Vídeo: faça um brinquedo com meia e garrafa

 

Hoje eu vou mostrar pra vocês como fazer em casa um brinquedo super legal usando objetos reciclados. Para montá-lo você vai precisar de uma meia velha, uma garrafa pet de 600 ml ou menor, fita ou barbante.

1) Primeiro, coloque a garrafa aberta dentro da meia posicionando de maneira que sobre um espacinho nas duas extremidades.

2) Depois corte algumas franjas nas duas extremidades.

3) Em seguida, amarre as duas pontas com o barbante. Aperte bem de modo que fique difícil para o cachorro desamarrar e corte o excesso.

4) Agora é só dar para o seu peludo. Ele vai amar o barulhinho 😉

Filho cão <3 Filho humano: histórias de famílias que deram certo

A família da Dorinha e da Catarina.
A família da Dorinha e da Catarina.

Hoje eu vou contar a história da Dorinha e da Catarina e também do Pedrinho, da Maria Clara, da Carolina, da Marie, do Gael e da Lin, filhos cães (tem até uma filha gata) e filhos humanos de famílias que conseguiram unir o melhor dos universos humano e animal. E por que resolvi falar deles? Porque é comum lermos por aí anúncios de doações de cachorros e também de gatos que são retirados das famílias com a chegada de bebês. Apesar de termos muitos artigos e reportagens com orientações sobre como adaptar o pet à chegada do novo integrante da família, podemos afirmar que essa triste situação é corriqueira.

Então, resolvi partir de exemplos práticos e oferecer algumas dicas para que essa adaptação não seja traumática. Sim, dificuldades existem, mas são perfeitamente superáveis. Nessas duas famílias, os pets vieram antes dos filhos humanos. No caso da Dorinha e da Catarina, por exemplo, a filha cão Dorinha chegou à vida da professora e tradutora Thaise Venturini Pregnolatto de Mello três meses antes dela descobrir que estava grávida. Já no caso da família de Pedrinho e cia, os filhos humanos vieram só seis anos depois dos filhos cães.

As duas histórias têm suas semelhanças e suas diferenças, mas nos dois casos há um elemento em comum, nenhuma das duas famílias cogitava se desfazer dos pets por causa dos bebês. “Quando compramos a Dorinha, nós já estávamos tentando engravidar. Cachorro e bebê nunca foram excludentes na nossa concepção”, afirma Thaise.

Para que não houvesse traumas na adaptação, Thaise conta que leu bastante e se dedicou a treinos com Dorinha durante a gravidez. Ela diz que passava bastante tempo com a schnauzer no quarto que seria da bebê a ensinando a esperar deitada enquanto estivesse na poltrona de amamentação ou no trocador (veja o vídeo abaixo). “Não era um ambiente proibido, mas ela sabia que ali existiam regras diferentes do resto da casa, ao qual ela tem acesso irrestrito”, explica.

 

Outra estratégia usada por Thaise foi separar peças usadas pela Catarina ainda na maternidade para que Dorinha cheirasse. Pouco antes de Thaise dar à luz, a peludinha foi levada para casa dos avós e nesse período foi adaptada ao cheirinho da Catarina. “Repetimos esse processo por mais ou menos duas semanas, o tempo em que ela ficou na minha mãe depois que a Catarina nasceu. Minha mãe chegou, nesse intervalo, a trazer a Dorinha para visitar a Catarina em casa, mas a levou de volta – não por nada, mas porque eu estava sozinha em casa cuidando da bebê recém-nascida e não teria condições de dar atenção para a Dorinha também”, conta Thaise.

A chegada do bebê é, realmente, um momento crucial na relação com o pet. No caso da Ana Liao, servidora pública e fotógrafa, foi marcante o momento em que chegou da maternidade com a pequena Lin nos braços. Ela conta que abriu a porta e deixou os três cachorros que tinha na época cheirarem o bebê já na porta. “Eles cheiraram, lamberam o pezinho dela e entraram em casa. Eu pedi licença para a Lin entrar”, diz.

