Como tornar seu filho cão um doador de sangue

DJ recebendo a transfusão de sangue
DJ recebendo a transfusão de sangue

 

Muitos de vocês já devem saber que nesta semana a DJ precisou de uma transfusão de sangue para aumentar o número de plaquetas. No post anterior, já havia contado que ela pegou a doença do carrapato e, por conta disso, tem passado por um tratamento intenso para superar essa horrível doença. Bem, muitas pessoas se surpreenderam ao saber que o sangue que a minha peludinha recebeu veio de um dos bancos de sangue caninos de São Paulo, e que para que o estoque seja mantido há cães que são doadores de sangue.

Como doar sangue é doar vida, tanto entre os humanos quanto entre os animais, por que não tornar o seu cachorro um doador? De acordo com o BSVET (Banco de Sangue Veterinário), há alguns critérios. São eles:

– Idade entre 1 a 8 anos
– Peso acima de 25kg
– Temperamento dócil
– Vacinado anualmente
– Nunca ter recebido transfusão
– Não estar sob tratamento médico
– Não ser obeso
– A fêmea não deve estar no cio nem prenhe
– Não ter tido contato com carrapato

Além de ajudar a salvar a vida de outros cães, nesse banco de sangue, o animal doador ainda passa gratuitamente por um check up e pode receber gratuitamente vacinas, antipulgas e vermífugos. Ah, e é bom salientar, não há desvantagem nenhuma de tornar seu cachorro um doador, a quantidade de sangue retirada é pequena, cerca de 450 ml, não causando fraqueza, desconforto ou dor.

Veja abaixo alguns bancos de sangue caninos do país:

São Paulo
BSVET – www.bsvet.com.br
Covet – www.covetsp.com.br/bancodesangue.html
Hemovet – www.hemovet.com.br
Pets & Life – www.petsandlife.com.br

Rio de Janeiro
Hemopet – www.hemopet.net/index.asp
Hemoraterapet – www.hemoterapet.com.br/

Belo Horizonte
Element Vital – www.elementvital.com.br/

Curitiba
PetTransfusion – www.facebook.com/pettransfusion

Salvador
Hemodog – https://hemodog.wordpress.com/

Manaus
Banco de Sangue Veterinário Amazonas – www.facebook.com/bancosangue.veterinarioamazonas

 

 

 

Compartilhar é a chave para encontrar a família de cachorros desaparecidos

Post que fiz para informar que o Lobo havia se reencontrado com sua mãe
Post que fiz para informar que o Lobo havia se reencontrado com sua mãe

Assim como eu, vocês que são de alguma maneira envolvidos com a causa animal devem ser impactados diariamente nas redes sociais com pedidos de compartilhamento de posts sobre cachorros perdidos. Infelizmente, ainda temos muitos casos, em geral, motivados por descuidos das famílias que, por exemplo, não identificam seus peludos com uma simples plaquinha. Falei desse tema aqui.

Como são muitos os desaparecimentos, às vezes, fica a sensação de que um simples compartilhamento no Facebook, no Twitter, no Instagram, não fará diferença, mas faz. Resolvi escrever esse texto justamente para mostrar com casos que foram solucionados por meio da intermediação do Meu Filho Cão como a internet e, sobretudo, as redes sociais são eficazes para reunir novamente cachorro e família.

Claro que nem todos os casos são resolvidos, mas há alguns fatores que podem contribuir para o sucesso da iniciativa e um deles é a rapidez da postagem. Foi o que aconteceu com o Lobo. No dia 11 de janeiro, um domingo, recebi um pedido via Instagram (instagram.com/meufilhocao) para divulgar a informação de que um cachorro havia sido encontrado no dia anterior, por volta das 17h30, na Vila Ré, Zona Leste de São Paulo.

