Saiba por que a obesidade também é uma forma de maus-tratos

Paçoca ao chegar a Brasília. Seu peso era de 27 kg (Foto: Divulgação)

Quem nos acompanha no Instagram do Meu Filho Cão, sabe que há pouco mais de 20 dias trouxemos o Paçoca de São Paulo para Brasília. O motivo principal foi a necessidade de cirurgia para reparar uma ruptura de ligamento na pata traseira direita, mas isso é assunto para outro post. Hoje vamos falar do segundo motivo: a necessidade de emagrecimento do nosso último resgatado. Pasmem, o Paçoca chegou aqui com 27 kg! Na época do resgate, em abril de 2016, ele tinha 17 kg, que é o peso ideal para um vira-lata do porte dele.

Quando digo que obesidade é maus-tratos não estou exagerando. No caso do Paçoca, por exemplo, o sobrepeso acarreta mais dores e piora a condição de saúde dele. Não dá para fazer uma ligação direta entre a ruptura do ligamento e a obesidade, porém certamente dá para dizer que, caso estivesse em seu peso ideal, ele estaria sofrendo menos.

O Paçoca para quem não sabe vivia com os meus pais. É muito comum ver animais de idosos gordos, pois muitos deles associam carinho a oferecer uma grande quantidade de comida.Frequentemente não só ração ou alimentação natural, mas aquele pedacinho de pizza, aquela lasquinha de pão, uma pontinha de carne. Sabem como é? O resultado não poderia ser mais desastroso, cães obesos podem desenvolver doenças ortopédicas, como a displasia coxofemoral, cardíacas e até diabetes.

Como emagrecer o cão

O processo de emagrecimento de um cachorro deve, se possível, ser acompanhado por um veterinário e levar em conta a saúde do animal. O Paçoca, por exemplo, não pode nesse momento emagrecer radicalmente porque poderia perder massa muscular em vez de gordura, o que pioraria o problema ortopédico.

Eu escrevi um post há algum tempo sobre emagrecer os cães de maneira saudável. O primeiro passo conhecer o IMC Animal, ou seja, saber se o seu peludo realmente está acima do peso ideal. Abaixo uma tabela bem prática para lhe orientar.

Tabela para referência de peso

Como diz a tabela, os cães acima do peso não têm cintura e há dificuldade para apalpar as costelas. Já os que estão obesos ficam com com a espinha dorsal curvada por causa do peso do abdômen. Se o seu filho cão se encaixa em um desses exemplos mãos à obra.

O próximo passo é saber qual seria o peso ideal do cão. Há também tabelas de referência, como essa abaixo do Web Animal, que indicam o peso médio por raça e sexo. Caso ele seja SRD como os meus, associe à raça que é a mais parecida com ele.

