno porte; de 10kg a 25 kg, médio e acima de 25 kg grande.

Vamos lá então:

Ozzy – aniversário 23/04/01 – médio porte – 13 anos cronológicos/79 anos em idade humana

Até os 5 anos é igual para todo mundo, ou seja, aos 5 todos tem 39 anos “humanos”. A partir daí, vou acrescentar 5 para cada ano de vida dele, num total de 40 anos. Acrescentando esse número aos 39 anteriores, terei o equivalente a 79 anos em idade humana.

DJ – aniversário 04/03/10 – médio porte – 4 anos cronológicos/34 anos em idade humana.

Toddy – aniversário 25/12/11 – médio porte – 3 anos cronológicos/29 anos em idade humana.

Theo – aniversário 06/04/12 – médio porte – 3 anos cronológicos/29 anos em idade humana.

 

Sarna negra, veja como essa doença se manifesta

Meu sobrinho cão Severino tem sarna negra. (Crédito: Arquivo pessoal)
Meu sobrinho cão Severino tem sarna negra. (Crédito: Arquivo pessoal)

Quando se fala em sarna canina, logo vem à cabeça aquela doença, causada por um parasita, que provoca uma grande coceira nos cachorros. Apesar de transmissível para os seres humanos, essa sarna tem fácil tratamento. Mas há outro tipo da doença, a sarna negra, menos comum, mas que exige um esforço maior dos donos para que seja controlada.

Conhecida também como sarna demodécica, a doença é provocada por uma superpopulação de um ácaro chamado Demodex canis, e pode se manifestar, segundo artigo da Revista Veterinária, por um distúrbio genético, herança vinda do pai ou da mãe, ou imunológico, queda na resistência do organismo.

Os principais sintomas da doença são perda de pelo ao redor das pálpebras, lábios e cantos da boca. Pode, em alguns casos, também haver perda de pelo no tronco, nas pernas e nas patas. Há também incidência de pele fica vermelha, com escamas e infecções.

A principal forma de diagnóstico da doença é com a raspagem profunda da pele. Para que seja confirmada, é necessário encontrar um número elevado de ácaros adultos ou formas imaturas.

O tratamento, explicou o médico veterinário Ronaldo Lucas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária, à revista Cães & Cia, é feito com medicamentos à base de ivermectina (e cães das raças Collie, Border Collie, Old English Sheepdog, Afghan Hound, Pastor de Shetland e Pastor Australiano podem morrer se receberem esta substância) e moxidectina, ou feito com banhos com diamidina.

Pode demorar seis meses para os sintomas desaparecerem. A doença, ressalta o médico, fica controlada, mas não há cura. Se houver queda de imunidade, a sarna negra pode voltar a se manifestar.

O caso do Severino – Um dos meus sobrinhos cães, o Severino, sofre com a sarna negra. A doença foi descoberta após quatro meses da adoção. “Desde que o adotamos sabíamos que ele não tinha muita saúde, pois, estava bem fraquinho”, explica minha sobrinha humana Marina Dantas.

O fofíssimo daushund, que hoje tem seis anos, chegou à família quando tinha três meses. E relata minha sobrinha humana “já estava muito judiado pela doença, sem pelos e bem feio”.

Marina conta que inicialmente o veterinário prescreveu alguns medicamentos que não fizeram efeito, e o tratamento eficaz só começou quando ele tinha cerca de um ano.

Hoje Sev, apelido carinhoso do peludinho, toma Ivermectina, usa Advocate e toma banho com Clorexiderm.

A doença, afirma minha sobrinha humana, em nada atrapalha a vida do Sev. “Ele só não gosta muito de tomar os remédios, banhos e ir à veterinária regularmente, como qualquer outro cão”, diz Marina. E porque também digamos tem uma personalidade forte, né, Marina? *rs*.

