Paçoca é o novo integrante da família Meu Filho Cão

Paçoca, o mais novo integrante da família
Paçoca, o mais novo integrante da família

 

Vocês se lembram que no dia 17 de abril eu compartilhei um post no Facebook e no Instagram dizendo que havia resgatados dois cachorrinhos que ganharam nomes provisórios de Paçoca e Pipoca? Pois bem, o Pipoca, que hoje é Klimt, ganhou uma super mãe menos de uma semana depois, como contei nesse post, já o Paçoca foi ficando no lar temporário, a casa dos meus pais. Foi ficando, ficando, ficando e … ficou! Ele agora é o mais novo integrante da família Meu Filho Cão.

Primeiro, vou esclarecer que ele não vai morar comigo, será criado pelos avós, assim como o nosso saudoso Ozzy. O que não será nenhuma tristeza, pois ganhou um quintalzão enorme e a dedicação exclusiva da vovó. Verá os irmãos nos fins de semana :-).

O meu plano a princípio era doá-lo a uma família responsável como aconteceu com o Klimt. Como moro em um apartamento pequeno e já tenho três filhos cães é impossível adotar mais um. Porém, a vovó se apegou ao Paçoquita. Quando levamos o branquinho ela já ficou abalada, no entanto, ainda precisávamos convencer o vovô, que não queria mais ter um cachorro. A sorte é que o Paçoquinha foi bem esperto e ficou super amigo do vovô.

Um cachorrinho para a melhor idade – Por essas coincidências boas da vida, o mais novo integrante da família MFC tem uma personalidade muito tranquila, adequada para um casal da terceira idade. Nesse um mês, ele deu apenas três latidos, ao chegar visitantes à casa ele não pula e fica super feliz de comer, dormir e brincar com a bolinha no quintal. A única coisa que pede é para sair todos os dias, de manhã e à tarde, para o cocô e xixi na rua. Mas até aí tudo bem né porque a vovó passa a ficar obrigada a fazer um exercício *rs*.

Levamos ele ao veterinário, fizemos exame de sangue e a única doença que ele tinha era uma inflamação no ouvido, que já foi resolvida. Agora, só precisa ser castrado, o que devemos providenciar no próximo mês.

O Paçoca se deu super bem com a DJ e o Theo, mas temos um desafio pela frente, fazermos o coroné Toddy aceitá-lo. Na primeira vez que se viram rolou briga. Na verdade, briga não, o Toddy o encurralou na parede para atacá-lo. De lá pra cá, eles já passearam juntos, rolou uma treta, mas em casa foi tudo bem. No último domingo o coroné deu uma canseira nele, marcação cerrada, mas não rolou atrito. Acho que já, já eles estarão super acostumados um outro 🙂

Uber Pet é cancelado sem aviso e transporte de cães volta a ficar difícil

A mãe da Fiona ao usar o Uber após o cancelamento do Uber Pet
A mãe da Fiona ao usar o Uber após o cancelamento do Uber Pet (Crédito: Danielle Mesquita)

 

Qual não foi a minha surpresa quando às vésperas da quimioterapia da DJ, no dia 25 de abril, descubro que o Uber Pet foi desativado. Nunca havia usado o serviço na categoria pet, mas desde que a opção foi lançada li diversos relatos sobre a excelência do atendimento.

Então, crente que o serviço ainda estava ativo, entrei no aplicativo um dia antes pra estimar o valor da corrida. Mexo, fuço e não encontro o Uber Pet. Peço ao papito pra olhar no celular dele e nada. Vou, então, ao site do Uber, Facebook e Twitter e nenhuma menção sobre o serviço. Daí tive a ideia de fazer a pesquisa “uber pet” no Twitter. Me deparei com vários relatos de pessoas também surpresas com o sumiço da opção, outras que haviam questionado o Uber sem resposta e pior relatos péssimos de mães e pais de cachorros que já tinham usado Uber após a desativação do Uber Pet. Sim, o serviço foi descontinuado e a empresa não comunicou os usuários, ao contrário do que fizeram no lançamento, quando os usuários receberam e-mail e posts nas redes sobre a novidade.

Assim como outros tutores, no mesmo dia, questionei a empresa pelo Twitter e não obtive resposta. Mesmo assim decidi que usaria Uber, já que não tinha outra alternativa. Na ida à clínica que fica na Vila Prudente, Zona Leste de São Paulo, eu moro na Zona Sul, só para vocês terem uma ideia, eu e a DJ ganhamos uma carona do papito. Na volta, então, tivemos de pedir o Uber.