RAÇAMACHOS (kg)FÊMEAS (Kg)
Afghan Hound27-3223-30
Airedale Terrier20-2320-23
Basset Hound18-2716-23
Beagle13-1611-13
Bichon Frisè8-97-8
Bloodhound41-5036-45
Borzoi32-3923-32
Border Collie19-2418-32
Boxer30-3225-27
Bulldog Francês12-1310-11
Bulldog Inglês2522-23
Bullmastif50-5941-50
Bull Terrier18-2318-23
Chow-Chow23-3218-32
Cocker Spaniel Inglês12,7-14,512,7-14,5
Cocker Spaniel Americano11-1311-13
Chiuhauha2-32-3
Dachschund (pêlo longo ou liso)9-129-12
Dachschund miniatura4,54,5
Collie (pêlo longo ou liso)20-3018-25
Dálmata2725
Dogue Alemãomín. 54mín.46
Doberman34-4129,5-36
Fila Brasileiromín. 55mín. 50
Fox Paulistinha5-85-8
Fox Terrier (pêlo liso ou duro)7-87-8
Golden Retriever32-3627-31
Husky Siberiano20-2716-23
Irish Wolfhound54,540,9
Greyhound30-3227-30
Kerry Blue Terrier15-1716
Keeshond16-2316-20,5
Labrador2725
Lhasa Apso76-7
Lulu da Pomerânia1,8-22-2,5
Maltês2-42-4
Mastiff57-8957-89
Malamute do Alaska38-5638-56
Old English Sheepdog27-4123-27
Pastor Alemão34-38,527-32
Pastor Belga (Groenendael)24-2522-24
Pequinês55,5
Pinsher Miniatura3-43-4
Pointer23-2523-25
Poodle Standard9-13,59-13,5
Poodle Miniatura5,5-75,5-7
Poodle Toy3,5-5,53,5-5,5
Pug6-86-8
Rodesian Ridgeback34-38,529,5-34
Rottweiler45,5-54,536-41
Saluki20-2716-23
Samoieda20,5-2516-20,5
São Bernardo73-7863,5-73,5
Schnauzer Gigante41-5041-50
Schnauzer Standard16-20,516-20,5
Schanauzer Miniatura7-87-8
Scottish Terrier8,5-10,58,5-10,5
Shetland Sheepdog8-108-10
Shi Tzu4,5-8,14,5-8,1
Springer Spaniel Inglês2323
Setter (Gordon)29,525,5
Setter Inglês20,5-3023-27,5
Setter Irlandês27-3025-27
Skye Terrier11,310,5
Staffordshire Terrier13-1711-15,5
Terra Nova64-6950-54
Tibetan Terrier11-13,511-13,5
Vizsla20-3020-30
Weimaraner25-3020-25
West Highland White Terrier8-97-8
Whippet10-138-11
Yorkshire Terrier33

Programa de restrição de calorias – O livro “Cão de família”, do Alexandre Rossi e da Alida Gerger, tem um programa de restrição de calorias bem interessante, que vou reproduzir aqui. Para seguí-lo, você precisará de uma calculadora, uma balança para pesar seu pet e uma balança de cozinha. O ideal é que seu cachorro perca de 1% a 2% do peso total por semana. Nunca mais do que isso.

  1. Saiba quanto seu pet está pesando. Suba na balança sozinho, depois suba com ele no colo. E, por fim, subtraia o peso dele do seu.
  2. Veja qual é o peso ideal para seu cão com o veterinário ou usando uma tabela de referência.
  3. Calcule a diferença entre o peso que ele está hoje e quanto ele deve pesar para chegar ao peso ideal.
  4. Saiba quanto peso ele deve perder por semana usando a seguinte fórmula: peso atual x 0,02 = perda semanal em kg. Só para vocês saberem, 0,02 corresponde à perda de 2% do peso total por semana.
  5. Veja quantas semanas irá durar o regime usando a fórmula excesso de peso (kg) ÷ perda semanal = número de semanas.
  6. Conheça quanto seu cachorro pode comer por semana usando a tabela abaixo. Nela está descrito quantas calorias seu cão poderia comer se estivesse no peso ideal, dentro de um regime leve, moderado e intenso.
  7. Sempre que o correto é que ele perca até 2% do peso total por semana, ou seja, se ele perder mais do que isso, você terá de aumentar a quantidade de calorias diárias oferecidas. Para saber quantas calorias tem a ração do seu cachorro use a referência do pacote. Em geral, a informação vem assim: 1 kg por 1000 g. Então, multiplique as calorias diárias da tabela acima x 1000 = resultado ÷ calorias do pacote de ração = quantidade de ração por dia em gramas.  Usando uma balança de cozinha, pese quanto você deve oferecer ao seu cão e está pronto o regime. É legal dividir em porções, umas três por dia, por exemplo.

Se você quiser incluir petiscos na dieta não tem problema, basta oferecer até 10% da quantidade calórica em petiscos. Portanto, se seu filho cão pode se aliementar com 350 Kcal diariamente, ele poderá comer até 35 Kcal em petiscos e 315 Kcal em ração.