Para a felicidade de todos, já no dia seguinte recebi a notícia de que a dona do cachorrinho, que havia sido achado tosado e estava aparentemente bem de saúde, havia sido localizada. A pessoa que resgatou o cachorro escreveu: “Brankinho que na verdade é Lobo volta para sua casa muito feliz!!! Jamais irei esquecer esse lindinho e a dona liberou para que possa ir visitá-lo, desde ja agradeço a força de todos, muitas coisas bonitas não podem vistas ou tocadas, elas sao sentidas dentro do coração e o que vocês fizeram por mim e pelo lobo, é uma delas. E eu agradeço do fundo do meu coração  Obrigada @meufilhocao por ajudar a divulgar e fazer parte dessa felicidade!!!!Brankinho que na verdade é Lobo volta para sua casa muito feliz!!! Jamais irei esquecer esse lindinho e a dona liberou para que possa ir visitá-lo, desde ja agradeço a força de todos, muitas coisas bonitas não podem vistas ou tocadas, elas sao sentidas dentro do coração e o que vocês fizeram por mim e pelo lobo, é uma delas. E eu agradeço do fundo do meu coração  Obrigada @meufilhocao por ajudar a divulgar e fazer parte dessa felicidade!!!!” . Muito legal, né?

Post em que comuniquei o desaparecimento do Sheik
Post em que comuniquei o desaparecimento do Sheik

 

Já outra medida que pode contribuir para a resolução dos desaparecimentos é a precisão dos compartilhamentos. No Facebook, por exemplo, é possível compartilhar em grupos do bairro onde o animal foi encontrado, com pessoas da cidade e usar anúncios pagos para direcionar a publicação.

Foi o que fiz para divulgar o caso do Sheik. No dia 3 de fevereiro, um amigo pediu para compartilhar a publicação de uma conhecida, que havia encontrado um cachorro perdido em Porto Alegre. Por volta das 12h, compartilhei o post e anunciei o post segmentando para pessoas da capital gaúcha. Menos de duas horas depois, já recebi um comentário na página de uma mulher dizendo que sabia de quem era o cachorro. Ela entrou em contato com a moça que havia resgatado o peludinho e pronto, caso resolvido. Demais, né?

Procura-se Cachorro – No Brasil, temos uma feliz iniciativa que tem ajudado bastante na localização de cachorros perdidos, o Procura-se Cachorro . Para cadastrar um cachorro desaparecido ou encontrado no site, você primeiro tem que se inscrever nesse link para ter acesso ao formulário. Após a inscrição, faça o login e você será direcionado para a área Minhas ocorrências. Clicando nesse link você poderá cadastrar o cão desaparecido, achado ou para doação.

Site Procura-se Cachorro
Site Procura-se Cachorro

Ofereça o maior número de informações possíveis como local onde o animal foi encontrado ou desapareceu, cor, porte, data da ocorrência para aumentar as chances do reencontro. Após o cadastro, a ferramenta, que foi construída a partir do sistema de mapas do Google, cruza informações e monitora os animais cadastrados através de geolocalização e características físicas. O sistema avisa o usuário cada vez que o anúncio tiver correspondência, seja por descrições semelhantes ou proximidade.

Como eu disse acima, também é bastante eficiente compartilhar os desaparecimentos diretamente nas redes sociais. Listei abaixo alguns grupos e páginas do Facebook destinados a compartilhar informações sobre animais perdidos. Se você conhecer algum outro canal divida com a gente, pois quanto mais compartilhamento, certamente, mais chance de reunir o peludinho e sua família.

Belo Horizonte – Anjos de Patas – Perdidos e Achados
Curitiba – Cães e gatos Curitiba (Achados e Perdidos)
Florianópolis – Animais achados e perdidos Florianópolis
Fortaleza – Achados & Perdidos – Pets Fortaleza
João Pessoa – Animais achados e perdidos
Porto Alegre – Animais perdidos em Porto Alegre
Recife – Animais achados e perdidos em Recife e região metropolitana
Rio de Janeiro – Cachorros perdidos Rio de Janeiro
Salvador – Animais perdidos Salvador
São Paulo – Animais perdidos em SP,  Cachorro perdido na Granja Viana,  Animais encontrados e perdidos no Morumbi
Vitória – Cães e gatos achados e perdidos na Grande Vitória

Filho cão <3 Filho humano: histórias de famílias que deram certo

A família da Dorinha e da Catarina.
A família da Dorinha e da Catarina.