DJ voltou a fazer quimioterapia
DJ voltou a fazer quimioterapia

Fiz a primeira solicitação, um Uber X, após chamar o motorista pelo aplicativo, liguei para perguntar se ele aceitava animais. Tinha lido no Facebook que essa era a nova orientação da empresa, ligar após fazer o pedido. Aqui, abro um parênteses para dizer que acho isso, no mínimo, um saco, já que se uso um aplicativo pra chamar um serviço, não quero telefonar a não ser em caso de urgência. Mas ok liguei.

De primeira, o motorista já me perguntou qual era o tamanho da cachorra. Respirei fundo, respondi que era de tamanho médio. Em seguida, ele indagou: “Solta pelos?”. Oi, é uma cachorra!! Não respondi assim, claro, disse muito educadamente que sim ela solta pelos. Ele me respondeu por fim que não poderia nos transportar.

Parti para uma segunda chamada, já bem aflita pois estava atrasada para o trabalho. Mesmo procedimento. O segundo motorista falou que poderia nos levar se tivéssemos “algum pano”. Disse que estava munida de uma fralda, que absorveria vômito, caso houvesse. Ele topou a corrida para o meu alívio. Vale lembrar aqui que quando existia o Uber Pet os carros já vinham preparados, com capa protetora de banco.

O atendimento do motorista foi ok, e a DJ foi uma linda, ficou calminha e não vomitou, apesar de estar num carro desconhecido.

Mais relatos – Para saber como tem sido o atendimento a outros pais e mães de dogs, falei com algumas amigas e uma mãe de cachorro que contactei pelo Facebook. Na opinião de Danielle Mesquita, mãe de uma golden retriever e da bulldog francês Fiona, o cancelamento do serviço foi decepcionante. Ela me contou que usava o Uber Pet quase diariamente e ficou muito ofendida com o tratamento que recebeu do motorista. “Outro dia, tive que pedir um Uber. Liguei para o motorista para saber se havia problema da bulldog ir comigo. Ele fez uma série de perguntas e eu me senti muito ofendida”, diz Danielle.

A mãe da Fiona relatou que na conversa por telefone o motorista alegou que não aceitaria a corrida pois se tratava de uma raça brava e que soltava pelos. Após dar garantias de que a cachorra não tem essas características e iria no colo o motorista topou levá-las. “A Fiona teve que ir no meu colo, não podia passar para o banco de jeito nenhum”, afirma.

Danielle ainda ficou chateada com o silêncio do Uber após uma reclamação que fez na Página da empresa. Ela foi insultada por outro fã da Página que comentou que ela “deveria ter carro” para levar sua “cachorra imunda” pra onde quisesse. “O Uber não se pronunciou em nada”, lamenta.

Experiências com outras empresas – Outra usuária que ficou decepcionada com o cancelamento do Uber Pet sem aviso foi a Marília Juste, mãe da Cacau e da Flocos. Ela já tinha usado o serviço antes da desativação e ficado satisfeita. Porém, quando descobriu que não havia mais o Uber Pet decidiu usar a 99Taxi, que tem uma opção “Animais de Estimação”. “Eu liguei para o motorista para confirmar e ele não fazia ideia de que se tratava de corrida com um animal”, revela.

Após explicar que sua cachorra é pequena o motorista aceitou a viagem a contragosto. “Foi como se ele estivesse me fazendo um favor”, reclama.

Os cancelamentos de corrida com cachorro em táxis era comum na vida da Elida Oliveira, mãe da Serena, por isso ela comemorou quando o Uber Pet foi lançado. Após a desativação, ela usou o Uber comum e dentre as experiências que ouvi foi a menos pior. “O moço olhou meio assim, mas eu disse que deixaria ela quietinha no chão do banco da frente. Daí ele concordou e disse que também tinha cachorro”, relata.

À esq., Cacau não curtiu a experiência no 99 Táxi, já Serena teve viagens boas no BlaBlaCar (Créditos: Marília Juste e Elida Oliveira)
À esq., Cacau não curtiu a experiência no 99 Táxi, já Serena teve viagens boas no BlaBlaCar (Créditos: Marília Juste e Elida Oliveira)

 

Um ponto interessante na experiência da mãe da Serena é que ela não encontrou no aplicativo do Uber uma maneira de falar antes com o motorista, o que acende um alerta para a dificuldade no procedimento de ter que ligar para confirmar a corrida.

Além do Uber e táxis, a Elida também já experimentou o BlaBlaCar, um aplicativo de compartilhamento de viagens intermunicipal. Na plataforma os usuários têm de indicar suas preferências. Por exemplo, se gosta de ouvir música, se permite fumo e se aceita animais. A Elida, então, resolveu testar o serviço em uma viagem São Paulo-Curitiba-São Paulo com a Serena, que tem mais de 10 kg. “Foi tranquilo. Só tive que pagar dois assentos, mas foi mais barato do que uma viagem de avião”, avalia.