Durante o regime, é importante pesar o cão semanalmente para acompanhar a perda de peso. Os exercícios devem ser incluídos gradualmente, ou seja, na primeira semana 15 minutos de caminhada, na segunda 20 minutos e assim por diante. O interessante é que os exercícios sejam diários para ajudar o organismo a trabalhar melhor.

E, por fim, cuidado com o chamado efeito rebote. Os humanos que já fizeram dietas sabem o que é ele. Trata-se daquele processo que ocorre quando você para bruscamente um regime e acaba ganhando rapidamente todo o peso que perdeu rapidamente. A restrição deve ser diminuída aos poucos até chegar à quantidade recomendada de calorias para a manutenção do peso ideal.

Quais frutas o cachorro pode comer?

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Além de comer, o Theo também equilibra bananas na cabeça *rs* (Crédito: Meu Filho Cão)

Meu cão pode comer banana? E laranja? E maçã? Dúvidas sobre quais frutas o cachorro pode comer são muito frequentes entre pais e mães de cachorros. Eu mesma já tive várias, e foi pesquisando que concluí, mesmo entre os veterinários, nutricionistas, zootecnistas há muita divergência sobre quais frutas os peludinhos podem comer ou não. Então, resolvi, fazer uma pesquisa e o resultado foi que montei um gráfico completinho (VEJA ABAIXO) com as frutas que são unanimidade, as que podem de acordo com algum critério e as que estão vetadas.

Por exemplo, a banana. Na minha cabeça, a banana seria sempre extremamente saudável para os cães. Pensa bem, qual é, em geral, a primeira fruta que a gente oferece para o bebê humano? Banana, né? Só que aí que mora o erro, o organismo do cachorro é diferente do humano. A banana, realmente, é uma ótima fonte de energia, além de ser rica em potássio e fibras, como explica Vivian Marcon, professora de medicina veterinária da Universidade Anhanguera. No entanto, trata-se de uma fruta calórica que deve ser evitada pelos pets que estão acima do peso.

A laranja também é motivo de polêmica. Muitos veterinários simplesmente vetam essa fruta da dieta canina. Mas há quem não seja tão radical assim. A Sylvia Angélico, uma autoridade quando se fala em alimentação natural no Brasil, postou um artigo interessante sobre o assunto no site Cachorro Verde. Ela explica que o pH do suco gástrico dos cachorros varia de 1.0 a 2.0, muito mais ácido do que o dos humanos que vai de 2.0 a 3.5. A única fruta que se aproxima do pH dos cães é o limão, 1.8. A laranja por sua vez tem pH 3.9. Ela conclui baseada nessa evidência:

Moral da história: cães saudáveis possuem um pH gástrico incrivelmente ácido que tira de letra a digestão de frutas ácidas.

A única ressalva que a Sylvia faz são aos pets que sofrem com gastrite ou possuem algum tipo de intolerância individual, esses sim devem ficar longe das frutas ácidas e, claro, ter uma dieta adequada às suas necessidades.

As frutas que são unanimidade e as que são proibidas

Bem, mas há frutas que aparecem em todas as listas de bons alimentos a serem oferecidos aos peludinhos. Uma delas é a maçã. Segundo um artigo do American Kennel Club, essa fruta é rica em vitaminas A e C e possui boa quantidade de fibra, sendo ótima para ser oferecida até para cães idosos. Só se lembre sempre de tirar a casca e as sementes.

Outra fruta queridinha é a pera, que pode ser um excelente petisco pois tem vitaminas C, K e também fibras.

Agora, duas frutas devem estar absolutamente vetadas da dieta do seu cachorro, uva e carambola. Ambas podem causar falência renal aguda, segundo o livro “Small Animal Toxicology”, citado pelo site Petful, e não podem ser dadas de maneira nenhuma para os cães. Nem um pedacinho, ok?