Hoje eu vou contar a história da Dorinha e da Catarina e também do Pedrinho, da Maria Clara, da Carolina, da Marie, do Gael e da Lin, filhos cães (tem até uma filha gata) e filhos humanos de famílias que conseguiram unir o melhor dos universos humano e animal. E por que resolvi falar deles? Porque é comum lermos por aí anúncios de doações de cachorros e também de gatos que são retirados das famílias com a chegada de bebês. Apesar de termos muitos artigos e reportagens com orientações sobre como adaptar o pet à chegada do novo integrante da família, podemos afirmar que essa triste situação é corriqueira.

Então, resolvi partir de exemplos práticos e oferecer algumas dicas para que essa adaptação não seja traumática. Sim, dificuldades existem, mas são perfeitamente superáveis. Nessas duas famílias, os pets vieram antes dos filhos humanos. No caso da Dorinha e da Catarina, por exemplo, a filha cão Dorinha chegou à vida da professora e tradutora Thaise Venturini Pregnolatto de Mello três meses antes dela descobrir que estava grávida. Já no caso da família de Pedrinho e cia, os filhos humanos vieram só seis anos depois dos filhos cães.

As duas histórias têm suas semelhanças e suas diferenças, mas nos dois casos há um elemento em comum, nenhuma das duas famílias cogitava se desfazer dos pets por causa dos bebês. “Quando compramos a Dorinha, nós já estávamos tentando engravidar. Cachorro e bebê nunca foram excludentes na nossa concepção”, afirma Thaise.

Para que não houvesse traumas na adaptação, Thaise conta que leu bastante e se dedicou a treinos com Dorinha durante a gravidez. Ela diz que passava bastante tempo com a schnauzer no quarto que seria da bebê a ensinando a esperar deitada enquanto estivesse na poltrona de amamentação ou no trocador (veja o vídeo abaixo). “Não era um ambiente proibido, mas ela sabia que ali existiam regras diferentes do resto da casa, ao qual ela tem acesso irrestrito”, explica.

 

Outra estratégia usada por Thaise foi separar peças usadas pela Catarina ainda na maternidade para que Dorinha cheirasse. Pouco antes de Thaise dar à luz, a peludinha foi levada para casa dos avós e nesse período foi adaptada ao cheirinho da Catarina. “Repetimos esse processo por mais ou menos duas semanas, o tempo em que ela ficou na minha mãe depois que a Catarina nasceu. Minha mãe chegou, nesse intervalo, a trazer a Dorinha para visitar a Catarina em casa, mas a levou de volta – não por nada, mas porque eu estava sozinha em casa cuidando da bebê recém-nascida e não teria condições de dar atenção para a Dorinha também”, conta Thaise.

A chegada do bebê é, realmente, um momento crucial na relação com o pet. No caso da Ana Liao, servidora pública e fotógrafa, foi marcante o momento em que chegou da maternidade com a pequena Lin nos braços. Ela conta que abriu a porta e deixou os três cachorros que tinha na época cheirarem o bebê já na porta. “Eles cheiraram, lamberam o pezinho dela e entraram em casa. Eu pedi licença para a Lin entrar”, diz.

A família de Ana Liao no aniversário do Zip, já falecido
A família de Ana Liao no aniversário do Zip, já falecido

Problemas podem ser resolvidos – No caso da Ana, a situação foi um pouco diferente. Ela tinha Zip e Poli, já falecidos, quando adotou Gael, que na época tinha oito anos, e teve alguns problemas inicialmente porque julgava que o menino não tratava bem os bichos. Nada que uma boa conversa não resolvesse e hoje Gael vê os peludinhos como irmãos.

