A DJ pegou doença do carrapato e eu nem suspeitava

DJ está novamente em tratamento contra a doença do carrapato.
DJ está novamente em tratamento contra a doença do carrapato.

Um em cada dez cachorros tem a doença do carrapato, essa foi a conclusão alarmante de uma pesquisa realizada pelo hospital Pet Care, de São Paulo, com 234 animais. O resultado chama ainda mais a atenção quando ficamos sabendo que nenhum dos donos tinha conhecimento que seu bichinho estava infectado.

Eu não participei da pesquisa, mas poderia ser incluída na estatística. Em abril desse ano, descobri que a DJ havia pegado a doença do carrapato. A desconfiança de que algo não andava bem começou em fevereiro, quando ela começou a apresentar algumas manchas roxas na região da barriga.

Inicialmente, pensei que se tratava de picada de pulga, mas numa ida ao veterinário e a realização de um hemograma descobrimos que ela estava com as plaquetas muito baixas. O mímino de plaquetas que um animal deve ter é de 200/mm³ de sangue, e ela tinha apenas 30/mm³. As manchas roxas eram, na verdade, pequenas hemorragias provocadas, provavelmente, por batidas normais, mas que no caso dela causavam rompimento de vasos.

A primeira veterinária que a atendeu não pediu o exame para detectar o carrapato e indicou o tratamento com um corticóide com o objetivo de aumentar as plaquetas. Uma dose pequena não fez efeito. Mais remédio e aí o corpo reagiu e as plaquetas voltaram ao nível mínimo. Porém, quando retiramos a medicação, as plaquetas voltaram a cair bruscamente. A veterinária pediu, então, que a levássemos a um especialista.

Na segunda fase do tratamento, o primeiro pedido da outra médica foi que fizéssemos o exame de sangue que detecta a doença do carrapato. O resultado foi de que ela estava infectada outra vez. A DJ já havia pegado carrapato quando estava na ruas. Naquela época, tratamos e ela ficou curada.

Cuidado com o inverno – É bastante frustrante saber que apesar de todos os cuidados, regularmente eu aplico o antipulgas Max 3 em todos eles, a DJ novamente pegou essa doença. Infelizmente, apesar desse cuidado, a exposição não só a grandes áreas de matas, mas como a hotéis e petshops potencializa o risco de contaminação pela doença. Além disso, temos que ter muita atenção no inverno, pois é nesse período que os carrapatos se multiplicam com mais facilidade.

 

Então, além do antipulgas, que serve também para repelir carrapatos, é recomendado também fazer um exame de sangue anual para saber se está tudo bem com a saúde do bichinho.

Segundo o hospital Pet Care, os principais sintomas que cães infectados pela Erlichiose (nome científico da doença) apresentam são febre, prostração, perda de apetite e hemorragias. Esses sintomas podem estar acompanhados de deficiência de plaquetas no sangue do animal, baixa de glóbulos brancos do sangue e também de hemáceas. Podem ainda ocorrer urina com sangue, pneumonia, vômito e diarréia. E como os sintomas da Doença do Carrapato variam de animal para animal, ela também pode ser confundida com os da cinomose.

Quando a velhice chega

Ozzy, o meu velhinho, está sofrendo os problemas da terceira idade.
Ozzy, o meu velhinho, está sofrendo os problemas da terceira idade.

 

Quem acompanha o Meu Filho Cão pelo Instagram e pelo Facebook sabe que desde a semana passada o meu filho mais velho, Ozzy, de 14 anos, está bastante doente, fazendo tratamento diário no hospital. O caso dele inspira bastante cuidado, pois a função renal está seriamente comprometida e isso também está afetando os batimentos cardíacos. Ele está sendo bem assistido, há nove anos ele se trata com o mesmo veterinário do Hospital Veterinário da Universidade Metodista de São Paulo, porém, mesmo assim, nos ficamos bastante abalados por conta do estado geral dele.