Ah, e antes do infográfico lá vai um alerta: não substitua toda a alimentação do seu peludo por frutas. Elas devem ser ofertadas em pouca quantidade e como petiscos. As frutas contêm uma substância chamada frutose, o açúcar da fruta, que em grande quantidade pode causar sérios riscos à saúde da sua filha ou filho. Além disso, sempre dê a fruta sem casca e sem semente. Combinado?

Infográfico lista as frutas boas, as nem tanto e as vetadas

 

Infográfico Frutas
Infográfico mostra frutas permitidas e proibidas para os cães (Crédito: Meu Filho Cão)

O Luau está vencendo a leishmaniose; conheça a história

Cachorro com leishmaniose
Luau e seu anjo salvador, Mara, que encarou o desafio de tratar a leishmaniose de um cachorro que havia acabado de resgatar (Crédito: Mara Pallotta/Arquivo pessoal)

O Luau poderia ter tido o fim da maioria dos cachorros abandonados. Definharia até morrer na rua ou, ao ser localizado pelo centro de zoonoses, seria eutanasiado porque tem leishmaniose. Mas um anjo estava no caminho dele e no dia 10 de outubro deste ano sua vida recomeçou ao ser resgatado de um asfalto escaldante em Santana de Parnaíba, cidade da Grande São Paulo.

Para quem não sabe, a leishmaniose é uma zoonose (doença que pode ser transmitida dos animais para humanos e vice-versa) e, se não for tratada, leva à morte tanto animais como humanos. Ocorre que o cão é um hospedeiro da doença, o Luau, como outros milhares de cachorros, foi picado pelo mosquito-palha infectado, que transmitiu a ele o protozoário Leishmania chagasi (entenda o ciclo da doença no infográfico abaixo). 

Infelizmente, o protocolo do Ministério da Saúde ainda é eutanasiar os cães infectados sob o argumento de que o animal infectado representa risco à saúde pública por serem reservatórios do parasita. No entanto, desde o começo desse ano está ocorrendo uma reviravolta no tratamento da doença, que vem beneficiando os cachorros que foram picados pelo mosquito infectado.

Medicamento contra leishmaniose é aprovado

Hoje os animais com leishmaniose visceral canina (LVC) já podem ser tratados com Milteforan. O medicamento já era usado na Europa e permite eliminar os sintomas clínicos, devolvendo qualidade de vida ao cachorro, afirma a Arca Brasil, entidade que desde 1997 promove debates sobre formas alternativas de combate à doença.

Como o remédio é novo no país, tanto tutores como, pasmem, muitos médicos veterinários ainda desconhecem a sua existência. Mara Pallotta, o anjo que salvou o Luau, conta que ela mesma desconhecia o tratamento para LVC e entrou em desespero quando soube por meio de um exame com sorologia que o cachorro estava infectado.

“Eu comecei a chorar muito porque, pela minha ignorância, eu achava que o animal teria que ser eutanasiado mesmo”, afirma emocionada.

 

Ao buscar um veterinário que a ajudasse nessa eutanásia, Mara chegou ao Dr Marcio Moreira, mestre em Ciências da Saúde pela USP e responsável pelo setor de patologia clínica do hospital veterinário da Anhembi Morumbi, que mostrou quais eram os exames necessários para diagnosticar com certeza de que se tratava de leishmaniose visceral e o tratamento possível.

Eu encontrei o cão, era responsabilidade minha

Segundo o médico veterinário, o tratamento contra LVC apesar de apresentar bons resultados, 92% têm remissão dos sintomas, é caro, longo e causa efeitos colaterais no animal. Ele deixou Mara à vontade sobre qual decisão tomar, mas enfatizou que não faria a eutanásia por saber que a doença pode ser controlada.

Outro ponto importante é que, optando pelo tratamento, a doação do animal é algo de extremo critério, pois ele será monitorado pelo resto da vida. Isso ocorre porque ao comprar o Milteforan, o tutor é registrado pelo governo como responsável pelo animal.

