Minhas armas contra os pelos

Recentemente, a leitora Suzana Mendes Marques, mãe de cinco lindas meninas vira-latas, me perguntou: quais são suas técnicas de limpeza contra os pelos? Olha, devo dizer a vocês já testei muita coisa, afinal tenho três peludinhos num apartamento, e o que mais resolveu para mim foram um aspirador portátil da Electrolux, luva de borracha molhada e rolos adesivos.

Ok, quem quer ter cachorro deve ter em mente que os danados dos pelos sempre vão estar presentes. Mas uma casa limpa, na medida do possível, não faz mal a ninguém. Logo de início, usava sempre meu aspirador grande da Arno, modelo Compacto Ergo. Aliás, fazendo esse post, descobri que a Arno um aspirador nessa linha com uma escova que remove pelos de animais. Meu, se alguém comprar ou já tiver conta pra gente se ele é bom.

Bom,  o meu funciona muito bem, mas me dava uma preguiça danada tirar aquele trambolho do armário quase todos os dias. Até que encontrei um aspirador portátil da Electrolux, o Bossh. Foi a salvação da lavoura. Ele é leve, dá pra guardar em local mais acessível e funciona bem. Consigo retirar os pelos do meu sofá marrom com ele, por exemplo.

Aí, para retirar os pelos dos móveis descobri um truque muito bom faz pouco tempo. Molhando uma luva de borracha de limpeza você consegue retirá-los facilmente. Ou seja, se você já está fazendo algo de luvas é só dar uma molhadinha e já remover os danados dos móveis.

E das roupas, para mim, nada melhor do que rolos adesivos. Já testei escova também, mas não funciona.Oos rolos são bem mais eficientes.

Lá nos EUA, tem um aparelhinho chamado Pledge Fabric Sweeper for Pet Hair que, já ouvi dizer, ser incrível para remover pelos da casa. Não vende aqui no Brasil. Todos chora. Mas dá pra comprar pela Amazon, ou pedir para algum amigo trazer dos EUA ;-).

Os encantos do lulu da pomerânia

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Romeu, o lulu da Gabriele (Crédito: Arquivo pessoal)

A escolha da raça não foi por acaso, a farmacêutica Gabriele Fernandes conta que se apaixonou pelo lulu da pomerânia quando trabalhava como atendente de um pet shop em São José dos Campos, no interior de São Paulo. “Lembro até do nome do primeiro que eu vi, Slash. Lindo”, declara. 

Os representantes dessa raça, que também são conhecidos como spitz alemão miniatura, realmente, chamam a atenção pela docilidade e pelo gosto por brincadeiras. Segundo o site luludapomerania.com, essas características fazem dele uma companhia graciosa e divertida.

Gabriele afirma que pesquisou muito sobre o lulu e escolheu um exemplar da raça pela presença “incrível”. Segundo a farmacêutica, seu filho, que se chama Romeu e tem seis meses, é um ótimo cão de companhia. Além disso, gosta de brincar e é muito inteligente. “Ele senta no sofá e assiste TV comigo”, diz.

O site luludapomerania.com afirma que é preciso impor limites, pois esta raça possui uma personalidade um tanto atrevida. Mas a mãe de Romeu diz que o filho é “bem obediente”, apesar de “cheio de energia”.

De acordo com o canil Lulu da Pomerânia, o padrão oficial da raça é de, aproximadamente, 22 cm de altura. Apesar do pelo longo, a facilidade em tratá-lo contribuiu para a sua popularidade, exigindo apenas escovações periódicas e banhos mensais. Não há tosa específica para a raça, pede-se que apenas os bigodes do focinho e pelos sob as patas sejam aparados. Apesar disso, muitos criadores consideram o padrão quadrado (quando a altura é igual ao comprimento), o lulu perfeito, já que esta característica dá ao cão a aparência de uma bola de pelos.