Decidi escrever esse post não só para falar sobre o Ozzy, mas também para abordar um assunto que está cada dia mais presente nas famílias que têm cachorro, a velhice canina. Com o avanço da medicina veterinária e também da alimentação oferecida aos cães, hoje já é comum ver peludinhos que atingem a terceira idade. Com ela, assim como acontece com os seres humanos, o número de doenças cresce e os cuidados com alimentação e higiene devem ser redobrados.

Para mim, essa situação deve estar bem clara na cabeça de todas as pessoas que decidem adotar um cão. Obviamente, não consideramos de maneira nenhuma abandonar o peludinho nessa fase da vida, mas a família tem que estar consciente de que a dedicação redobra nessa fase.

Segundo o livro “Cão de Família”, da Alida Gerger e do Alexandre Rossi, os cachorros maiores ficam idosos mais cedo, em torno de seis anos de idade, já os menores alcançam a terceira idade com cerca de nove anos. É natural, ainda de acordo com o livro, que os cães velhinhos durmam um pouco mais, andem mais devagar e diminuam suas atividades em geral. No entanto, há uma doença chamada disfunção cognitiva que deve ser observada.

Quando o cachorro é acometido pela disfunção cognitiva pode latir sem motivo; urinar e defecar em locais que não habituais, como se tivesse esquecido o que é certo; insônia e vaguear durante a noite; não reconhecer o dono; não responder a alguns comandos normalmente utilizados; se recusar a passear; parecer confuso ou perdido pela casa; entrar em locais inadequados e ter dificuldade para sair, como de trás da geladeira, por exemplo.

Se o velhinho apresentar alguns desses sintomas, o veterinário deve ser consultado, já há tratamento e controle para aliviá-los.

Clorofila neles!

Vasinhos de plantas comestíveis. Na Cobasi, cada um custa R$ 2,90.
Vasinhos de plantas comestíveis. Na Cobasi, cada um custa R$ 2,90.

Duas coisas sempre me provocaram curiosidade na relação entre os cães e plantinhas e fui atrás das respostas. A primeira é, por que, de vez em quando, eles cismam em comer graminha? E a segunda, aqueles vasinhos de plantinhas comestíveis para cachorros à venda na Cobasi realmente fazem bem?

Bem, vou começar falando primeiro sobre a segunda dúvida porque também é resposta para a primeira. Sim, essas plantinhas são muito boas para a saúde dos nossos peludinhos. Na verdade, segundo um artigo publicado pela Dra Deva Khalsa, especialista em medicina veterinária holística, a clorofila de certas plantas (nem todas são comestíveis!) e também de alguns alimentos contribui para manter a saúde sanguínea dos cachorros, isso porque essa substância ajuda a reabastecer as células vermelhas do sangue.

Além disso, a clorofila também auxilia no combate a infecções, na cura de feridas, na melhora do sistema imunológico e também a desintoxicar não só o fígado como o restante do sistema digestivo, por esse motivo que a maioria dos cachorros quando têm alguma indisposição gastrointestinal recorrem à grama. Taí a resposta para a primeira dúvida.

Brócolis é excelente fonte de clorofila.
Brócolis é excelente fonte de clorofila.

No entanto, apesar de ser bom oferecer algumas plantinhas comestíveis, segundo a veterinária, os peludinhos não conseguem digerir toda a clorofila existente nelas, daí a importância de complementar a dieta deles com outros alimentos que contêm a sustância. Entre eles estão: brócolis, ervilha, aspargos e couve. Você pode prepará-los, por exemplo, no vapor e misturar à ração ou, então, colocá-los em forminhas de gelo, congelar e servir como petisco. Fácil, né?

Quanto às plantinhas, se você não quiser comprar as que estão à venda na Cobasi, você pode plantar trigo em casa. Basta comprar alguns grãos, que podem ser achados em lojas de produtos naturais, plantar num vaso médio, posicionar em um local iluminado e regar. Após uns cinco dias, os brotos já começarão a surgir. Deixe ficar do tamanho de capim e dê ainda verdinho ao seu filho.

Arruda é uma das plantas tóxicas para os cães.
Arruda é uma das plantas tóxicas para os cães.