“Uma coisa é você fazer pro seu cão, outra coisa é fazer para um cão que você achou na rua. Enquanto conversava com ele, fui pensando, mas não tinha mais volta, eu achei o cão, era responsabilidade minha”, afirma.

Luau e irmãos caninos
Luau já convive normalmente com seus irmãos caninos (Crédito: Mara Pallotta/Arquivo pessoal)

A partir dessa decisão, o Luau começou a ser tratado com um verdadeiro coquetel de medicamentos que, além do Milteforan, inclui corticóides, antibióticos e suplementos alimentares. Ele é medicado duas vezes ao dia, mas como são muitos medicamentos, normalmente, Mara espera uns 20 minutos entre um medicamento e outro – como são 5 remédios, o processo todo requer uma dedicação.”

“Ele tem muitas ‘bads’ durante o tratamento. Um dos efeitos colaterais da medicação é dor nas articulações. Então, há dias que ele mal consegue levantar e andar, chora o dia o todo. Isso corta o coração, mas os animais são muito resilientes e no dia seguinte ele já está correndo feliz”, diz Mara.

O tratamento tem 90 dias e inclui oito vacinas Leish-Tec, a única validada no país contra a doença. Ao final dos três meses, também é preciso repetir os exames que diagnosticam a doença. A expectativa é que haja uma redução do número de parasitas e consequente bloqueio da transmissão da doença, garantindo assim segurança para a saúde pública.

O melhor caminho é a prevenção

Além dos medicamentos, o Luau passou a usar a Seresto, uma coleira antiparasitária. Eu também coloquei a mesma coleira nos pescoços do Theo e do Toddy quando nos mudamos para Brasília, pois onde moramos há alta incidência de mosquitos.

Há outras coleiras no mercado como a Scalibor e produtos a base de permetrina e deltametrina que também são eficazes para repelir os mosquitos.

Theo com coleira Seresto
Theo usa desde agosto a coleira Seresto (Crédito: Meu Filho Cão)

Outras medidas preventivas que devem ser tomadas são:

  • Limpeza do quintal com retirada de matéria orgânica (folhas, troncos, restos de vegetação)
  • Se o cachorro dormir fora de casa, limpeza do canil
  • Caso ele durma dentro de casa, coloque-o para dentro a partir das 17h
  • Uso de telas de malha fina nas janelas e portas

No Instagran do Luau (@chupaleish) você pode acompanhar como ele está reagindo ao tratamento e também conferir o dia a dia dele com os pais e irmãos caninos. Ele tem três! Mara diz que a ideia de criar o perfil partiu do desejo de mostrar às pessoas que a leishmaniose tem tratamento e que o cachorro não é o vilão (como bem diz a campanha da Arca Brasil). Ela finaliza com uma bonita mensagem que nos faz refletir.

“Enquanto houver um sopro de vida vale a pena apostar”

Infográfico - Leishmaniose
Infográfico mostra ciclo de transmissão da leishmaniose (Crédito: Ministério da Saúde)

 

Atenção, imagens fortes: fotos mostram as péssimas condições em que Luau foi resgatado

 

 

Luau resgate
Luau foi resgatado em péssimas condições de saúde (Crédito: Mara Pallotta/Arquivo pessoal)

#saudadesDJ

    DJ era muito inteligente

Há exato um ano nossa princess deixava esse mundo e só agora me sinto razoavelmente confortável para contar como foi sua partida.

Cada um lida de uma maneira com o luto, uns choram, outros endurecem, alguns têm de falar muito, outros preferem o silêncio. Eu escolhi a última opção, falei pouco sobre a morte dela, fiz um pequeno post no blog e só. Foi o jeito que me senti confortável, queria naquele momento me lembrar dela com vida e não falar sobre a doença ou os últimos dias.

A DJ partiu sem praticamente sofrer. Já havia um ano que ela fazia quiomioterapia contra um linfoma. Após 7 meses de tratamento, que compreendeu um ciclo inteiro de quimio, o tratamento foi suspenso. A esperança era que após esse período o câncer demorasse a dar sinais de retorno. No entanto, infelizmente, não foi isso que aconteceu e menos de dois meses depois ela já teve de retomar o tratamento.