A Federação Internacional de Cinofilia (FCI) aceita os exemplares da raça em quase todas as cores: preto, marrom, branco, laranja, cinza-lobo (nuances de cinza) e outras cores. No caso dos cães de cor preta, tanto a pele quanto o subpelo devem ser escuros e não pode haver vestígios de branco ou qualquer outra marcação. O mesmo ocorre com os marrons, cuja pelagem tem de ser uniforme. Os cães brancos devem ser de um branco puro sem nuances. A cor mais comum é a laranja, devendo ser unicolor, uniforme, sem apresentar tonalidades da escala.

Lulus famosos e de famosos – O lulu da pomerânia mais conhecido atualmente é o Boo, autointitulado “o cachorro mais fofo do mundo”. Maior celebridade da internet mundial, o cãozinho tem mais de 11 milhões de fãs no Facebook. Boo já até “lançou” um livro, cujo título é seu próprio nome, e “dá” inúmeras entrevistas para a imprensa ao redor do mundo.

No Brasil, o lulu mais famoso é o da atriz Karina Bacchi. Joy tem perfil oficial no Instagram, com 199 mil seguidores, e costuma acompanhar a mãe em diversos eventos.

Boo, maior celebridade canina da internet
Boo, maior celebridade canina da internet (Crédito: Divulgação/Facebook)

 

** O Romeu é o segundo “entrevistado” da categoria Raças no Meu Filho Cão. Nesse espaço, quero mostrar os legítimos representantes das diversas raças que temos, com suas características padrão e os traços de personalidade que fazem de cada cachorro um ser único.

O desaparecimento de Zôe e a importância da identificação

Um dos panfletos sobre o desaparecimento de Zôe
Um dos panfletos sobre o desaparecimento de Zôe

Pode-se afirmar que Zôe teve sorte na vida ao encontrar alguém que a acolhesse. A legítima vira-lata apareceu no portão da Marcia Cappi, assessora de capacitação em saúde, para brincar com as outras cadelas que ela já havia adotado e acabou também entrando para a família.

Essa bonita história, que começou em janeiro de 2011, transformou-se em pesadelo pouco mais de um ano depois. Em abril de 2012, a mãe de Zôe, então com dois anos, resolveu levar a filha a um veterinário na Zona Leste de São Paulo para um hemograma juntamente com outra cachorra de rua que seria castrada.

Marcia explica que como mora em Guarulhos, cidade da região metropolitana de São Paulo, sempre aproveitava a viagem ao vet para levar, ao menos, duas cachorras. “Era véspera de feriado de Páscoa, eu trabalharia só meio período, então, o combinado era deixar na clínica de manhã e pegá-las à tarde”, conta.

Após um hora, veio a notícia desesperadora, Zôe havia fugido pela janela do banho e tosa e não conseguiram alcançá-la. “Eu nem tinha chegado ao meu trabalho e voltei para a clínica na hora”, diz.

Outro panfleto distribuído
Outro panfleto distribuído

No dia do desaparecimento, a mãe de Zôe andou de carro por toda região do córrego onde disseram que a cachorra havia pulado. Chegou até a entrar e andar por 3 km. O feriado inteiro foi de buscas. Ela também distribuiu cerca de 15 mil panfletos e informou o desaparecimento em vários sites e páginas do Facebook. Após um ano, até conseguiu uma reportagem sobre Zôe na TV Record.

Márcia admite que aprendeu da pior forma possível a importância da plaquinha de identificação. Hoje ela mantém seus seis cachorros com coleira e identificados. “Somos nós que temos que nos antecipar às possibilidades de fuga. Muitos casos são de cães que saem para dar a famosa voltinha e certo dia não voltam”, diz.

Quanto custa – Numa rápida busca no Mercado Livre por “plaquinha de identificação gravada”, dá para encontrar produtos a partir de R$ 9,90. A placa de metal também é facilmente encontrada em pet shops, até nos menores.

Se você não quiser comprar a placa, uma alternativa é usar aqueles chaveiros plásticos que têm etiqueta de identificação. Claro, você também terá de comprar uma coleira de pescoço, mas o investimento vale a pena. Acreditem.