Vejam como fica a pele do Sev durante as crises. (Crédito: Arquivo pessoal)
Vejam como fica a pele do Sev durante as crises. (Crédito: Arquivo pessoal)

Vacinas, quais e quando

Carteira de vacinação do Theo. (Crédito: Angélica Pinheiro/Meu Filho Cão)
Carteira de vacinação do Theo. (Crédito: Angélica Pinheiro/Meu Filho Cão)

Ontem, o Theo foi tomar suas duas vacinas anuais: a V10 e a raiva, e, por coincidência, o jornal “Folha de S. Paulo”, publicou uma matéria que questionava a periodicidade da vacina contra raiva, que no Brasil tem de ser aplicada anualmente.

Ocorre que em alguns países, como nos EUA, os filhotes recebem doses em seus dois primeiros anos e depois o reforço é feito de três em três anos. Entrevistado, o assessor de saúde pública veterinária da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), argumenta que o reforço anual evita possíveis surtos da doença. Já o professor de veterinária da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) Rafael Modolo diz que, além de reforçar a importância da imunização junto aos tutores, a vacinação anual também protege animais com diferentes sistemas imunológicos.

Para mim, as opiniões dos dois especialistas são válidas e não há como ter campanhas mais espaçadas de imunização contra a raiva no Brasil. Ainda somos, infelizmente, um país que engatinha na área de posse responsável e também com a quantidade de cães abandonados que temos, não podemos correr o risco de ter um surto de uma doença já controlada.

Eu já havia lido sobre essa polêmica de “excesso de imunização” no livro “Cão de Família”. Diz a obra que em 2003 a American Animal Hospital Association (AAHA) publicou um guia de vacinação para cães, com quais são as essenciais, as opcionais e as não recomendadas. Ocorre que antes desse estudo, os veterinários trabalhavam com a ideia de que é melhor prevenir do que remediar. Mas após pesquisas, descobriu-se que o excesso pode causar problemas de saúde. Se você quiser, pode ver o guia aqui.

Eu, orientada pelos veterinários dos meus filhos, dou anualmente duas vacinas: a de raiva e a V10. Creio que esse esquema seja o mais comum entre os donos responsáveis. Quando a DJ ia para a creche, também aplicava a vacina contra a gripe. Sabem, né, a chance de pegar esse tipo de doença em um ambiente com muitos cães é maior. Mas depois que ela deixou de ir, parei de dar, e, ainda bem, ela nunca ficou gripada.

A V10, explica o blog do centro veterinário Pet Care, é uma vacina múltipla que tem 10 antígenos vacinais de 10 diferentes vírus e bactérias que causam as principais doenças em cães. Na verdade, essa vacina protege contra sete doenças: cinomose, parvovirose, coronavirose, adenovirose, parainfluenza, hepatite infecciosa canina e quatro tipos de leptospirose, totalizando 10 diferentes tipos de antígenos, por isso se chama V10.

Já a raiva é uma zoonoze perigosa, ou seja, uma doença que pode ser transmitida do animal para o humano e, se não tratada, leva à morte. A transmissão, como muitos sabem, ocorre por meio da saliva por mordidas, lambida em feridas abertas, mucosas ou arranhões.

No município de São Paulo, a raiva está controlada, de acordo com a prefeitura, desde 1984. O proprietário pode aplicar a vacina anualmente nas campanhas que, em geral, ocorrem em agosto ou em postos fixos em qualquer época do ano. Veja onde ficam.

Esquema para os filhotes – Para os pequenos, o esquema de vacinação é mais intenso. Recomenda-se pelo menos três doses da V10 entre 45 dias e 16 semanas de vida. Depois, os reforços devem ser anuais. A vacina de raiva é aplicada aos três meses.

Ainda, para cachorrinhos que eram de canis, indica-se a vacina contra a giardíase e, para alguns casos, a contra gripe.

Para quem, como eu, resgatou um peludinho da rua é importante aplicar imediatamente a V10 e a raiva. Após 21 dias, é necessário um reforço da V10.

E, por fim, em algumas regiões do Brasil é importante imunizar contra a leishmaniose. Uma vacina desenvolvida pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a Leishmune, é referência e tem eficácia em mais 90% dos casos.