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Como adaptar a rotina do cão para o nascimento do bebê

Amamentando Maria Eduarda com Theo e Toddy
Amamentando Maria Eduarda com Theo e Toddy presentes (Crédito: Meu Filho Cão)

 

Quem acompanha o MFC sabe que os meus filhos cães ganharam uma irmãmana (irmã + humana) faz nove meses. Por esse motivo, tive de fazer algumas adaptações na rotina deles para o nascimento do bebê. Afinal para a harmonia de uma família com crianças e cachorros é fundamental que se criem regras.

A principal delas, na minha opinião, é que os “bichinhos” das diferentes espécies têm de entender quando podem ter acesso aos humanos adultos. Por exemplo, se você decide que vai trocar o bebê na cama de casal e não quer, ao menos no início, que o cachorro não pule na cama ou em você e atrapalhe esse momento, então ,terá de ensiná-lo que nessa hora ele terá de ficar fora do quarto, comportado. Acredite em mim, não basta fechar a porta, se o peludo tem o hábito de arranhar a porta ou latir, isso vai te perturbar também, especialmente se você for mommy de primeira viagem.

Treino contra ansiedade de separação

Como os caras sempre tiveram livre acesso aos quartos, não raro ficavam comigo quando estava na cama assistindo TV ou mesmo trabalhando. Então, tive de fazê-los entender que as coisas iriam mudar. O que deu certo para mim foi aplicar alguns exercícios para cães que sofrem de ansiedade de separação. Sabem aqueles doguinhos que latem, choram e arranham a porta quando a (o) dona (o) sai? Eles sofrem desse mal chamado de ansiedade de separação e precisam compreender que ficar longe do pai ou da mãe não é o fim do mundo.

Primeira medida, deixá-los poucos minutos (no máximo cinco) na sala com algum tipo de brinquedo legal. Usei bastante ossinhos. A ideia aqui, conforme aprendi no livro “Cão de Família”, da Alida Gerger e do Alexandre Rossi, era valorizar o tempo que eles ficavam sozinhos com alguma atividade bem legal. Fui aumentando o período aos poucos e abrindo a porta enquanto eles não estavam protestando.

Bebê e cachorro
Theo e Duda, nasce um amor de irmão (Crédito: Inovatto Studio)

Quando eles já estavam craques em ficar sozinhos com algum brinquedo legal, comecei a ficar no quarto e deixá-los sozinhos na sala sem nenhuma atividade proposta. O que notei foi que quando eles estavam cansados, após um passeio, por exemplo, não rolavam protestos. Mas era eu experimentar fechar a porta num momento em que estavam relaxados que lá vinham arranhões na porta, especialmente do seu Theo, que é mais apegado.

Arranhões na porta, como resolver

Aí amigues haja saquinho para tirar esse mau comportamento. Inicialmente, tentei na base da bronca. Huum, que erro. Quanto mais eu mandava parar, mais ele arranhava a porta. A minha impressão é que de tanto arranhar, abriria-se um buraco. Também fiquei imaginando a seguinte situação: eu tentando ninar a bebê e tendo que dar broncas no Theo para que ele parasse de fazer barulho. Não daria certo, né?

Foi então que eu recorri aos livros para achar uma solução e encontrei no “Manual do Cachorro”, da Cláudia Pizzolatto. E, confesso a vocês não foi fácil, ele só melhorou quando comecei a ignorar os arranhões. Basicamente, deixei de gritar de dentro do quarto e também parei de abrir a porta para dar bronca. Quando ele parava por uns dois minutos, eu liberava a entrada. Ou seja, ele acabou percebendo que não adiantava arranhar a porta, protestar, que ele não entraria daquela maneira.

 

Basicamente, essas duas medidas foram suficientes para eu não ter problemas de barulho tivesse de ficar sozinha com a bebê no quarto. Lógico que tem de rolar um bom senso. Não dá pra achar que o cachorro conseguirá ficar um dia inteiro sozinho num cômodo sabendo que você está em casa. Portanto, quando não eram momentos cruciais, soneca, troca de fraldas, eu liberava o acesso deles. Cansei de amamentar com os dois no quarto. Foi demais! Eles se sentiam parte daquele momento e ficavam quietinhos.