Já no caso da Lin o maior problema que Ana enfrentou foi de logística. “Eu tinha que amamentar e cuidar do Zip que estava doente. Então, entre uma mamada e outra fazia nebulização nele”, relata.

Na casa da Thaise, a maior dificuldade enfrentada até hoje é fazer a Catarina dormir quando passa alguém no hall do andar. Dorinha late bastante e com muita frequência acorda o bebê nessas situações. “Melhorou muito e quando passa alguém no hall e ela já me olha, esperando o s’hhhh, Dorinha!, mas às vezes o hábito fala mais alto”, diz.

Thaise admite sua parcela de culpa por não ter se dedicado a corrigir de verdade o problema, apenas reage quando ele surge. Ela conta ainda que na casa da avó, onde Dorinha tem zero compromisso com disciplina, os transtornos são ainda maiores. “Cada um que chega em casa acorda a Catarina”, lamenta.

O que os especialistas dizem – No livro “O Cão de família”, o especialista em comportamento animal Alexandre Rossi e a médica veterinária Alida Gergen afirmam que é muito comum os cachorros associarem a perda de atenção com a chegada do recém-nascido.

Como eles dizem e é verdade é impossível que o casal continue a dar ao peludo a mesma atenção de antes, o ideal é que se treine uma “redução de interesse” durante a gravidez. E essa estratégia é até simples de implementar, basta ignorar algumas tentativas do bichinho de conseguir carinho.

Quando o bebê chegar, se o cachorro for ignorado ou receber broncas com sua aproximação é claro que vai associar aquele novo indivíduo a uma coisa ruim. Então, o ideal é fazer o contrário, associar a presença do bebê a elementos agradáveis, como um petisco ou carinho, por exemplo. Outra boa dica é ligar o cheiro do nenê a coisas boas: esfregue um pano no recém-nascido e coloque embaixo do prato de comida, por exemplo.

Já se o peludo não puder entrar no quarto do bebê, o recomendado é que essa proibição seja colocada em prática antes dele chegar.

Tanto para os profissionais quanto para as mães só há aspectos positivos na criação de uma criança junto com um animal de estimação. No livro, Alexandre Rossi e Alida Gerger defendem que a convivência com um bicho permite que a criança desde pequena vivencie lições de respeito, responsabilidade e amor. Thaise concorda: “Gosto muito de pensar que estou criando uma pessoa que vai amar os animais, respeitá-los, cuidar deles e se sentir responsável pelo seu bem-estar como um todo”. Já Ana enfatiza: “As crianças que crescem com bichos ficam muito mais humanas, aprendem desde cedo a dividir e também o significado do amor puro e verdadeiro”.

 

 

Toddy foi à festa da Estopinha

Estopinha e Alexandre

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A dona da festa com seu pai, Alexandre Rossi

 

No último domingo, levei meu filho baladeiro, o Toddy, à festa da cachorra mais famosa do Brasil: a Estopinha. O evento** realizado na Casa 92, na Zona Oeste de São Paulo, foi para comemorar a marca de 2 milhões de fãs na página do Facebook da vira-latinha e terá o lucro doado para duas organizações de apoio a animais abandonados, Ampara Animal e o Abrigo do Jello.

A festa teve inúmeras atrações e pela quantidade de humanos e cachorros de diferentes tamanhos, posso avaliar que foi sucesso de organização. Ao todo, havia 350 convidados humanos e 125 cães que ficaram espalhados pelos vários cômodos do espaço

Logo ao chegar, enfrentamos uma pequena fila. A demora se tornou um pouco mais incômoda por causa do sol ardido. Na fila, adestradores da Cão Cidadão, empresa do pai da Estopinha, monitoravam o fluxo oferecendo água e petiscos aos dogs e também conferindo se o tamanho do cachorro correspondia ao indicado no ingresso. Só explicando, houve um número limitado de entradas para cachorros pequenos, médios e grandes e foi necessário verificar cada ingresso para checar se o dono havia comprado o ingresso pro tamanho certo.