Identificação é fundamental para a segurança
Identificação é fundamental para a segurança

Baseada na terrível experiência, Marcia dá outras dicas para os pais e mães de cachorro como, por exemplo, redobrar a atenção durante eventos com fogos de artifício. “Nas festas de fim de ano, por causa dos rojões, muitos animais acabam escapando de casa, fugindo por desespero. Não adianta, temos que protegê-los”, afirma.

Ela também dá um alerta aos donos de cães das raças yorkshire, lhasa apso, shih tzu e maltês. “Tem aumentado o número de roubos. Se o quintal da casa for de fácil acesso, evitem deixar o peludo sozinho”, ressalta.

E, caso o pior aconteça, a mãe de Zôe aponta alguns mecanismos de buscas que podem funcionar. No Facebook, ela indica as páginas Peludos Desaparecidos, Cães Achados ou Pedidos e Pets Achados & Perdidos. Entre os sites: Procura-se Cachorro, Procure 1 Amigo, Cachorro Perdido e PetPista.

Outras duas recomendações são contratar um carro de som, que, segundo Marcia, dá mais certo logo após a fuga e até um detetive. “Quando eu liguei para um, após três meses do desaparecimento, ele me perguntou a raça e há quanto tempo tinha desaparecido. Ele, então, disse que era muito difícil encontrar. E eu respondi: ‘Para Deus, nada é impossível'”.

Após dois anos, ela ainda não perdeu a esperança. “Em abril de 2014, já são dois anos sem minha Zôe. E eu não desisti de encontrá-la”.

A gente também não, Marcia, e torce muito para que você volte a ter a sua filha.

Após o susto, a conscientização sobre o comando “vem”

Obrigada, São Francisco, por proteger os cachorrinhos medrosos. Farei minha parte agora
Obrigada, São Francisco, por proteger os cachorrinhos medrosos. Farei minha parte agora

Talvez tenha sido o maior susto da minha vida. No último sábado, meu branquelo medroso, o Theo, ao ver um cachorro estranho, escapou da coleira em uma rua próxima à rodovia dos Imigrantes, em São Paulo.

Sabem aquela cena de terror, quanto mais você corre atrás do cachorro mais ele corre para longe? Foi o que aconteceu. Felizmente, não ocorreu nada grave. Certo momento, ele parou para latir para um cão que estava dentro de uma casa e eu consegui alcançá-lo. Mas minhas pernas tremem até agora ao descrever a cena.

Acho que cometi dois erros fundamentais. Um deles foi não ter apertado o peitoral suficientemente. O Theo não costuma andar com esse equipamento. Ele usa diariamente a gentle leader, que já comentei nesse post. Porém nesse dia, eu o levei de carro à casa do meu pai e para prendê-lo no veículo só usando o peitoral.

Fato é que o equipamento não estava apertado corretamente. Quando ele vê outro cachorro, realmente, fica ensandecido, pulando e latindo. O que ocorreu: o peitoral saiu pela cabeça, e, em seguida, ele correu em disparada pela rua. Como disse, trata-se um cachorro medroso, que quando ele vê um cão desconhecido quer fugir a qualquer custo.

Bem, o outra falha grave e que vai demandar mais trabalho da minha parte é ensinar para ele o comando “vem”. Logo após o susto, veio à minha cabeça as palavras da adestradora da DJ e do Toddy, sobre a importância dele. Ela me disse certa vez que é preciso ensinar o “vem” para que o dono tenha segurança de que o peludo vai voltar ao ser chamado.

Eu nunca ensinei o “vem” ao Theo. Sempre fiquei focada em melhorar o problema do medo dele e não imaginava que essa situação de fuga pudesse ocorrer. Erro imperdoável que já comecei a consertar.

Para ensinar esse comando é relativamente simples. A DJ e o Toddy foram ensinados assim: bastar bater as duas mãos vigorosamente nas pernas e dizer “vem, fulano”. Quando ele chegar perto de você, faça festa e recompense com petisco.