Esse foi só um dos primeiros posts sobre o assunto cachorros e bebês. Ainda tenho um montão de coisa para falar. Espero que gostem. E se você estiver esperando um neném ou já passou por essa experiência, compartilhe conosco. Vou adorar saber.

Veja os nomes de cachorro mais populares do Brasil

Foto mostra nomes de cachorro mais populares do Brasil
Mel e Thor são os nomes de cachorro mais populares do Brasil (Foto: Meu Filho Cão)

Faz tempo que não apareço por aqui, né? Mas desde o nascimento da irmãmana (irmã + humana) do Theo e do Toddy, a Maria Eduarda, meus dias, noites e madrugadas são  todos dedicados a essa turminha do barulho. Agora com a Duda completando 8 meses, estou começando a colocar a casa em ordem e quero muito voltar a publicar com frequência aqui. Tem um monte de assunto bacana pra falar, especialmente dessa relação entre bebês e cachorros, que é fofíssima, mas exige muito trabalho tanto em relação ao humano quanto ao bichinho. Porém hoje o assunto é diferente, mas não menos legal: nome de cachorro. Você sabe quais os nomes de cães mais populares do Brasil?

Para responder essa pergunta, a Dog Hero, aplicativo de hospedagem de pets, realizou uma pesquisa com base no cadastro de 280 mil cachorros.

O resultado é bem legal. Não causa surpresa que o nome mais popular de fêmeas seja tanããã… Mel, claro! Quantas cachorrinhas chamadas Mel vocês conhecem? 😂 Já entre os machos, o campeão é Thor.

Alguns nomes surgiram na lista dos 10 mais populares esse ano em relação ao levantamento feito no ano passado. Julie e Sofia ficaram em 8o. e 10o. lugares, respectivamente. Entre os meninos, os nomes Chico e Pingo são os mais comuns. Aliás, o papito do Theo e do Toddy pontuou que Pingo é um nome antigo de cachorro que agora voltou a ficar na moda.

Lista de nomes mais populares

Veja abaixo a lista dos 10 nomes de cachorros para machos e fêmea mais comuns no Brasil:

Fêmeas

  1. Mel
  2. Nina
  3. Maggie
  4. Luna
  5. Amora
  6. Lola/Lolla
  7. Belinha
  8. Julie
  9. Bela/Bella
  10. Sofia/Sophia

Machos

  1. Thor
  2. Luke
  3. Nick
  4.  Teo/Theo
  5. Billy
  6. Bob
  7. Fred
  8.  Pingo
  9. Chico
  10. Ted

No blog da Dog Hero também é possível consultar os nomes mais populares por estado. Por exemplo, aqui no Distrito Federal, para onde nos mudamos (assunto para outro post), o nome mais frequente para as cadelinhas ééé … Mel 😂. Já na Bahia, Nina aparece em primeiro lugar.

Alem dos nomes, dá pra consultar as raças mais populares – ficamos felizes em saber que os vira-latinhas dominam – idade e sexo. É muito legal!

E o nome do seu filho cão está entre os 10 mais comuns? Se não tá, qual é o nome dele ou dela?

 

 

 

 

#saudadesDJ

    DJ era muito inteligente

Há exato um ano nossa princess deixava esse mundo e só agora me sinto razoavelmente confortável para contar como foi sua partida.

Cada um lida de uma maneira com o luto, uns choram, outros endurecem, alguns têm de falar muito, outros preferem o silêncio. Eu escolhi a última opção, falei pouco sobre a morte dela, fiz um pequeno post no blog e só. Foi o jeito que me senti confortável, queria naquele momento me lembrar dela com vida e não falar sobre a doença ou os últimos dias.

A DJ partiu sem praticamente sofrer. Já havia um ano que ela fazia quiomioterapia contra um linfoma. Após 7 meses de tratamento, que compreendeu um ciclo inteiro de quimio, o tratamento foi suspenso. A esperança era que após esse período o câncer demorasse a dar sinais de retorno. No entanto, infelizmente, não foi isso que aconteceu e menos de dois meses depois ela já teve de retomar o tratamento.