Agora, atenção! Nem todas as plantas podem ser ingeridas pelos cachorros. Algumas são tóxicas e podem até matar. O site Cachorro Verde fez uma lista delas:

– Alamanda (Allamanda cathartica) – a parte tóxica é a semente.
– Antúrio (Anthurium sp) – as partes tóxicas são folhas, caule e látex.
– Arnica (Arnica Montana) – a parte tóxica é a semente.
– Arruda (Ruta graveolens) – a parte tóxica é a planta toda.
– Avelós (Euphorbia tirucalli L.) – A parte tóxica é toda a planta.
– Beladona (Atropa belladona) – As partes tóxicas são flor e folhas. – antídoto: Salicilato de fisostigmina.
– Bico de papagaio (Euphorbia pulcherrima Wiild.) – A parte tóxica é toda a planta.
– Buxinho (Buxus sempervires) – A parte tóxica é são as folhas.
– Comigo ninguém pode (Dieffenbachia spp) – As partes tóxicas são as folhas e o caule.
– Copo de leite (Zantedeschia aethiopica Spreng.) – A planta é toda tóxica.
– Coroa de cristo (Euphorbia milii) – A parte tóxica é o látex.
– Costela de Adão (Monstera deliciosa) – As partes tóxicas são as folhas, caule e látex.
– Cróton (Codieaeum variegatum) – A parte tóxica é a semente.
– Dedaleira (Digitalis purpúrea) – As partes tóxicas são flor e folhas.
– Espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata) – A parte tóxica é toda a planta.
– Espirradeira (Nerium oleander) – A parte tóxica é a planta toda.
– Esporinha (Delphinium spp) – A parte tóxica é a semente.
– Fícus (Ficus spp) – A parte tóxica é o látex.
– Jasmim manga (Plumeria rubra) – As partes tóxicas são flor e látex.
– Jibóia (Epipremnun pinnatum) – A parte tóxica são as folhas, caule e látex.
– Lírio da paz (Spathiphylum wallisii) – As partes tóxicas são as folhas, caule e látex.
– Mamona (Ricinus communis) – A parte tóxica é a semente.
– Olho de cabra (Abrus precatorius) – A parte tóxica é a semente.
– Pinhão paraguaio (Jatropha curcas) – As partes tóxicas são semente e fruto.
– Pinhão roxo (Jatropha curcas L.) – As partes tóxicas são as folhas e frutos.
– Saia branca (Datura suaveolens) – A parte tóxica é semente.
– Saia roxa (Datura metel) – A parte tóxica é semente.
– Samambaia (Nephrolepis polypodium). Existem vários tipos de samambaias e outros nomes científicos. Essa é apenas um exemplo, todas são tóxicas. A parte tóxica são as folhas.
– Taioba brava (Colocasia antiquorum Schott) – A parte tóxica é toda a planta.
– Tinhorão (Caladium bicolor) – A parte tóxica é toda a planta.
– Vinca (Vinca major) – As partes tóxicas são a flor e folhas.

Toddy comendo sua saladinha ;-)
Toddy comendo sua saladinha 😉

3 apps grátis que vão lhe ajudar na rotina com seus filhos cães

Um dos meus maiores desafios aqui em casa é controlar a rotina da minha cãobada. Como vocês sabem, sou mãe de quatro peludinhos, sendo que três deles vivem comigo e um com os meus pais. Imaginem a loucura, tenho que agendar banhos, dar remédios, levar para tomar vacina, controlar o peso e por aí vai.

Eu nunca fui dessas pessoas organizadas que anotam tudo na agenda, mas com o advento do santo smartphone minha vida se tornou bem mais regrada. E é graças a aplicativos para esses aparelhinhos dos deuses que consigo gerenciar bem a vida da família Meu Filho Cão.

Bem, decidi, então, compartilhar com vocês três apps que eu considero os melhores no quesito agenda virtual. Já adianto que tenho um iPhone e dois dos aplicativos que indicarei só funcionam nesse tipo de aparelho, mas um dos que vou recomendar tem também para Android e é por ele que vou começar.