Para ser aceita na viagem, ela também forneceu uma capa para o banco e um cinto de segurança para cachorros. Foi bom porque a Sereninha vomitou no trajeto de volta. Faz parte, né Sereninha? 😉

O que o Uber diz (ou não) – Procurei a assessoria do Uber na última quarta (18) para saber o que a empresa diz sobre o cancelamento sem aviso, as reclamações dos usuários e se há possibilidade da opção ser reativada. A empresa entrou em contato por e-mail e telefone, porém não respondeu às seguintes perguntas que enviei:

– Por que o Uber não informou os usuários (e-mail, redes sociais…) sobre a desativação do Uber Pet?

– Eu e outros usuários que entrevistei relataram diversas dificuldades em usar o Uber com seus animais após a desativação do serviço. No meu caso, o primeiro motorista recusou a corrida porque minha cachorra solta pelos e é, na opinião dele, grande (15kg) e o segundo aceitou após muita insistência. O que vocês têm a dizer sobre essas situações?

– Vocês avaliam a possibilidade de reativar o serviço após as reclamações dos usuários?

A empresa se limitou a enviar uma nota oficial que vocês podem ler na íntegra abaixo.

Resumo da história, mais uma vez voltamos à estaca zero no transporte de cachorros, especialmente se eles forem de médio e grande porte.


 

Nota do Uber na íntegra:

No Brasil, todos os serviços prestados pelos motoristas parceiros da Uber passaram a ser pet friendly – ou seja, animais de estimação podem ser aceitos por eles. Ao logo do tempo aprendemos que motoristas parceiros cinco estrelas sempre tem um objeto para proteger os bancos e assim proporcionar uma viagem cômoda para seus usuários e respectivos animais.
Passageiros também podem estar sempre preparados. Já vimos exemplos de pessoas que mantém uma canga para que possam proteger os bancos do carro do motorista parceiro.

Vale destacar que para animais de serviço a aceitação é obrigatória e prevista em Lei.

Aplicativo mostra quais raças predominam no seu vira-latas

Tela inicial do What's my mutt?
Tela inicial do What’s my mutt?

Ta, eu também acho o vira-latas a melhor raça do mundo. Também sei que muitos dos SRDs (Sem Raça Definida) brasileiros são fruto do cruzamento com outro vira-lata. Mas quem nunca ficou com curioso para saber se há alguma mistura de raças no passado do seu filho ou da sua filha de quatro patas? Eu já fiquei, confesso.

Bem, esses dias navegando no Facebook, descobri por um post do iHeartDogs, que uma veterinária do Arkansas, nos Estados Unidos, criou um aplicativo chamado What’s my mutt?, que determina qual é a mistura de raças do vira-latas.

Claro, né, que baixei. Estava um pouco descrente, nos EUA, a mistura de raças costuma ser em em muito menor escala do que no Brasil, ou seja, imaginei que o nível de precisão com os nossos SRDs seria baixo. Me enganei! Fiz o teste com os meus três filhos e os resultados me impressionaram, achei que chegaram bem perto do que pode ser a realidade.

Critérios do aplicativo

Para definir a mistura de raças do dog, o app usa sete critérios: peso, tamanho da pata, formato do rabo, tipo da orelha, formato do focinho, tipo de pelo, cor e padronagem do pelo. Nada de foto, o que achei bom, pois não acredito em identificação por imagem.

Olhem a misturinha do Toddy, da DJ e do Theo <3
Olhem a misturinha do Toddy, da DJ e do Theo <3

 

Em todas as opções, o aplicativo indica raças parecidas com aquela determinada característica. Por exemplo, na classificação tamanho da pata há cinco opções, muito curta, curta, média, alta e muito alta. Na opção curta, o app dá como referência as raças pug, bulldog inglês e brussels griffon. Ao fim das sete etapas, o What’s my mutt? indica as três raças predominantes no seu vira-lata.

Para vocês entenderem melhor, fiz um passo a passo das telas, pois o app está em inglês. Ele está disponível apenas pra iOS e custa US$ 0,99. Parte da renda vai para a instituição Last Hope K9 Rescue, que resgata animais nos EUA.

Aah, e não deixem de ver as misturinhas do Toddy, do Theo e da DJ, segundo o What’s my mutt?

 

 

O câncer da DJ voltou

DJ voltou a fazer quimioterapia
DJ voltou a fazer quimioterapia

 

Os pais e mães de peludinhos que sofrem de câncer passam por diversos momentos difíceis, desde que recebem a notícia da doença até a partida dos seus filhos. Nesse meio tempo, uma situação bastante penosa para o tutor ocorre quando, como dizem os médicos veterinários, há a recidiva da doença ou, em palavras mais claras, quando o câncer volta após tratamento ou cirurgia. Foi o que aconteceu com a DJ.