A família de Ana Liao no aniversário do Zip, já falecido
A família de Ana Liao no aniversário do Zip, já falecido

Problemas podem ser resolvidos – No caso da Ana, a situação foi um pouco diferente. Ela tinha Zip e Poli, já falecidos, quando adotou Gael, que na época tinha oito anos, e teve alguns problemas inicialmente porque julgava que o menino não tratava bem os bichos. Nada que uma boa conversa não resolvesse e hoje Gael vê os peludinhos como irmãos.

Já no caso da Lin o maior problema que Ana enfrentou foi de logística. “Eu tinha que amamentar e cuidar do Zip que estava doente. Então, entre uma mamada e outra fazia nebulização nele”, relata.

Na casa da Thaise, a maior dificuldade enfrentada até hoje é fazer a Catarina dormir quando passa alguém no hall do andar. Dorinha late bastante e com muita frequência acorda o bebê nessas situações. “Melhorou muito e quando passa alguém no hall e ela já me olha, esperando o s’hhhh, Dorinha!, mas às vezes o hábito fala mais alto”, diz.

Thaise admite sua parcela de culpa por não ter se dedicado a corrigir de verdade o problema, apenas reage quando ele surge. Ela conta ainda que na casa da avó, onde Dorinha tem zero compromisso com disciplina, os transtornos são ainda maiores. “Cada um que chega em casa acorda a Catarina”, lamenta.

O que os especialistas dizem – No livro “O Cão de família”, o especialista em comportamento animal Alexandre Rossi e a médica veterinária Alida Gergen afirmam que é muito comum os cachorros associarem a perda de atenção com a chegada do recém-nascido.

Como eles dizem e é verdade é impossível que o casal continue a dar ao peludo a mesma atenção de antes, o ideal é que se treine uma “redução de interesse” durante a gravidez. E essa estratégia é até simples de implementar, basta ignorar algumas tentativas do bichinho de conseguir carinho.

Quando o bebê chegar, se o cachorro for ignorado ou receber broncas com sua aproximação é claro que vai associar aquele novo indivíduo a uma coisa ruim. Então, o ideal é fazer o contrário, associar a presença do bebê a elementos agradáveis, como um petisco ou carinho, por exemplo. Outra boa dica é ligar o cheiro do nenê a coisas boas: esfregue um pano no recém-nascido e coloque embaixo do prato de comida, por exemplo.

Já se o peludo não puder entrar no quarto do bebê, o recomendado é que essa proibição seja colocada em prática antes dele chegar.

Tanto para os profissionais quanto para as mães só há aspectos positivos na criação de uma criança junto com um animal de estimação. No livro, Alexandre Rossi e Alida Gerger defendem que a convivência com um bicho permite que a criança desde pequena vivencie lições de respeito, responsabilidade e amor. Thaise concorda: “Gosto muito de pensar que estou criando uma pessoa que vai amar os animais, respeitá-los, cuidar deles e se sentir responsável pelo seu bem-estar como um todo”. Já Ana enfatiza: “As crianças que crescem com bichos ficam muito mais humanas, aprendem desde cedo a dividir e também o significado do amor puro e verdadeiro”.

 

 

3 apps grátis que vão lhe ajudar na rotina com seus filhos cães

Um dos meus maiores desafios aqui em casa é controlar a rotina da minha cãobada. Como vocês sabem, sou mãe de quatro peludinhos, sendo que três deles vivem comigo e um com os meus pais. Imaginem a loucura, tenho que agendar banhos, dar remédios, levar para tomar vacina, controlar o peso e por aí vai.

Eu nunca fui dessas pessoas organizadas que anotam tudo na agenda, mas com o advento do santo smartphone minha vida se tornou bem mais regrada. E é graças a aplicativos para esses aparelhinhos dos deuses que consigo gerenciar bem a vida da família Meu Filho Cão.

Bem, decidi, então, compartilhar com vocês três apps que eu considero os melhores no quesito agenda virtual. Já adianto que tenho um iPhone e dois dos aplicativos que indicarei só funcionam nesse tipo de aparelho, mas um dos que vou recomendar tem também para Android e é por ele que vou começar.

Para ver a todas as telas do app com a descrição detalhada basta clicar na setinha “Next”.