O problema é que muitas pessoas usam essa palavra para momentos ruins, como, por exemplo, tirar o peludo do sofá ou da cama. Se você já utiliza o vem nessas situações, pode substituir por “aqui”.

Com o Toddy e a DJ, comecei ensinando esse comando dentro de casa. Depois, com o auxílio da guia longa, segurando ou com ela amarrada a um árvore, treinei na rua.

Abaixo, um videozinho do primeiro treinamento de “vem” com o Theo.

Sampa, o maltês da sorte

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O Sampa chegou à vida da Heloísa e do Marcelo para ser o amuleto que levaria o casal de volta a São Paulo. Explico. O Marcelo havia se transferido para Rio Branco, no Acre, a trabalho, e a Heloísa passava muito tempo sozinha numa cidade em que não conhecia ninguém. Daí surgiu a ideia de ter um cachorrinho, que não por acaso foi batizado de Sampa, apelido da cidade de ambos e para onde eles queriam voltar rapidamente. Essa história começou em 2005, e o amuleto realmente trouxe sorte. Hoje a família já está de volta a São Paulo, e nesse ano aquele pequeno filhotinho de maltês acreano já vai completar nove anos.

A mãe do Sampa conta que queria um cachorro pequeno, pois moravam em apartamento, e uma raça que não latisse muito. Bem, pequeno o maltês é, os machos costumam ter entre 21 cm e 25 cm. E, apesar do Sampa ser fora do padrão, cerca de 15 cm maior, isso não incomoda o casal.

Mas aquela característica de não latir muito não se aplica a todos os malteses, e o Sampa está incluído nesse grupo. O site PetMD explica que se o maltês assume o papel de líder, pode desenvolver distúrbios de comportamento, tornando-se ansioso e estressado e os latidos vêm como consequência.

No caso do Sampa, o excesso de latidos fica mais grave em passeios na rua, o branquinho não gosta de seres da mesma espécie, e dentro do carro. Ainda filhote, o Sampa costumava passear bastante pelas ruas de Rio Branco, mas, segundo Heloísa, um episódio pode ter marcado muito a vida do pequeno. Certa vez, antes do maltês completar um ano, uma criança insistiu bastante para brincar com ele e, apesar dos alertas do Marcelo de que o cão não estava gostando muito, ela insistiu, deixando o o filhote muito estressado. Esse comportamento, diz o site Guia de Raças, é bastante comum em maltês, um cão muito apegado aos donos, mas que, às vezes, é intolerante com brincadeiras de crianças. Um problema complicado para proprietários da raça, afinal qual criança não fica encantada com um ser branquinho tão bonitinho?

Mantendo a beleza – Falando em fofurice, para manter a beleza, o Sampa vai de 15 em 15 dias tomar banho no pet shop. A mãe diz que talvez ele precisasse de mais banhos, pois adora brincar e se sujar no gramado de casa. Mas conscientemente, ela optou por banhos quinzenais e escovação periódica, sempre recompensada por um delicioso biscoitinho. Além disso, ela prefere manter o pelo do garoto aparado. Um hábito que vem desde Rio Branco, cidade muito mais quente do que São Paulo.

O pequeno Sampa, apesar de gostar muito de sujar no gramado, é um cachorro de energia média, um padrão da raça. Brincadeiras dentro de casa ou mesmo no quintal já satisfazem suas necessidades. “Ele se cansa rápido”, afirma Heloísa.

No último ano, o maltês ganhou uma irmã felina, a Barça. Inicialmente, a mãe conta que ele ficou um pouco reticente com a nova integrante da família. Heloísa diz que foi então em busca de informações sobre como acostumar cães e gatos, e com uma grande aliada, a caixa de transporte, conseguiu aos poucos que os dois vivessem harmoniosamente. “Ele entendeu que ela se tornou parte da família”. E, pasmem, hoje a Barça até come a comida dele *rs*.

** O Sampa inaugurou a categoria Raças no Meu Filho Cão. Nesse espaço, quero mostrar os legítimos representantes das diversas raças que temos, com suas características padrão e os traços de personalidade que fazem de cada cachorro um ser único.