De cara, já percebemos que nossa balada canina ia ser divertida e também exaustiva. O Toddy, nosso galã-bagunceiro-folgado, não ficava de jeito nenhum no colo. Como estava muito quente, queríamos evitar que ele queimasse as patinhas, mas quem disse que ele parava quieto. Nem a pau, queria mesmo era ficar no chão, cheirando e montando (ai, que vergonha) em todas as cachorrinhas. Quando avistou o primeiro pote de água, não se fez de rogado e mandou logo meio litro d’água pra dentro. Abastecido, já arrumou a primeira confusãozinha, tentou montar numa vira-latinha, que, obviamente, ficou p** da vida e já deu um chega pra lá nele. Também interagiu com alguns dos adestradores, sentando prontamente pra ganhar petiscos. Figuraça.

Toddy passeando no colo na festa da Estopinha
Toddy passeando no colo na festa da Estopinha

 

Ao entramos, ele estava bastante ansioso pra cheirar tudo e todos. Em geral, ele é muito dócil com outros cachorros e também com humanos, mas na festa parecia que queria dominar o pedaço. Não podíamos vacilar que lá ia ele tentar montar nos outros convidados da espécie dele.

O local da festa era dividido em quatro espaços e apenas em um local fechado, monitorado por adestradores, era permitido soltá-los. Em todos os outros, o uso de guia e coleira era obrigatório. Bem, sempre pensando positivo, quis logo levá-lo pra fazer novas amizades no espaço livre. Até porque ele nunca tem chances de interagir livremente com outros cachorros, por questão de segurança sempre o mantemos preso nos passeios na pracinha. Decepção, o cara causou legal. Ficou doidão, correndo alucinadamente de um lado pra outro e montando, claro. Até que, em certo momento, topou com uma garota brava e foi aquela confusão.

Após uma bela bronca, retiramos o pitdog desse espaço e passamos andar com ele o tempo todo na coleira, foi quando conseguimos andar pelo restante do local e falar com outros pais e mães de cachorrinhos. Também demos entrevista! Vejam no vídeo aqui, a partir do minuto 1, o pai dele falando sobre a importância de eventos beneficentes para cachorros abandonados.

Com os humanos, foi só alegria. Ele deixa passar a mão, lambe, brinca, parece demonstrar que adora ser paparicado. As pessoas ficam encantadas com a cor diferente dele e costumam perguntar de que raça ele é. Sempre respondemos, a melhor de todas, Vira-Lata. Alguns, inclusive, reconheceram-no do perfil no Instagram :-).

As atrações e a dona da festa – Bem, voltando à festa, havia algumas atrações como uma cabine de fotos instantânesa, o salão de beleza pet e a mesa de parabéns para a Estopinha. Além de potes de água espalhados por todo o local, os dogs também podiam se deliciar com a Dog Beer, a cerveja pra cachorros (leia mais aqui), ou seja, não dava pra ficar entediado.

Quando a Estopinha chegou com a família, claro, foi aquele alvoroço. Todos parando e querendo tirar fotos com ela, os pais e o irmão Barthô. Eles passaram por todos os ambientes com o objetivo de falar com o maior número de pessoas possível. O Toddy teve uma pequena interação com a dona da festa. Ela deu uma cheiradinha nele, mas felizmente não montou nela. Foi muito rápido *rs*

Ampara Animal e Abrigo do Jello – Ao todo, foi arrecadado cerca de R$ 18 mil, essa quantia com a devida dedução de impostos, será destinada, pelo segundo ano consecutivo, à Ampara Animal, que também  foi beneficiada com o lucro de uma festa promovida pela Estopinha no ano passado (leia como foi). A instituição, que neste ano completa cinco anos, atua em diversas frentes, como promovendo eventos de doação e realizando mutirões de castração em comunidades carentes.

Já o abrigo do Jello, de onde veio o Bartho, irmão da Estopinha, é uma ONG localizada em Campo Limpo Paulista, em São Paulo, que recolhe cães e gatos abandonados nas ruas. Após castração e assistência médica os animais são destinados à doação. Na página do abrigo no Facebook você encontra alguns disponíveis.