A princess passou pela última sessão de quimioterapia no dia 7 de janeiro. De lá para cá, o estado de saúde dela vinha sendo monitorado com exames mensais de sangue e de imagem, além da consulta clínica, em que a veterinária apalpa alguns pontos-chave, como pescoço e coxas, para saber se houve aumento dos gânglios linfáticos. Infelizmente, na última consulta, além de uma baixa acentuada nas plaquetas, a veterinária também detectou que os linfonodos estavam aumentados na parte traseira das patas.

A solução apresentada pela médica foi retomar a quimioterapia seguindo outro protocolo, junto com a administração de Prednisona para ajudar no aumento das plaquetas. As primeiras drogas quimioterápicas aplicadas na DJ eram injetáveis. Ao todo foram 16 sessões distribuídas em seis meses. Agora a quimioterapia será via oral. De acordo com a médica, trata-se de um protocolo mais agressivo contra o câncer, porém com efeitos colaterais mais acentuados,  mais vômito, diarreia e pode até haver comprometimento da função hepática.

No dia 25 de abril, a DJ foi submetida à primeira sessão de químio dessa nova fase. Nesse dia, ela ainda recebeu drogas do protocolo antigo para ajudar no aumento das plaquetas, que ainda estavam baixas. Nessa semana, ela já estava melhor e começou a receber o outro tipo de quimioterapia.

Efeitos colaterais – Infelizmente, após a sessão do dia 25 a DJ teve fortes efeitos colaterais, uma diarreia severa e vômito baquearam a bichinha. Inicialmente, por orientação da veterinária, administramos Floratil e um antibiótico. Porém, após dois dias de medicação, não houve melhora e tivemos de levá-la para tomar soro e medicação na veia.

Mas a DJ é porreta mesmo. Com esse procedimento, em um dia ela já estava super esperta e com apetite. Torçam por ela. #forçaDJ

 

Tirar da rua, cuidar e doar a um tutor responsável = Vitória!

Klint e sua nova mommy, Ana
Klint e sua nova mommy, Ana, no dia da adoção

 

No último post, a gente falou aqui no MFC sobre o que fazer para resgatar um cachorro de rua. Destacamos que ajudar um bichinho abandonado não se limita a tirá-lo da rua. Comprometimento com os cuidados pós-resgate, achar um lar temporário e encontrar uma família responsável para adotá-lo fazem parte das obrigações de quem resgata.

Simples não é, claro. Mas para quem ama os animais de estimação ver esse ciclo ser cumprido é uma grande vitória. Tivemos a felicidade, eu e o meu marido, de cumprir essa missão com um peludinho que resgatamos no dia 17 de abril. Ele estava prostrado na rua do nosso prédio, não conseguia andar e não se alimentava. Estava acompanhado por outro cachorrinho que, aparentemente, o incentivava a caminhar mesmo com dificuldade. Vendo aquela situação triste, nós o levamos ao veterinário e conseguimos um lar temporário para eles. Sim, para eles. Não íamos deixar o outro largado na rua. 

No mesmo dia do resgate, já compartilhei a história do dois no Facebook. Para minha surpresa, já surgiu uma interessada. Uma colega do meu marido viu a foto do então Pipoca e se apaixonou. Porém, antes de alguém adotá-lo, tínhamos alguns compromissos, verificar se ele não havia fugido, dar vacina, vermifugar e castrar. Esse último procedimento deveria aguardar algum tempo, pois ele estava bem debilitado, ao menos uns 3 kg abaixo do peso mínimo.

Bem, no dia 23 levamos o Pipoca para a interessada conhecer no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Seu companheiro Paçoca também foi, afinal a gente sabe que o contato ao vivo é bem diferente e talvez a moça gostasse mais do Paçoquinha. Mas não, ela curtiu mesmo foi o branquinho. Foi paixão à primeira vista!

Klint

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O dia que o Klint chegou à casa nova

Conversamos bastante sobre os prós e os contras de ter um cachorro, como a rotina dela seria impactada e a candidata a mãe de cachorro, para nossa felicidade, fez diversas perguntas, mostrando-se já super interessada em obter o máximo de informações para levá-lo naquele dia. Ela se comprometeu a castrá-lo e adorou todas as nossas sugestões: creche, adestramento e algumas regrinhas a serem seguidas para ensinar aquelas coisas básicas, como xixi e cocô.

E assim foi. O Pipoca, agora Klint, partiu para a nova casa. Hoje faz uma semana que ele ganhou uma nova mãe, a Ana. Foi à veterinária, que pediu exames de sangue, coração e fezes. Se estiver tudo bem, ele poderá ser castrado. Eba! Já tem um passeador, vários brinquedinhos, e a mãe nos contou que quase chorou ao ver a festa que ele fez ao vê-la chegar após o trabalho.

Viva, estou muito realizada! O Klint será já é muito feliz 😀 <3