Home do appApp: Purina Pet Health
Sistemas operacionais: iOS e Android
Preço: grátis

Home do app

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Na página de entrada do app há as seguintes seções: Adicionar meus pets, Meus pets, Blog, Locais de diversão para pets, Encontre uma clínica, Dicas pet e Compromissos.

 

Tela principalApp: My Pet
Sistema operacional: iOS
Preço: grátis

Tela principal

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Tela principal do app com todos os seus pets cadastrados. Para cadastrar, bata clicar no + acima na direita.

 

Tela inicialApp: Dog Buddy
Sistema operacional: iOS
Preço: grátis

Tela inicial

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Na tela inicial do app, você vê as seguintes áreas: agenda, marcos (não entendo essa), peso, imagens, veterinário, remédios, vacinas, alergias e outros. Embaixo, há uma seção Dogs, que é onde você cadastra seu cachorrinho

 

Por que você tem um cachorro?

Antes de falar sobre o assunto do título do post, o Meu Filho Cão tem o prazer de apresentar sua nova colaboradora, a adestradora da Cão Cidadão Juliana Nishihashi. Com quatro anos de experiência na área de comportamento animal, a Ju é daquelas profissionais que quando você contrata tem certeza do seu conhecimento no ramo em que atua. Conheço-a desde 2011, quando a contratei para adestrar a DJ, que havia resgatado das ruas e tinha alguns problemas de comportamento, como destruição de móveis. Falei um pouco sobre isso no post em que contei a história dela. Depois, chamei a Ju novamente ao adotar o Toddy.

A Juliana já gostava de animais desde criança, teve aquela fase “quero ser veterinária”, mas por essas coisas da vida acabou encaminhando a carreira para outra área. Trabalhou por mais de cinco anos como coordenadora de laboratório de análises clínicas, porém desmotivada resolveu ir em busca de um trabalho que não a prendesse por horas em frente a um computador .

Quando precisou de adestramento para sua cachorra, a Ava, uma pastora alemã “terrível”, acabou descobrindo o trabalho que, realmente, lhe daria a sensação de estar ajudando alguém. Ela já tinha o livro Adestramento Inteligente, do Alexandre Rossi, que é dono da Cão Cidadão, e gostava do método. Procurou um consultor e acabou encontrando no site da Cão Cidadão as sessões “Cursos e palestras” e “Trabalhe conosco”. Viu aí uma oportunidade de mudar a carreira. No fim das contas, não contratou ninguém e acabou virando adestradora.

A Ava, que faleceu há pouco tempo com quase 15 anos, é a grande motivação da Ju para trabalhar com comportamento animal. Ela admite que a família errou muito na educação da cachorra por total falta de conhecimento e uso de técnicas ultrapassadas. A pastora alemã despertou nela a uma grande paixão por adestrar com técnicas positivas e a fez entender que, para adestrar bem um animal, é preciso respeitar suas dificuldades e limitações e exercitar muito a perseverança e paciência.

Para se manter atualizada, a Ju lê livros da área e gosta muito de alguns especialistas como Victoria Stillwel, Sophia Yin e Ian Dubar. Eles inclusive têm blogs e sites que são interessantes tanto para profissionais quanto para donos. Ela procura também sempre estar alinhada com as técnicas de treinamento positivo, por meio de cursos e seminários. E ainda participa de reuniões semanais na Cão Cidadão, onde a equipe de franqueados se reúne semanalmente para discutir casos.

Bem, depois dessa longa apresentação (desculpa, gente, ela merece), vamos ao que interessa, a contribuição da Juliana. Ela irá escrever sobre todos os assuntos relacionados a comportamento animal, oferecendo pra gente, mães e pais de peludinhos, uma visão profissional sobre como podemos melhorar nossa relação com eles.

Nesse primeiro artigo, ela vem com uma questão interessante: Por que você tem um cachorro? Leia, há aspectos que podem servir tanto para você, quanto para aquele amigo que está pensando em ter um peludinho.

Seja bem-vinda, Ju!

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Por que você tem um cachorro?***

Ilustração - dono/cachorro

Algumas vezes por mês, vou falar com vocês sobre adestramento e comportamento animal no MFC. Vou falar sobre problemas comportamentais, dicas de treinos e produtos que podem ajudar na educação e melhorar o comportamento do pet. Então, o que essa pergunta tem a ver com esses temas?