O linfoma é um tipo de câncer muito agressivo para os cães. A ótima Dra Karine Germano, que atendeu a DJ logo no início, nos alertou sobre a expectativa de vida de cerca de um ano. São raros os casos em que o animal dura um pouco mais. Claro que nos apegamos à esperança de que ela viveria mais e nos dedicamos todos os dias para que ela prolongasse sua estadia aqui.

Os últimos dias – Porém, em julho ano passado, exatamente um ano após o início do tratamento, a DJ teve uma piora significativa. Eu e o pai dela estávamos fora de SP. Ela e os irmãos ficaram sob os cuidados dos avós, que são muito atenciosos e de pronto notaram que ela não estava bem. Entramos em contato com a também ótima Dra Juliana Cirillo, que foi a médica responsável por cuidar da DJ nesse período, e ela nos orientou que a nossa filha fosse levada ao hospital Animaniacs.

Visita à DJ no hospital

Adiantamos nossa volta para SP para o mesmo dia, e logo ao pisarmos na cidade fomos direto para o hospital. Ao nos ver, ela ficou muito feliz. Apesar de debilitada, teve um sopro de vida. Tentou abrir a cancela da gaiola. Quando foi solta, pulou, nos lambeu. Foi difícil deixá-la lá internada.

No dia seguinte, levamos comidinha da vovó porque ela se recusava a comer e até tentou morder uma das veterinárias plantonistas, acreditam? Fiquei super animada, afinal a brabeza era marca registrada da minha menina e pra mim se tratava de sinal de melhora.

Ela ganhou alta na quarta-feira para nossa felicidade. Voltou pra casa, reviu os irmãos, dormiu na caminha dela, porém, começou a ter falta de à noite e teve de ser internada às pressas novamente.

Na quinta-feira, fomos visitá-la na hora do almoço e ela já estava mal, entubada numa maca. Senti um aperto no peito como já me preparando para o pior. A veterinária, no entanto, disse que ainda havia esperança e novos exames seriam feitos para tentar a melhor saída possível.

O Toddy a admirava muito

Porém uma hora depois pediram que a gente voltasse. Ao chegar ao hospital, a DJ já estava em choque e teve uma parada cardíaca. Tive a oportunidade de tocá-la ainda com vida e então ela se foi. Não consigo descrever o sentimento daqueles minutos. Uma parte do meu coração partiu junto com ela, com a minha preferida, com a minha menina.

Só depois de algum tempo, tive serenidade pra entender que fizemos o melhor. Que do dia que a resgatei da rua até o dia da sua partida ela viveu os melhores momentos da vida dela.
Hoje fica a saudade de conviver com uma cachorra ímpar: inteligente, de personalidade marcante e extremamente carinhosa com aqueles que ela amava.
Não vai ter outra DJ na minha vida. Ela foi única e será lembrada todos os dias até eu reencontrá-la novamente.

 

Meu Filho Cão de cara nova

Novo logotipo do MFC. Amamos <3
Novo logotipo do MFC. Amamos <3

Olá tios e tias, olha a gente de volta e com novidades: o blog ganhou uma cara nova. Deem uma olhada como nosso logotipo ficou fofo <3. Os avatares das categorias também estão demais.

Agora, se você estiver no celular, basta acessar o menu acima do logo para navegar pelos assuntos Alimentação, Causa Animal, Comportamento, Dia a Dia & Diversão, Produtos e Saúde.

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icone-saudePor fim, mas não menos importante, temos a categoria Saúde. Uma seção em que abordamos além de doenças, métodos preventivos que podem garantir mais anos em nossa companhia.

Esperamos que vocês gostem dessa nova fase do MFC. Prometemos caprichar 😉

Theo, Toddy, Paçoca, DJ (in memorian), Ozzy (in memorian), mommy e papito.