O linfoma é um tipo de câncer muito agressivo para os cães. A ótima Dra Karine Germano, que atendeu a DJ logo no início, nos alertou sobre a expectativa de vida de cerca de um ano. São raros os casos em que o animal dura um pouco mais. Claro que nos apegamos à esperança de que ela viveria mais e nos dedicamos todos os dias para que ela prolongasse sua estadia aqui.

Os últimos dias – Porém, em julho ano passado, exatamente um ano após o início do tratamento, a DJ teve uma piora significativa. Eu e o pai dela estávamos fora de SP. Ela e os irmãos ficaram sob os cuidados dos avós, que são muito atenciosos e de pronto notaram que ela não estava bem. Entramos em contato com a também ótima Dra Juliana Cirillo, que foi a médica responsável por cuidar da DJ nesse período, e ela nos orientou que a nossa filha fosse levada ao hospital Animaniacs.

Visita à DJ no hospital

Adiantamos nossa volta para SP para o mesmo dia, e logo ao pisarmos na cidade fomos direto para o hospital. Ao nos ver, ela ficou muito feliz. Apesar de debilitada, teve um sopro de vida. Tentou abrir a cancela da gaiola. Quando foi solta, pulou, nos lambeu. Foi difícil deixá-la lá internada.

No dia seguinte, levamos comidinha da vovó porque ela se recusava a comer e até tentou morder uma das veterinárias plantonistas, acreditam? Fiquei super animada, afinal a brabeza era marca registrada da minha menina e pra mim se tratava de sinal de melhora.

Ela ganhou alta na quarta-feira para nossa felicidade. Voltou pra casa, reviu os irmãos, dormiu na caminha dela, porém, começou a ter falta de à noite e teve de ser internada às pressas novamente.

Na quinta-feira, fomos visitá-la na hora do almoço e ela já estava mal, entubada numa maca. Senti um aperto no peito como já me preparando para o pior. A veterinária, no entanto, disse que ainda havia esperança e novos exames seriam feitos para tentar a melhor saída possível.

O Toddy a admirava muito

Porém uma hora depois pediram que a gente voltasse. Ao chegar ao hospital, a DJ já estava em choque e teve uma parada cardíaca. Tive a oportunidade de tocá-la ainda com vida e então ela se foi. Não consigo descrever o sentimento daqueles minutos. Uma parte do meu coração partiu junto com ela, com a minha preferida, com a minha menina.

Só depois de algum tempo, tive serenidade pra entender que fizemos o melhor. Que do dia que a resgatei da rua até o dia da sua partida ela viveu os melhores momentos da vida dela.
Hoje fica a saudade de conviver com uma cachorra ímpar: inteligente, de personalidade marcante e extremamente carinhosa com aqueles que ela amava.
Não vai ter outra DJ na minha vida. Ela foi única e será lembrada todos os dias até eu reencontrá-la novamente.

 

Sobre cachorros e responsabilidades

    Paçoca se machucou feio após ataque de pitbull (Crédito: Meu Filho Cão)

Há dez dias, aconteceu um episódio que por sorte não terminou de maneira mais trágica: o Paçoca foi atacado pelo pitbull do vizinho.

O ataque ocorreu quando minha mãe passeava com ele preso ao peitoral Easy Walk e guia na rua de casa. O pitbull passou pelo portão entreaberto da residência onde mora e imediatamente foi para cima do Paçoca.

A sorte é que um primo passava pelo local e ajudou a tirar o cachorro de cima do Paçoca. Pouco depois o proprietário do animal também apareceu e o meu caçula, graças a Deus, teve o instinto de fugir para casa e não reagir.

Levamos a um pronto-socorro 24 horas, e o resultado foi várias mordidas superficiais pelo corpo e duas mordidas grandes na pata que precisaram ser fechadas com pontos. A boa notícia é que nenhuma delas atingiu órgãos vitais.

Posse responsável

Antes que alguém me questione dizendo que estou criminalizando o cachorro, devo dizer que não, estou culpando sim o proprietário, pois foi ele que deixou o bicho escapar.

Os pitbulls já sofrem um preconceito enorme por causa, claro, dos humanos. Por conta de criação errada, esses cães, que têm uma mordedura capaz de matar e grande porte físico, são treinados para serem agressivos e, infelizmente, sofrem as consequências dessa irresponsabilidade.