Como adestradora, percebo que muitas das queixas dos donos e problemas comportamentais dos cães são decorrentes de falta de informação e de expectativas erradas quando adquiriram o pet (tanto através de compra, quanto de adoção). Por exemplo, uma família adota um cão pois precisa de um “cão de guarda”, mas logo começa a sofrer com latidos excessivos e destruição de objetos. Ou compram um cão para que as crianças tenham companhia para brincar, mas o cachorro não se dá muito bem com os pequenos. Existem casos (muito piores na minha opinião) em que as pessoas compram uma determinada raça pois gostam da aparência ou porque querem ter um cão de pedigree, mas o bichinho começa a demonstrar problemas  de comportamento “incompatíveis com a raça”. Aí começam as frustrações, reclamações e desistência do bichinho, o que infelizmente pode culminar com o seu abandono (e abandono não é só jogar o cão na rua, também é excluí-lo do convívio com a família, mesmo ainda dentro de casa).

O que quero dizer com isso é que, muitas vezes, quando trazemos um cão para dentro de casa e colocamos nele uma “função” – cão de guarda, cão de companhia para crianças, cão de exposição, etc – esqueçemos que antes de tudo, os cães têm suas características e necessidades específicas, as quais devemos priorizar quando decidimos adotar ou comprar um cão. Então, preciso entender que mesmo eu tendo comprado um cão para fazer companhia e brincar com as crianças, ele pode ser medroso ou tímido e deve ter essas características respeitadas e tratadas, para que não venham causar um problema, como agressão. Se quero um cão de guarda, que viverá no quintal para alertar a família quanto a perigos externos, mesmo assim, esse cão precisará de atividades e brinquedos adequados, treinamento, interação e carinho da família, durante sua vida toda! Posso desejar ter um cão de raça, belo e apresentável para exposições e competições, mas devo entender que antes de tudo, ele é um cão, precisa correr, brincar com outros cães, se sociabilizar, ou seja, fazer coisas de cachorro!

Compreender quais são as necessidades reais de um cão, entender sua forma de se comunicar (que é bem diferente da nossa forma humana), respeitar e ser paciente, são na minha opinião, as características básicas para um dono (ou pai!) de cachorro que quer ter um convívio equilibrado e saudável com seu pet. Sabendo dessas coisas, fica muito mais fácil lidar com os problemas que virão, e isso nos faz enxergar nossos cães como indivíduos, que têm particularidades que devem ser respeitadas. E cá entre nós, são essas particularidades que fazem cada cão tão especial!

Espero que eu consiga passar para vocês informações e orientações simples, claras e úteis, pois meu desejo é que todos tenham um relacionamento cada dia melhor com seu filho peludo!

*** Por Juliana Nishihashi, Adestradora e Consultora Comportamental da Cão Cidadão

 

Saiba por que os cachorros às vezes dormem de costas

DJ domindo meio de lado, meio de costas *rs*Os nossos peludinhos muitas vezes apresentam comportamentos engraçados e até de vez em quando estranhos. Um que sempre me intrigou é que às vezes eles dormem de costas. O de vocês também faz isso?

Bem, fui pesquisar e achei a resposta no livro “Os Cães Sonham? Quase tudo que seu Cão Gostaria que Você Soubesse”, de Stanley Coren, que já recomendei aqui no blog. Segundo o livro, a explicação é bem simples: para se resfriar.

O que acontece é o seguinte, os cachorros têm dificuldade para dissipar o calor quando fica quente demais. Como eles não transpiram, a não ser pela almofada das patas, a única reação deles às altas temperaturas é a respiração ofegante, que esfria um pouco o corpo através da evaporação da umidade da língua, mas esse processo impede o relaxamento necessário para dormir.

Por esse motivo, os peludinhos recorrem a outra estratégia na hora do sono nos dias de calor. O pelo da parte de baixo é consideravelmente mais fino e, às vezes, nem existe. Isso significa que, ao deitar de costas, ele expõe a parte menos protegida do corpo ao ar livre, permitindo que o calor escape mais fácil.

Interessante, né?