Para ver a todas as telas do app com a descrição detalhada basta clicar na setinha “Next”.

Home do appApp: Purina Pet Health
Sistemas operacionais: iOS e Android
Preço: grátis

Home do app

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Na página de entrada do app há as seguintes seções: Adicionar meus pets, Meus pets, Blog, Locais de diversão para pets, Encontre uma clínica, Dicas pet e Compromissos.

 

Tela principalApp: My Pet
Sistema operacional: iOS
Preço: grátis

Tela principal

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Tela principal do app com todos os seus pets cadastrados. Para cadastrar, bata clicar no + acima na direita.

 

Tela inicialApp: Dog Buddy
Sistema operacional: iOS
Preço: grátis

Tela inicial

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Na tela inicial do app, você vê as seguintes áreas: agenda, marcos (não entendo essa), peso, imagens, veterinário, remédios, vacinas, alergias e outros. Embaixo, há uma seção Dogs, que é onde você cadastra seu cachorrinho

 

Por que seu peludo pode ter dias de cão durante a Copa

Toddy se preparando para ver o Brasil na Copa (Crédito: Angélica Pinheiro/Meu Filho Cão)
Toddy se preparando para ver o Brasil na Copa (Crédito: Angélica Pinheiro/Meu Filho Cão)

Fogos, rojões, torcedores gritando, cornetas ensurdecedoras formam um pacote completo para deixar os cachorros malucos. E sabe por quê? Porque em relação a determinados sons a audição desses bichos é centenas de vezes melhor do que a nossa.

Esqueça aquela história de que os cães ouvem quatro vezes mais do que os humanos. Na verdade, explica o livro “Os cães sonham?”, para sons entre 65 e 2 mil hertz (Hz), como os que constituem a voz humana, a audição deles e a nossa é praticamente a mesma.

Ocorre que os cachorros conseguem ouvir sons agudos consideravelmente mais altos do que nós. O maior alcance está entre aproximadamente 47 mil e 65 mil Hz. Por isso, os sons das cornetas e vuvuzelas são tão irritantes para eles.

A explicação sobre por que os cães conseguem ouvir melhor sons de alta frequência é interessante e remete ao processo de evolução. Lobos, chacais e raposas costumam atacar ratos, ratazanas e camundongos. Esses animais produzem sons agudos e, ao rasparem nas folhas ao passar, produzem barulho e ruídos de alta frequência. A capacidade de ouvir sons de alta frequência produzidos por essas pequenas criaturas é, portanto, questão de sobrevivência.

Dessensibilização e cuidados – O processo para minimizar o medo de sons altos demanda tempo e alguns exercícios constantes, como expliquei nesse post sobre fogos no Ano Novo.

Mas há alguns cuidados que você podem minimizar o incômodo e garantir a segurança. Um deles pode ser deixar o peludo em um cômodo com o melhor isolamento acústico possível. Feche a porta e a janela e ponha, por exemplo, uma música suave.

Outra coisa, se por causa do medo ele quiser se enfiar debaixo da cama ou da mesa deixe. Cachorros se sentem mais seguros dentro das suas tocas. E tirá-los desses locais pode aumentar a tensão deles.

Certifique-se também que ele não vai conseguir fugir. Por causa do medo, muitos deles tentam fugir em desespero. Então, tome muito cuidado com o entra e sai da sua casa. Por esse motivo também, deixá-lo num cômodo fechado pode ser uma ótima solução.

Para casos mais graves, os veterinários costumam receitar fitoterápicos ou até calmantes. Se você perceber que o peludo fica, por exemplo, com taquicardia nessas situações talvez seja bom consultá-lo.

Agora nunca abrace forte seu cão ou tente confortá-lo de maneira muito enfática, pois essa postura aumenta o medo deles. Digo isso porque já li e por experiência própria. Meu marido costumava confortar a DJ dessa maneira o que só piorava a situação. Se o peludo quiser abrigar nos seus pés ou seu  colo deixe, mas nada de abraçar e falar: “Tudo bem, filhinho”.