** O evento foi organizado por Karen Braune e Vanessa Tamaso, da Braune & Tamaso Assessoria, que contaram com apoios como Bayer, Pet Mode On, Sinteglas, Cãolinária, Casa 92, Petbox entre outros. O MFC parabeniza os envolvidos!

O legado da Mocinha

Toddy com o livro "Desistir Nunca foi uma Opção"
Toddy com o livro “Desistir Nunca foi uma Opção”

Antes de começar a acompanhar a história da Mocinha pelo Facebook, não conhecia nenhum caso público de adoção de cachorros especiais. Era julho de 2013 e a tutora da vira-latinha que havia ficado tetraplégica, a atriz Julia Bobrow, dividia com os seguidores da página o dia a dia da peludinha.

Claro que Mocinha não foi o primeiro animal deficiente a ser adotado. Eu mesma nessa época já tinha a DJ, que é ceguinha de um olho. Mas, para mim, o diário da vira-latinha compartilhado nas redes sociais jogou luz sobre uma questão até então pouco debatida, que a eutanásia não deve de maneira nenhuma ser a única opção para cachorros e outros bichos nessas condições.

Além de esclarecer as pessoas sobre como é possível dar condições dignas de vida a um animal deficiente, a Julia já promovia, enquanto Mocinha era viva, ela morreu em setembro de 2013, um trabalho social na página, compartilhando histórias de outros peludinhos com deficiência e divulgando aqueles que ainda estavam à espera de um lar.

Logo após a morte da cachorrinha, a missão social de Mocinha foi intensificada. Júlia lançou produtos ligados à história da cachorrinha como livro, camisetas, canecas e bichinho de pelúcia. Todos com renda revertida para a causa animal.

 

O livro, lançado em dezembro de 2013, é uma emocionante viagem pela história da vira-latinha. Recheado de belas imagens, a obra não se limita a falar apenas sobre a doença degenerativa que vitimou Mocinha, conta também como era a convivência com suas irmãs caninas, Lola e Laica, mostra a rotina quase normal da cachorrinha que fazia, por exemplo, passeios pelo bairro e pelo parque, e explica como um conjunto coordenado de terapias fez diferença no prolongamento da vida da peludinha.

Como falei acima, os produtos gerados da história da Mocinha ainda incluem outros itens. Um dos que eu tenho mais gosto é a camiseta ilustrada pela Ô de Patas. O bichinho de pelúcia, estilizado como Mocinha, também é fofo.

Theo com a pelúcia da Mocinha
Theo com a pelúcia da Mocinha

Com a renda obtida com a venda desses produtos, Julia consegue custear resgates e processos de adoção de peludinhos que muito provavelmente não teriam chances. Um desses casos foi o da Hera. Vítima de estupro, a cachorrinha foi resgatada pela atriz em Embu-Guaçu, região metropolitana de São Paulo, em péssimas condições físicas. Passou por tratamento, se recuperou e, alguns meses depois, para surpresa da Júlia deu à luz filhotinhos. Todos foram devidamente castrados e doados a tutores responsáveis. Outro que se beneficiou da renda gerada pelos produtos foi o Super. Alvo de tiros de chumbinho, o cachorrinho sofreu bastante para se recuperar, mas graças à dedicação de Julia hoje está saudável e ainda espera por adoção.

Bem, essas são só duas histórias de finais felizes frutos do legado da Mocinha. Se você quiser ajudar a manter esse belo trabalho e ainda por cima comprar produtos fofos e de grande significado aqui vai o roteiro:

  • Camisetas, caneca, button, imã e bichinho de pelúcia podem ser adquiridos na For Pet Lovers
  • Livro “Desistir Nunca Foi uma Opção” estão à venda em livrarias como a Saraiva e a Cultura.

 

Se você quiser saber mais sobre a incrível jornada de Mocinha clique aqui. Vale a pena!