Paçoca levou várias mordidas (Crédito: Meu Filho Cão)

De mais a mais, o ataque poderia ter partido de um cão de outra raça ou mesmo de um vira-lata de grande porte. O que eu quero dizer é que se você, por ignorância, cria um cachorro dessa maneira tem de ter responsabilidade para que esse tipo de situação não aconteça. Não permitir que ele escape de casa, passear de guia e focinheira e cuidar para que se ele for agressivo não chegue perto de outros animais e crianças. Afinal, ele pode matar!

Ah, quando digo não permitir que ele escape não é manter amarrado, pelo amor de Deus. Mas ter atenção para que o recinto onde ele vive seja a prova de fugas.

O que diz a lei – Segundo o novo Código Civil, o proprietário do animal pode ser responsabilizado caso fique provado que não mantinha o bicho sob a guarda necessária. “O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima, ou força maior”, diz o artigo 936.

O juiz aposentado Sílvio de Salvo Venosa explica em artigo para o site Migalhas que o juiz nesses irá analisar se ” o dono ou detentor o guardava e vigiava (animal) com o preciso cuidado; se o animal foi provocado por outro da própria vítima, o que lhe imputa a responsabilidade; se houve culpa, em sentido amplo por parte da vítima.

Ensaio gestante com cachorros é de derreter o coração

Em breve, seremos 5 (Crédito: Inovatto Studio)

Quando descobri que estava grávida, uma das únicas certezas que tinha, em meio às diversas dúvidas sobre como me preparar para a chegada de uma humaninha, era que os cachorros participariam de tudo, que eles são os meus filhos mais velhos e promoveria todas as adaptações necessárias na rotina deles para que tivéssemos um convívio harmônico.

E assim foi, mudei a alimentação deles, treinei o que poderia provocar ansiedade de separação e ciúmes, tirei o hábito de pular em mim, enfim, fiz a lição de casa para evitar problemas. Prometo escrever sobre tudo isso.

Além dessas mudanças, claro que quis incluí-los em objetos e lembranças que no futuro mostrarão à Maria Eduarda que os irmãos caninos sempre estiveram presentes na vida dela.

Inspirações para fotos de gestantes com cães

Um exemplo disso foi o porta-maternidade inspirado nos três (farei post sobre ele também). Acreditem, foi a primeira coisa que comprei, mesmo antes de qualquer roupinha. Também havia planejado fazer um ensaio pet + gestante em dezembro. Porém, como fiquei doente, internada e sem $$ tive que abandonar o plano.

Mas sabem como é, a vida nos proporciona grandes surpresas e há 15 dias a Cristiane Bellini, grande amiga e fotógrafa me ofereceu um presentão, o ensaio 😀 agora na reta final da gestação. Uma explosão de amor e fofura <3. (Veja abaixo os contatos da Cris)

Dicas para ensaio com pets 

Aproveitando a experiência, quero dar umas dicas sobre como tornar o ensaio mais agradável para as mommys:

– Planeje fazer as fotos até o fim do 7o mês. Eu já estava no 9o mês e me cansei muito antes do esperado. Fora isso, o barrigão dificultou minha mobilidade.
– Separe os objetos que queira incluir no ensaio: fotos das ultrassonografias, sapatinho, lembrancinhas. Na hora, você não lembrará de nada.
– Experimente antes as roupas que deseja usar. Às vezes, aquele vestido lindo que você tem não lhe deixará confortável.
– Se for fazer fotos externas, especialmente no verão, dê preferência aos horários do começo da manhã e do fim da tarde. O calor é muito exaustivo para uma sessão fotográfica.
– Quanto aos dogs, separe petisquinhos e brinquedinhos que eles gostem para usar na sessão. Em geral, mesmo os mais comportados, ficam excitados com a presença de alguém diferente e a quantidade de poses que têm de fazer *rs*.
– E, muito importante, escolha umx fotografx que curta pets e entenda que eles têm o tempo deles, como a minha querida amiga Cristiane Bellini, do Inovatto Studio. Isso é primordial para o sucesso das imagens.

Quer contratar a Cris? Os contatos seguem abaixo:

Inovatto Studio

Localização: São Paulo
Fotógrafa: Cristiane Bellini
Telefone: (11) 97676-7374 / 3209-7847